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Os invernos da ilha

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Romance de estreia de Rodrigo Duarte Garcia.

Os invernos da ilha é um livro de aventura, como não há no Brasil, que reúne um herói atormentado (e logo apaixonado), uma ilha fria e hostil escolhida como exílio (num convento misterioso), a descoberta de um diário de piratas (e, assim, a reconstrução de uma incrível história de corsários) e a busca por um tesouro escondido. Como diz Martim Vasques da Cunha no texto de orelha: “Rodrigo já pertence à categoria dos mestres. Os invernos da ilha costura Wallace Stevens, Melville, Conrad, Patrick O’Brien, os filmes de Indiana Jones, Os Goonies – sobrando até mesmo para o compositor Rachmaninoff –, com tamanha habilidade, que o leitor ficará atônito ao perceber que, no meio disto tudo, há a alegria de narrar uma verdadeira história”.

462 pages, Paperback

Published January 1, 2016

2 people are currently reading
76 people want to read

About the author

Rodrigo Duarte Garcia

2 books12 followers

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Community Reviews

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Displaying 1 - 8 of 8 reviews
Profile Image for Juliana.
83 reviews17 followers
June 29, 2016
Esse livro não foi exatamente o que eu estava esperando. Talvez se não tivesse ouvido/lido nada a respeito da história, minha opinião seria diferente, mas como já comecei com a promessa de ser uma mistura de filmes como Os Goonies e Indiana Jones , acabei me decepcionando um pouco. A escrita do autor é muito rica e há passagens excelentes e que te fazem pensar, mas em determinados momentos eu não queria mais essa "filosofia" toda, queria apenas embarcar em uma aventura envolvendo um tesouro pirata sem ter que ler descrições de um parágrafo a respeito do vento ou de alguma divagação com pouco sentido para mim.

Eu gostei bastante dos relatos de Oliver van Noort e foram as minhas partes preferidas do livro, onde eu realmente senti a aventura que estava esperando. Mas grande parte da história no presente é lenta e arrastada e foca em acontecimentos um tanto repetitivos de Florian na ilha e seus dilemas que parecem nunca ser resolvidos.

Comecei e terminei o livro não gostando do protagonista e acredito que isso influenciou bastante minha opinião sobre o livro. Ele é descrito na sinopse como um herói atormentado, mas para mim ele é uma pessoa extremamente egoísta que não consegue enxergar nada além das próprias vontades e tristezas. Estou longe de gostar de personagens perfeitos, que sejam bem resolvidos em absolutamente tudo e totalmente altruístas. Mas as atitudes de Florian me incomodaram demais. As motivações para tudo que ele decide fazer são bem fracas e ele prefere creditá-las a Engrenagem que controlaria o curso da vida de todas as pessoas. Além disso, com exceção da culpa que o atormenta por todo livro, ele parece não assumir a responsabilidade por nada. E ele tem uma atitude no final da história que me deu tanta raiva que acabou com todas as minhas dúvidas a respeito de gostar ou não dele.

As repetições me incomodaram bastante ao longo do livro também. O Professor Rosseau ria deixando os caninos à mostra, Cecília fazia uma careta charmosa mostrando a língua o tempo todo e Florian corava praticamente sempre que ela se dirigia a ele. Pode ser chatice da minha parte? Provavelmente. Mas repetições desse tipo vão me cansando durante a leitura. Também me cansei com o duelo de egos infinito entre o Professor e Florian, principalmente quando envolvia chamar a atenção de Cecília. E não achei muito feliz a forma com que Florian se referia a ela. Por várias vezes ele falou em salvá-la de Rosseau ou tirá-la das mãos dele, como se ela não tivesse vontade própria ou capacidade para escolher com quem ela gostaria de se relacionar, mesmo sendo uma mulher adulta. E todas as descrições dela são extremamente idealizadas...mesmo no meio da floresta, sem comer direito, sem dormir e tomar banho, ela continua perfeita, como se saída de um SPA, o que seria humanamente impossível.

A história do livro é boa e acho que a trama como um todo foi muito bem pensada, principalmente considerando ser o livro de estreia do autor. Porém, para mim, há muitas coisas que não funcionaram muito bem e que acabaram me impedindo de me envolver de verdade com o que estava sendo contado. Mas como cada pessoa tem uma experiência diferente com um livro e a avaliação dele está bem alta, recomendo que leiam, caso a sinopse interesse, para que possam tirar as próprias conclusões :)

