Numa surpreendente viagem no tempo, buscando encontrar explicações para um forte desequilíbrio emocional de Talica, a antagonista, o escritor, logo no início do romance mergulha no mundo da ficção, a ponto de promover o encontro do futuro distante com o passado, colocando a protagonista Lara, perseguida desde o ventre, frente a frente com a mãe Talica ainda aos nove anos. Esta, sem entender aquele cenário onírico, onde uma menina da sua idade se revela como sua filha e pergunta a causa do seu ódio cruel, do qual é vítima, segue nesse universo dos sonhos e avança meio século, conhecendo fatos que ainda vai viver. O escritor volta ao presente para o desenrolar dos acontecimentos sabendo apenas duas coisas: Que ela, Talica, ficou órfã de pai ainda pequena e, quando moça sofreu uma forte decepção amorosa; o que ele considera como resposta para a depressão que a acompanhará por toda a vida, e assim ela persegue a própria filha Lara, que mesmo atribulada, inclusive sofrendo a perda do seu herói, o pai, e da avó, pessoas a quem muito amava, consegue, com a ajuda do marido, recuperar-se psicologicamente.