A alegria é a prova dos nove é uma tentativa de lançar um olhar retrospectivo e globalizante sobre a vida e a obra de Oswald de Andrade (1890-1954), autor que, sem dúvida alguma, melhor que ninguém incorporou as contradições de seu tempo, seja nas idas e vindas de sua vida pessoal, seja nas suas opções estéticas ou políticas. De menino rico e mimado, filho de uma das maiores fortunas de São Paulo, Oswald terminou seus dias numa precária situação, “emaranhado em dívidas”. Entre a abastança e a precariedade, o escritor experimentou de tudo, sempre buscando um sentido para a existência humana.
Por meio de uma seleção de frases e pensamentos originais do autor, recolhidos entre os vinte volumes que compõem sua obra completa (poemas, romances, crônicas, ensaios, entrevistas e peças de teatro), buscou-se uma síntese de seu percurso pessoal, onde público e privado se confundem para ordenar a história literária, política e moral do Brasil da primeira metade do Século XX. O livro está dividido em 17 partes, entremeadas por uma seção, Lambe-lambe, que evidencia sua franqueza, às vezes ferina, ao julgar os colegas, contemporâneos ou não, sem que, nessas críticas, haja qualquer “sombra de ódio ou rancor”.
José Oswald de Andrade Souza (January 11, 1890 – October 22, 1954) was a Brazilian poet and polemicist. He was born and spent most of his life in São Paulo. Andrade was one of the founders of Brazilian modernism and a member of the Group of Five, along with Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral and Menotti del Picchia. He participated in the Week of Modern Art (Semana de Arte Moderna). Andrade is best known for his manifesto of Brazilian nationalism, Manifesto Antropófago (Cannibal Manifesto), published in 1928. Its argument is that Brazil's history of "cannibalizing" other cultures is its greatest strength, while playing on the modernists' primitivist interest in cannibalism as an alleged tribal rite. Cannibalism becomes a way for Brazil to assert itself against European postcolonial cultural domination. The Manifesto's iconic line is "Tupi or not Tupi: that is the question." The line is simultaneously a celebration of the Tupi, who had been at times accused of cannibalism (most notoriously by Hans Staden), and an instance of cannibalism: it eats Shakespeare. Born into a wealthy family, Andrade used his money and connections to support numerous modernist artists and projects. He sponsored the publication of several major novels of the period, produced a number of experimental plays, and supported several painters, including Tarsila do Amaral, with whom he had a long affair, and Lasar Segall. His role in the modernist community was made somewhat awkward, however, by his feud with Mário de Andrade, which lasted from 1929 (after Oswald de Andrade published a pseudonymous essay mocking Mário for effeminacy) until Mário de Andrade's untimely death in 1945.