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In Nomine Dei

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Entre o homem, com a sua razão, e os animais, com o seu instinto, quem, afinal, estará mais bem dotado para o governo da vida? «Não faz sentido?» «Se os cães tivessem inventado um Deus, brigariam por diferenças de opinião quanto ao nome a dar-lhe, Perdigueiro fosse, ou Lobo-d'Alsácia? E no caso de estarem de acordo quanto ao apelativo, andariam, gerações após gerações, a morder-se mutuamente por causa da forma das orelhas ou do tufado do seu canino Deus?» «Estas considerações podiam ser tomadas como ofensivas, mas José Saramago trata de se «Não é culpa minha nem do meu discreto ateísmo se em Münster, no século XVI, como em tantos outros tempos e lugares, católicos e protestantes andaram a trucidar-se uns aos outros em nome de Deus - «In Nomine Dei» - para virem a alcançar, na eternidade, o mesmo Paraíso.»«Os acontecimentos descritos nesta peça representam, tão só, um trágico capítulo da longa e, pelos vistos, irremediável história da intolerância humana», explica o autor. «Que o leiam assim, e assim o entendam, crentes e não crentes, e farão, talvez, um favor a si próprios. Os animais, claro está, não precisam.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)

187 pages, Kindle Edition

First published December 1, 1993

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About the author

José Saramago

307 books16.5k followers
José de Sousa Saramago (16 November 1922 – 18 June 2010) was a Portuguese novelist and recipient of the 1998 Nobel Prize in Literature, for his "parables sustained by imagination, compassion and irony [with which he] continually enables us once again to apprehend an elusory reality." His works, some of which have been seen as allegories, commonly present subversive perspectives on historic events, emphasizing the theopoetic. In 2003 Harold Bloom described Saramago as "the most gifted novelist alive in the world today."

https://en.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%...

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Displaying 1 - 30 of 34 reviews
Profile Image for Luís.
2,376 reviews1,372 followers
April 7, 2025
In "In Nomine Dei," Saramago returns to the circuit of horrors woven into the long rosary of God for Jesus in the compelling encounter of the little boat in The Gospel to deal with a historical episode in the extensive and continuous process of sedimentation of Christian thought: the war between Catholics and Protestants in Munster in the 16th century.
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,737 reviews
August 15, 2025
Ontem tive double feature das peças baseadas em eventos religiosos reais do Saramago na aula sobre teatro português nos cursos de inverno da USP.
Embora ambas sejam encomendadas e críticas de como se formam os dogmas religiosos, a sobre Francisco de Assis é vastamente superior pelo dinamismo e ser uma delícia de ler, enquanto a sobre a rebelião de Munster ser chatíssima e um porre de ler, o que pode ser revertido se bem encenada. A única coisa que gostei em In Nomine Dei foi o fato de que as mulheres são a voz da razão nela, com o patriarcalismo sempre tentando silenciá-las como é do feitio das religiões monoteístas.
Profile Image for Catarina Carvalho.
87 reviews8 followers
August 10, 2024
Um livro sobre a minha cidade natal, Münster, escrito pelo meu autor português de eleição? Hell yeah!

Tirando a bonita coincidência, adoro o espírito incisivo e sarcástico com que Saramago aborda a fé e as instituições que a denigrem. Como diria o Grande Inquisidor de Dostoievski, a Igreja alivia os comuns mortais da tormenta causada pela liberdade de escolha individual. Uma Igreja não é melhor que a outra e quer Protestantes quer Católicos entram em jogos de fome, submissão e poder que só exultam o que de pior existe na Humanidade.

Uma nota para as mulheres escritas por Saramago: fortes, observadoras, capazes de morrerem pelos seus ideais e princípios... Ao contrário dos seus pares masculinos.
Profile Image for Vasco.
81 reviews34 followers
November 30, 2020
"A vida é uma linha torta que Deus só endireita e torna legível na hora de morrermos.
O último instante da vida é o que revela o sentido e a razão de toda a existência."
Profile Image for Susana.
252 reviews16 followers
April 4, 2022
Este é mais um livro onde, o assumidamente ateu Saramago, critica fortemente a religião. Ainda que não seja sob a forma de romance, mas sim como peça de teatro, não é menos assertivo a identificar os principais pontos de discórdia entre as várias religiões.

