Ziraldo Alves Pinto is a Brazilian author, painter, comic creator, and journalist. He is normally known just as "Ziraldo." His books have sold about ten million copies, have been translated to many foreign languages and adapted to the theater and cinema. He and other progressive artists created the non-conformist comic newspaper "O Pasquim" during a period of military dictatorship in Brazil. His children's books have also been the basis of successful animated films and television series in Brazil. Ziraldo is father of the film director Daniela Thomas and the Golden Globe Award-nominated film score composer Antonio Pinto.
Coloquei um filho de cada lado para ler "Flicts". Nossa primeira leitura: eu aos 46 anos de idade, eles com 10 e 5. Caprichei na entonação e mostrei as cores com carinho. Que riqueza visual, extraída de tão poucos elementos! Ziraldo e sua maestria de design conta uma história triste, belamente triste, que gerou incômodo nos pequenos por ser, de fato, triste demais; e em mim, certa decepção pelo final inconvincente, mesmo imaginativo. Ao fim e ao cabo, "Flicts" é um pequeno poema gráfico que merece edições contínuas para inspirar autores e ilustradores infantis para sempre.
Uma história que eu não lembrou de ter lido quando era criança, mas que tenho certeza que a pequena Marília adoraria. A cada nova leitura, está última com meu bebê no colo, eu me encanto como na primeira vez. Um livro favorito para a criança que ainda tem em mim.
um dos livros sobre encontrar seu lugar no mundo e se entender mais liiiindo que eu já li. como que podem nem 100 paginas me fazerem chorar que nem bebê, assim? amei amei amei!!!!!!!!
tenho curiosidade com literatura brasileira, e ler mais livros de autories brasileires é uma falha que preciso colmatar. e sendo que livros ilustrados é uma pequena perdição para mim, a coleção pererê da @tintadachina – que edita clássicos da literatura infanto-juvenil brasileira –, era um must-read e must-have. e eis que surge a oportunidade ideal para ler o primeiro livro da coleção.
já tinha lido sobre “flicts” e facilmente tinha sido cativada pela temática.
é incrível como um livro criado em 1969 pode apelar tanto à diferença, à individualidade, à identidade, à aceitação.
para além de passar uma bonita mensagem, tão importante para miúdos e graúdos, destaca-se pela sua peculiaridade gráfica: parece um catálogo de cores. relembro: um livro de 1960. que inovador!
“flicts” é, no seu todo, um belo poema: único e cheio de cor. simples, mas feito para ser decifrado, como se fosse um código. e, na verdade, é.
ziraldo alves pinto criou um belíssimo e único livro e, com a sua recente partida, trouxe-me a (boa) obrigação de o honrar lendo-o, explorando as suas cores, entrando na sua forma de ver o mundo. “o menino maluquinho” – tão popular que originou filmes, séries, ‘peças de teatros e óperas –, e a “história de dois amores”, com texto de carlos drummond de andrade – autor que também está na minha lista – entrarão, certamente, na minha lista de livros lidos!
e vocês? já conheciam a coleção pererê?
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livro lido para o #marçoilustrado da @silveria.miranda e do joão @na.cama.com.os.livros e clube dos livrólicos anónimos ✨
Ganhei na minha visita para a Melhoramentos. Genial!!!!!. Como podem diferentes cores distribuídas de formas diferentes pelas páginas contarem uma história tão clara, mas que não faria sentido sem as palavras? Assim como as palavras não fariam sentido sem as cores…. Gostei muito da mensagem do livro também!
