Uma análise simplesmente genial da história do Brasil e do pensamento contemporâneo escrita de modo impecável. Poucos conseguiriam associar a erudição filosófica à percepção antropológica por um caminho tão caro quanto a crítica de nossos principais autores. Embora produzidos já há algum tempo (os escritos mais recentes são do início da década de oitenta, e a edição conta com um post-scriptum de 1992 e um posfácio redigido em 2001), os ensaios não perdem em qualidade e clarividência.
A meu ver, leitura obrigatória para compreender como a experiência da colonização marca a história de um país e molda o fluxo de seu futuro.