Numa altura em que a religião Católica é "ameaçada" pelos Protestantes e Anabaptistas, é na cidade alemã de Münster que a trama tem lugar. Durante uma boa parte do livro temos a apresentação dos personagens e tentamos fazer ver cada ponto de vista.

Logo, é-nos explicado como é o baptismo nos Católicos e nos Anabaptistas: os Católicos têm uma urgência em baptizar os recém-nascidos (não fossem os pequenos morrerem subitamente e a sua alma não poder entrar no paraíso), já os Anabaptistas acreditam que tal não é correcto, pois uma criança não tem noção se é essa a religião que quer abraçar, nem tão pouco se apercebe dos males do mundo e do que é um pecado. Assim, esta religião tem a convicta opinião que os adultos com certeza da sua fé é que podem ser baptizados.

Este é apenas um exemplo, de entre as várias divergências entre os religiosos. O que têm em comum? Ora, em cada lado da contenda possuem pessoas que se aproveitam da posição religiosa para subir na vida. Integram fiéis que preferem morrer pela religião do que tentar a paz. Fazem parte de cada religião membros que apregoam as maiores atrocidades em nome de uma divindade que (surpresa!) é a mesma. Em nome de (In Nomine Dei) Deus, ou assim alegam, pessoas matam-se umas às outras, as mulheres são submetidas às ordens dos homens (aqui a poligamia dá-nos uma breve lembrança das violações em "Ensaio Sobre a Cegueira") e existe todo um fanatismo por parte de todas as religiões apresentadas neste livro.

Saramago fez as suas pesquisas e tudo o que expõe não é de ânimo leve. Tal como ele, não posso acreditar que uma divindade compactue com assassinatos e escravidão! Eu quero acreditar num Deus que reúna os Seus filhos pelo amor e pela paz, independentemente pelo nome a que o chamamos: Cristo, Alá, Jeová, Budha...
Em nome de Deus, quando vamos parar de ser tão egoístas e procurar amar o próximo?
Profile Image for Leonardo Pires.
42 reviews54 followers
February 11, 2013
Esta obra teatral, galardoada com o Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores, relata os acontecimentos ocorridos na cidade de Munster, no século XVI, nomeadamente os confrontos entre anabaptistas e católicos.