Li com meu afilhado e óbvio que ele dormiu na metade. Mas continuei lendo em voz alta para ele e me emocionei muito com o final, afinal, a lua é flicts.🥹❤️
Eu não sei quem, mas alguém tinha me falado que Flicts era uma história relacionada com a homossexualidade. Sim, tem arco-íris, mas não tem nada relacionada com homossexualidade. Até porque o Ziraldo já deu algumas declarações homofóbicas durante sua vida. Fora isso, é um livro infantil genial, que fala mais sobre solidão e sobre ser um pária não aceito pelas pessoas do que sobre a condição LGBTQIA+. Pensar que Flicts foi desenvolvido nos anos 1960 e que usa de muitos artifícios de design gráfico, de forma simples e eficiente, é realmente embasbacante e merece todos os elogios que essa edição comemorativa de cinquenta anos trouxe. Ainda assim, preciso ressaltar, pessoa que me recomendou Flicts por causa do seu conteúdo queer: ter arco-íris na história ou ser uma história sobre cores, não faz com que ela seja uma publicação gay, nem queer e nem LGBTQIA+.
Flicts é o livro que me fez amar a leitura, o frágil, feio e aflito Flicts. Ele que me arrancou lágrimas dos olhos em inúmeros momentos e que, às vezes, ainda faz chorar a criança que se esconde dentro da adulta que venho me tornando. Ele é tão parte de mim que eu nem consigo mensurar o quanto sou Flicts.
Para mim, Flicts também é uma lembrança doce: das idas à biblioteca nos ombros do meu pai e do tempo que eu passava revirando e revirando as estantes, até chegar novamente nele, o frágil, feio e aflito Flicts. De quando aprendi a ler e de como as palavras dessas páginas deixaram de ser contadas para mim, para que eu pudesse, sozinha, ler cada uma delas.
Nunca fui completamente só — hoje vejo bem —, mas nem sempre era o que parecia aos meus olhos infantis. Nem sempre era o que entendia aquela criança pequena e tímida que tanto sofria para se aproximar das outras, que sentia que não cabia em nenhum espaço, que se sentia Flicts em um mundo tão colorido.
Hoje, vejo a imensidão de coisas que não entendi nos meus primeiros anos de vida e percebo que ser Flicts não era de todo ruim, que todo mundo tem um lugar, um espaço para chamar de seu. Todo mundo pertence a algo. Até o frágil, feio e aflito Flicts.
E é engraçado como, todas as vezes em que releio esse livro, me pego torcendo. Torcendo para ele encontrar um espaço, querendo que vejam, que enxerguem, querendo que todos saibam. E, no fim, percebo que Flicts também precisava saber qual era o seu valor.
Consegui ter esse livro na minha estante aos 21 anos, e me senti aquela garotinha de 4 anos aprendendo a ler, conhecendo as palavras e o mundo. Agora, com recém 23, me sinto como a garotinha que era deixando lágrimas escorrerem pelo meu rosto mais uma vez. Porque eu sei. Eu sei que a Lua é Flicts. E, se Flicts tem um lugar nesse universo imenso e vasto, aquela garotinha também tem.
Flicts é, e para sempre será, uma das melhores leituras que eu tenho o prazer de viver e reviver inúmeras vezes.
É uma história que eu quero ler e reler, e dividir e contar, e quero que todos que eu amo saibam e entendam, cada um do seu modo, que de perto, de pertinho a Lua é Flicts.
Flicts é uma cor que não encontra o seu lugar no mundo. Nem no arco-íris, nem nas caixas de lápis, nem nas bandeiras. É uma história sobre identidade, pertença e a dificuldade de ser diferente — contada com a simplicidade que só os grandes autores conseguem.
Ziraldo cria uma narrativa visual poderosa, onde texto e ilustração caminham juntos para mostrar que até aquilo que parece não ter espaço pode, afinal, brilhar de forma única. Para crianças, é um conto colorido sobre aceitação. Para adultos, um espelho delicado sobre exclusão e descoberta
Li a edição da coleção Pererê: um pequeno tesouro da Tinta-da-China que recupera clássicos da literatura infantil brasileira, agora em edições de capa dura, cartonadas e ilustradas por nomes contemporâneos.
A ideia é simples, mas poderosa: apresentar às novas gerações histórias que marcaram infância atrás de infância — e lembrar aos adultos que a boa literatura infantil nunca deixa de nos pertencer.
