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A Duquesa de Mântua

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No dia 1 de dezembro de 1640, por entre as armas dos fidalgos e a exaltação popular, a Duquesa de Mântua assoma corajosamente à varanda do Palácio Real, em Lisboa, tentando travar o golpe de Estado que estava em vias de pôr fim a seis décadas de domínio castelhano. Margarida de Mântua chegara a Lisboa em 1634, com a incumbência de governar o reino em nome de Filipe IV de Espanha. Nesse período conturbado, marcado por revoltas populares contra o aumento dos impostos e pelos constantes ataques ao império colonial português por parte dos inimigos da Monarquia Hispânica, Filipe IV e os seus conselheiros haviam decidido enviar para Lisboa alguém cuja lealdade não pudesse ser posta em causa: uma princesa de sangue real, prima do monarca e bisneta de duas infantas portuguesas, que crescera na corte de Saboia, embalada pelo mito do avô espanhol, o poderoso Filipe II, que reinara sobre o maior império que jamais existira.

368 pages, Paperback

First published April 1, 2016

17 people want to read

About the author

Joana Bouza Serrano

2 books9 followers
JOANA BOUZA SERRANO é licenciada em História e mestre em História Moderna e dos Descobrimentos, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo frequentado o Mestrado em Arte, Património e Restauro na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Actualmente lecciona a disciplina de História no Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa.

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Profile Image for Sofia ..
122 reviews14 followers
May 31, 2016
A Duquesa de Mântua, revelou-se uma personagem fascinante. A postura altiva que denunciava a sua nobre ascendência, também revelava perspicácia e um temperamento orgulhoso. E se por um lado estas características a conduziram ao governo de Portugal, a verdade é que também contribuíram para algumas relações pouco amistosas que conspiraram para denegrir o seu julgamento e a sua imagem perante o rei. Mas Margarida de Mântua era uma mulher lutadora e obstinada, cuja lealdade a D. Filipe IV era inquestionável, valendo-lhe o apoio do rei em diversas ocasiões.

Depois de ler O Último Conjurado, de Isabel Ricardo, já tinha ficado com uma ideia mental desta época. A tirania de Olivares e de Vasconcelos, os impostos absurdos que os portugueses eram obrigados a pagar, os encontros clandestinos dos conjurados, a hesitação de D. João IV e todos os eventos que culminaram na revolta de 1 de Dezembro de 1640. Mas apesar de ser muito interessante ler sobre personalidades a quem Isabel Ricardo "deu vida" no seu romance, Joana Bouza Serrano vai mais longe na sua abordagem. Não se centrando apenas no jugo Filipino, reti com maior a clareza a forma como os casamentos eram organizados, de modo a vincular alianças, bem como o papel da mulher cuja principal função era gerar herdeiros. Ainda assim surpreendeu-me a confiança depositada nas mulheres da linhagem espanhola que, na ausência dos maridos, assumiam as rédeas da gestão de condados e reinos, algo que não foi visto com bons olhos em Portugal aquando do vice-reinado de Margarida de Mântua.

http://deliciasalareira.blogspot.pt/2...
Profile Image for Tita.
2,216 reviews233 followers
June 7, 2016
Quando iniciei a leitura deste livro, tive uma agradável surpresa. Este não é um romance histórico, mas sim uma biografia de Margarida de Saboia, com um excelente trabalho de pesquisa e cheio de referências históricas. Mas, por favor, não julguem que Joana Bouza Serrano se limita a "despejar" a informação, tornando o livro maçudo. Não! Nada disso! A autora tem uma escrita muito acessível mas que nos proporciona um excelente ritmo de leitura, com uma divisão de capítulos que vai acompanhando a vida de Margarida de Saboia.
A própria Margarida é uma personagem muito interessante, algo orgulhosa, gostando de controlar e sempre fiel aos seus laços espanhóis, o que lhe valeu também o afastamento de Itália e da sua única filha.
A autora consegue-nos fazer um excelente retrato político da época, de intrigas e alianças, principalmente através dos casamentos. Se já tinha ideia de que a maioria dos casamentos reais eram feitos na família, este livro tive ainda uma noção mais clara da quantidade de consanguinidade nos casamentos reais.
Outro ponto muito positivo é encontrarmos na parte final, mapas do norte de Itália e da Península Ibérica, as árvores geológicas e ainda uma tabela com os acontecimentos cronológicos em Portugal, Itália e na Monarquia Hispânica.
Foi um livro que adorei ler, quer por parte do período que é abordado - o domínio filipino em Portugal - mas principalmente pela forma como Joana Bouza Serrano nos transmite em informação, sem parecer que nos dá a dar uma aula maçuda e debitando informação, mas sim de forma cativante e envolvente. Deixou-me ainda com muita vontade de ler As Avis, também da autora.
Recomendo para todos os amantes de História.
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