Sendo, em minha opinião, uma obra de influência brechteana (embora não exista um grande efeito de distanciação), esta peça faz uma fina e concisa análise do verdadeiro sentido da religião e da existência de Deus. Uma das principais questões levantadas por esta obra é como Deus compactua com tamanhas barbáries cometidas em seu nome, in nomine dei, mostrando uma clara universalidade. É, em minha opinião, a mais bem conseguida peça de teatro da obra saramaguiana.
Profile Image for Paula Cabrinha.
46 reviews4 followers
September 20, 2015
Este livro relata um período da história que aconteceu há 500 anos, e é porém tão atual!É a isto que chamamos humanidade.
Profile Image for Rogerio Lopes.
821 reviews18 followers
July 20, 2024
Escrever sobre eventos que envolvam religiosos sem cair no discurso panfletário proselitista ou na mera ridicularização vazia é para poucos, Saramago em In Nomine Dei mostra mais uma vez que tinha um olhar arguto sobre o Cristianismo e um entendimento bíblico que envergonharia muito pretenso cristão hoje em dia.
Em In Nomine Dei Saramago reconta um dos eventos mais sangrentos envolvendo vertentes cristãs dando vozes a cada um dos personagens. A despeito do autor respeitar o lado vencedor, engana-se quem julga que o autor estabelece lados aqui. O que Saramago faz é muito mais sutil e interessante.
Talvez o tom extremamente bíblico incomode alguns, os personagens em dado ponto falam através de textos das Escrituras o que pode parecer estranho para quem não conheça os textos originais. Ao mesmo tempo tal recurso intensifica ainda mais o sentimento claustrofóbico do texto. Se em dado ponto temos um cerco à cidade de Münster, o próprio texto em sua irrealidade mística torna-se sufocante.
Saramago habilmente nos mostra o estado de alienação que a crença dissociada da razão e do pensamento crítico pode chegar, ao mesmo tempo que revolta o leitor, já que algumas atitudes tomadas por personagens são absurdas. Para nós que estamos lendo, fica evidente o ponto onde o “vilão” da peça se manifesta, o ponto em que saí de cena o fanático e entra em cena aquele que entendendo a crença a utiliza para seus próprios desejos.
É curioso a advertência inicial do autor de que seu texto seria lido como sacrílego, o que não duvido que tenha sido, quando ao contrário é uma grande denúncia à instrumentalização da fé e com ela a subsequente opressão dos crentes.
Cabe ainda dizer que a peça faz uma defesa da causa das mulheres e uma dura crítica ao machismo que impera no meio cristão. A comovente fala final de Gertrud infelizmente encontra eco em nossos dias: “Mas eu perguntarei ao juízo de Deus por que permite Ele esta mortandade dos homens que vem desde o princípio do mundo, Estes ódios de crenças, estas vinganças de povos, esta interminável dor do mundo, A quem não basta a morte natural (...) Sem uma crença o ser humano é nada.”
Profile Image for Catarina.
27 reviews41 followers
July 8, 2025
I usually love reading books by Saramago, but I don't love this one. It's well-written and I find it very interesting; the point regarding how our beliefs may get in the way of our humanity was brilliantly made. Yet, I think I just have a harder time connecting with theatre plays.
Profile Image for tiago..
464 reviews135 followers
April 5, 2022
Estranhíssimo saber que esta pequena peça veio das mãos de Saramago e não ver o seu característico estilo, a pontuação inortodoxa, o sarcasmo, os comentários do narrador, aquele sentido de humor que tão ligeiro ajuda a fazer um livro. Sendo uma peça de teatro, o caminho teria inevitavelmente que ser outro. Como temática, escolhe um tema algo inesperado para um ibérico como ele: a rebelião anabatista de Münster (Alemanha), no século XVI. O que começou como um conjunto de anabatistas que buscavam somente a liberdade de praticar a sua religião, acaba numa corrida desenfreada pelo domínio de uma cidade, que além de provocar uma guerra entre católicos e anabatistas (com luteranos e indecididos apanhados no meio) resulta numa ditadura de Igreja, acompanhada de violenta opressão.

Aqui o estilo parece-se mais com o das tragédias clássicas (pelo menos, com o das poucas que li, como a Antígona e o Édipo Rei de Sófocles ou A Castro de António Ferreira), com um coro ominoso que volta e meia mostra a cabeça para comentar a trama, bem como um discurso carregado de dramatismo e investido duma seriedade pouco habitual em Saramago. A verdade é que o resultado final me pareceu algo seco e sem vida, e me gerava alguma dificuldade em empatizar com os personagens. Não obstante, aplaudo a capacidade saramaguiana de se meter dentro da cabeça de um religioso fervoroso (sendo ele um ateu incorrigível), e a elegância da escrita. Não entra na lista das minhas obras favoritas de Saramago, mas é uma digna representante do génio que a criou.
Profile Image for Ana Araújo.
17 reviews1 follower
July 1, 2023
Mensagem importante.
O ensinamento continua bastante atual o que, por sua vez, demonstra o quão pouco a humanidade evoluiu quanto à fé e, existindo esta, a troco de quê?
Vale tudo “in nomine dei”?
Profile Image for Bárbara Giovetti.
132 reviews
March 23, 2025
o ser humano é uma espécie violenta e hipócrita. utiliza a religião para defender e justificar os seus atos cruéis.
este livro é a prova disso mesmo
Profile Image for Jerry Guimarães.
15 reviews1 follower
May 4, 2013
Antes de começar a ler este livro já sabia que o estranharia. E, de fato, tratando-se de uma peça teatral, senti falta da narrativa de Saramago, com suas digressões longas e salpicadas de humor e ironia, quando não de prosa poética e socos secos no estômago. Tentei ler uma vez, e o fato de os personagens terem nomes, e ainda por cima alemães, causou-me um duplo estranhamento. Abandonei-o para retomar a leitura hoje, feita em menos de três horas, numa tediosa viagem de ônibus.

