Contra a idolatria do Estado oferece ao leitor uma oportunidade singular de se posicionar de maneira ativa e consciente no atual cenário político nacional e internacional. Por meio da mensagem evangélica, a "religião do Estado" é confrontada e a ação política cristã é legitimada, ao mesmo tempo que qualquer autoridade humana é submetida à autoridade soberana de Deus, o único a quem devemos culto em todas as esferas de nossa vida.
É Bacharel em Teologia pela Escola Superior de Teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Mestre em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. É diretor e professor de Teologia Sistemática e História da Igreja no Seminário Martin Bucer, em São José dos Campos, São Paulo, e consultor acadêmico de Edições Vida Nova.
Não esperava uma leitura tão agradável de um livro teórico sobre a relação do cristão com a política, um assunto que se faz extremamente necessário nos dias que vivemos.
A primeira parte começa do jeito certo, tratando sobre as bases bíblicas para a intervenção cristã nas esferas públicas. Primeiro, uma análise do livro de Ester, a rainha que protestou contra um decreto do rei em favor do povo de Deus, mostrando que o espiritual (três dias de jejum e oração) requer a parte natural (participação pessoal de Ester). Depois, ele faz uma análise de Romanos, mais especificamente, o capítulo treze. A maioria dos cristãos usa esse texto para alegar que temos que ser passivos quanto à política, e que nunca podemos protestar contra o governante. Já a conclusão mais precisa do texto, levando em conta o livro todo, seria:
"Portanto, quando as autoridades deixam de servir os cidadãos, de premiar o bem e de punir o mal, deixam de ser autoridade legítima. Logo, não são mais ordenadas por Deus. Tornam-se a besta que surge do mar, como descrito em Apocalipse. Não são dignas de respeito ou honra e devem ser confrontadas de toda forma legítima pelos cristãos, até mesmo por meio da desobediência civil. Em conclusão, a passagem de Romanos 13.1-7 não pode ser usada, sob hipótese alguma, para justificar passividade ou omissão diante de uma autoridade que trai o seu chamado."
A segunda parte trata sobre os conceitos políticos, explica o que é totalitarismo, autoritarismo, esquerda, direita, estatismo e a relação entre o Nazismo e o Comunismo, dando uma breve explicação de cada um.
Na terceira parte, o autor trata sobre as posições teológicas sobre a política, contando a magnífica história da resistência da Igreja Confessante contra o Nazismo. Ele trata também sobre a relação entre a política e a teologia reformada (em contraste com a Luterana e o Dispensacionalismo).
A quarta parte é um guia prático, sobre como a igreja atual deve se posicionar no cenário político, apresentando alguns dados sobre a absurda violência no Brasil (assunto que nunca é abordado pelos atuais "políticos cristãos", que parecem mais interessados em pautas polêmicas, do que em pautas realistas e necessárias).
Mais um livro que todo cristão deveria ler, principalmente em tempos de política conturbada como vivemos hoje, tempos em que o dualismo da igreja a tornou passiva quanto aos assuntos públicos, dando mau testemunho.
Recomendo a todos os cristãos, pois está numa linguagem acessível e não é expeculativo. A única falha é que a estatística do desarmamento na Inglaterra carece de métrica mais justa.
Leitura cativante! Livro excelente! Franklin usa uma linguagem muito simples e não deixa de perder profundidade por isso. Em um ano eleitoral como esse de 2018, todos os Cristãos devereiam ler esse livro!
Muito interessante sobretudo do ponte de vista histórico. Contudo, gostaria que fosse mais bíblico, abordando mais texto que lidam com esta questão. Recomendo.