Mais do que livros para crianças, estes títulos são convites a pensar, rir, sentir e partilhar. São perfeitos para ler em voz alta, para guardar na estante ou para voltar sempre que for preciso reencontrar o essencial. Porque às vezes, para compreender o mundo, basta um livro pequeno, com poucas palavras e muito coração.
Durante a ditadura militar, uma época em que os artistas tinham que usar o máximo de sua criatividade para transmitir suas mensagens sem serem censurados vem Flicts, uma simples, porém muito criativa, lúdica e rica obra de Ziraldo. Uma mensagem sobre inclusão, aceitação e união. Ziraldo foi responsável por mostrar para as crianças, não somente daquela época, mas também dos nossos dias, que não são classes sociais, cores de pele ou etnias que nos separam pois somos todos humanos, e assim como as cores, mesmo em suas singularidades, quando se unem, formam o arco-íris, algo muito belo, algo muito lindo, a nossa união também pode formar um mundo, um país e uma sociedade muito bela, agradável e harmoniosa.
'Flicts', first published in 1969, is a beloved Brazilian children’s classic by the iconic author and illustrator Ziraldo. This beautifully simple story follows Flicts, a soft beige color that feels overlooked and out of place in a world dominated by the boldness of red, the vastness of yellow, and the peace of blue. Flicts’ journey is one of self-discovery and belonging, with a poignant ending that reassures readers that even the most unlikely can find their place.
'Flicts' is a short, profound story that speaks to anyone who has ever felt like an outsider, reminding us that there is a special place for everyone—even if it’s among the stars.
Alltså jag vet inte riktigt vad jag tycker. Jag hade nog väntat mig ett annat slut med en annan sensmoral. Och när det blev något helt annat än vad jag trodde så blev jag så paff. Men inte på ett bra sätt. Färgen Flicts får inte någon plats eller någon roll, inga vänner. Så Flicts slutade leta efter sin plats i världen och försvann. Vilket gjorde mig så himla ledsen. Men sen kommer det fram att om man tittar riktigt nära på månen så är månen Flicts. Hur kan det vara så svårt att bestämma sin åsikt???
Esse é pra roubar na meta de livros do goodreads. Mas é um livro e apesar de claramente ser para crianças bem pequenas, super interessante. E o projeto gráfico da minha edição tá muito bom, as cores bem vivas.
Comecei a ler achando que seria só bobo (e é bobo), no meio estava totalmente investido no caminho de vida da cor Flicts. Finalzinho tocante.
Essa edição tem um autografo do Neil Armstrong, que ele deu para o Ziraldo quando se encontraram. Achei foda.
Hoje chegou o livro Flicts comprei pela edição de comemoração de 50 anos, ao ler me veio aquela nostalgia de quando era criança, lembrei da primeira vez que li e como as cores e a intensidade do que estava escrito me chamou a atenção. Ao ler novamente foi diferente, enxerguei muito além, pois hoje entendo o que muitas das coisas ali representam. E como não poderia deixar de faltar…
read this multiple times in such a short span! Flicts is a book that'll stay in my heart and mind and it is now part of my code that i shall share as many times as i can, with as many people as i can. a story of solitude and longing and getting home. of finally, at the end, acknowledgement and belonging.
me deparei com esse livro no tiktok e fiquei surpreso que, mesmo sendo infantil e sendo bem curtinho, ele tem uma mensagem muito bonita sobre pertencimento! Lendo parece que eu tive contato com essa história na infância em algum momento e acabei esquecendo, mas que bom que cruzamos o caminho novamente
um livro infantil que fala sobre uma cor diferente, que não se encaixa em lugar nenhum, ninguém quer flicts por perto porque ele não é como as outras cores mas no fim, ele descobre que mesmo sendo único, também tem um lugar onde pode brilhar, é uma metáfora simples e poderosa sobre identidade, exclusão e pertencimento
Flicts é aquele barulho baixinho de não se encaixar em nada que a gente faz em alguns momentos da vida, só que dessa vez ele veio em forma de cor. Ziraldo, lindo com sua poesia tocante. Li esse livro durante uma live do Clube do Pato no TikTok. Uma experiência maravilhosa e encantadora.