O resgate da memória às vezes também funciona como crianças brincando de telefone sem fio: a história moldada e mudada a cada versão, depois transmitida e impulsionada à frente. Seria estúpido negar o risco de renúncias e perdas pelo caminho. Mas vale a tentativa, vale a travessia. Porque, enfim, até o último suspiro, tudo é travessia.
Profile Image for Marina Sato.
13 reviews
July 31, 2018
Que livro incrível! Uma aventura profunda com personagens cativantes e diálogos instigantes. Desbravei a Ilha de Sant'Anna Afuera com eles e fui lembrada do que há acima do Sol e da Engrenagem que dá sentido à vida. Um livro para ler e reler.
Profile Image for Leandro Dutra.
Author 4 books48 followers
February 28, 2017
Romance de aventuras ligeiramente absurdo e apelativo, mas muito interessante, principalmente no final: a primeira parte, que toma talvez mais da metade do livro (não me levantarei, nem irei até o quarto procurá-lo para conferir…), é bem desigual, tomada em parte pelo diário de um corsário neerlandês do século XIV rendida de maneira bem estranha, como se fosse um diário de um jovem semiletrado brasileiro, cheio de lugares-comuns e anacronismos. Aliás, além de erros óbvios como zeros burocráticos à esquerda (‘09 de novembro’, faça-me o favor!), há lugares-comuns absolutamente desnecessários tanto de enredo — como o herói seduzido por uma antiheroína, ou os milagres de hagiografia, ou a ameaça de morte vinda do nada no meio do caminho, ou a catástrofe inverossivelmente coincidindo com o triunfo como num cinemão roliúdiano — como de linguagem — ‘coisa e tal’, ‘impactar’ no sentido de ‘afetar’.

No final, a história acaba superando todos esses defeitos e tendo um desfecho interessante, embora insatisfatório — afinal, o herói fica ou não com a heroína, ou a antiheroína? — e blasé, já que não precisa da fortuna que lhe cai à mão; o herói também é insatisfatório, um convertido meia-boca sem nenhuma capacidade de resistir às tentações mais óbvias mesmo quando as alternativas mais corretas, e interessantes, estão tão perto à sua mão; talvez isso se explique pelo cristopaganismo ao qual se converteu, feito de pouco mais que milagres hagiográficos e penitências sem sentido, praticamente sem noção mais profunda de pecado, graça e salvação.

Merecia uma segunda edição, com um trabalho de reescrita editorial muito mais rigoroso.
Profile Image for Allenylson Ferreira.
80 reviews
July 22, 2016
Os diálogos sobre as questões espirituais são um bálsamo para a alma que está passando pelos invernos da ilha. Dom Clemente e Dom Fernando são homens de fé nos quais gostaríamos de ter um minuto a sós para conversarmos sobre aquilo que nos aflige – independente de confissão de fé ou religião. São homens sábios que deixa a todos boquiabertos, inclusive o Dr. Florian. São esses diálogos e a figura desses dois personagens que deixa acessa a esperança da primavera chegar. E o leitor é brindado com outra história dentro da história, um paralelo do passado com o futuro que acabam se encontrando na busca do tesouro que o corsário holandês Van Noort escondeu na ilha, e é esse o segredo e a mola que fazem o trio Florian-Rousseau-Cecília planejar essa aventura pela ilha. Mas onde estaria esse tesouro? Como chegar lá? É um poema de Olivier van Noort registrado em seu diário que dá a pista.
Profile Image for Emilio Garofalo.
33 reviews88 followers
June 4, 2016
Que delícia de aventura. E conta com belas e experienciais discussões teológicas! Recomendadíssimo.
Profile Image for Leonardo Bruno.
148 reviews10 followers
May 11, 2016
A estória cativa já no prólogo, que é de uma riqueza literária soberba. O texto, em si mesmo, é impecável. Enredo muitíssimo bem construído e sem pontos soltos, revelando que o autor veio mesmo para fincar a sua bandeira entre os grandes da nossa literatura. As referências aos grandes autores estão espalhadas por toda a parte — implicitamente, na maior parte das vezes.

O final teve, para mim, um quê de A Batalha Final, último livro das Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis, e também das Tremendas Trivialidades, de Chesterton. De fato, a busca pelas grandes realizações pode se mostrar decepcionante e trágica, uma verdadeira Caixa de Pandora. "Vaidade das vaidades!", diria o Pregador. "É preciso ter uma mente de inverno, para não se impressionar com o frio, não deixar que o vento desfigure a realidade", como o próprio protagonista vem a descobrir mais tarde.

Rodrigo Duarte Garcia, como diz Martim Vasques da Cunha no texto de orelha, já pertence à categoria dos mestres.

Leitura mais que recomendada!
Profile Image for Klissia.
854 reviews12 followers
August 6, 2020
Um livro bem escrito, idéias interessantes, mas que se tornaram cansativas e vazias durante o livro e até um certo ponto no desfecho, mirabolesco e pouco crível. Não é um livro sobre "aventura como a sinopse diz,mas uma estória de crise existencial de um homem adulto covarde,ridículo, insuportável, iludido...etc.
Estou cansada dessas narrativas de homens "em fuga" pra se encontrar ,se descobrir e tralalá,ainda mais um cheio de defeitos, rico e privilegiado.
Profile Image for Marcel.
37 reviews8 followers
January 8, 2017
Que aventura! Livro muito bem escrito! Recomendo!
Displaying 1 - 8 of 8 reviews

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