Quase dois terços do livro li sem sobressaltos, um pouco decepcionado, até. O tom por vezes didático me cansava. Mas em sua terça parte final o livro dá reviravoltas, e em alguns momentos lembra outras obras do autor. Não, não há aqui um cão a dialogar com os outros, doutros livros. Mas há mulheres fortes, como Gertrud von Utrecht, esposa do louco nada santo Jan van Leiden, ou uma das concubinas deste, Else Wandscherer, ambas vozes dissonantes, não obstante obrigadas a se calarem. Não abjuraram, porém. Mas questionam, a anabatistas, católicos e luteranos - mas muito especialmente a Deus:

"Pela boca dos homens é que sempre nos tem chegado, Senhor, a expressão da Tua vontade. Quando virá, Senhor, o dia em que, directamente, cara a cara, nos dirás o que a nós sobretudo importa?" (pág. 108).

A permissão da poligamia apenas aos homens, sem direito de recusa às mulheres, aliás, lembra de maneira nada confortável o estupro coletivo de "Ensaio sobre a Cegueira".

Ao final do livro, como apêndice, uma cronologia relatando os acontecimentos históricos ocorridos em Münster, Alemanha, no segundo quartel do século XVI, e que serviram de inspiração para a peça saramaguiana. Imaginar que o que se relata teve existência real torna tudo ainda mais absurdo. É uma leitura, enfim, à qual voltarei.
Profile Image for Paulo Teixeira.
917 reviews14 followers
December 12, 2022
(PT) No século XVI, a Reforma agita a Alemanha e em particular, a cidade de Munster, onde católicos, protestantes e anabaptistas, uma seita radical, entram em conflito para saber até que ponto são mais fiéis a Deus. E esse crescente conflito irá levar à guerra.
Profile Image for Íris Ramos.
80 reviews1 follower
May 25, 2023
Honestamente, este livro foi íncrivel.
Foi a primeira vez que li Saramago e, apesar de ler autores portugueses não ser algo que tenha habito de fazer, acho que Saramago é realmente um autor que é impossivel de não se gostar. A maneira como escreve mantêm-nos presos a cada letra de cada página. A crítica à Igreja está bastante presente no livro e faz-nos perceber como realmente as lutas entre católicos e protestantes eram uma luta por poder e não por fé. Apesar deste livro se centrar no tema religioso, acho que os seus ideais podem ser aplicados a qualquer situação em que o ser humano se envolva.
" O último instante da vida é o que revela o sentido e a razão de toda a existência"

Uma peça de teatro maravilhosa que merece toda a atenção que tem.
Profile Image for mariasabeler.
155 reviews1 follower
October 10, 2024
quem diria que eu alguma vez iria gostar de teologia cristã do século XVI 😭 só saramago para me fazer achar isto interessante

guerras são estúpidas. ah e odeio homens. as personagens femininas foram as melhores, com o melhor quadro a ser aquele em que uma mulher quer batizar o filho. mas achei bué fixe, descobri que os protestantes são os based da cena???? se eu fosse cristã seria for sure protestante e não católica

escrita de saramago bué diferente na forma claro, mas no conteúdo nota-se muito o toque sarcástico dele

conclusão: religião, enquanto fantochada (literal, get it pq isto é uma peça de teatro), é muito giro
Profile Image for Ricardo Jaramillo P..
85 reviews1 follower
May 25, 2025
Durante mucho tiempo eludí leer esta obra de Saramago. Tal vez porque soy "fiel" a su estilo particular de escribir, no me veía leyendo una obra teatral escrita por él. Hasta que en medio de un pequeño bloqueo lector me decidí a leerlo y no me arrepiento. Es tremendo. Eso ratifica que es, a mi parecer, uno de los mejores escritores de la historia.
El conflicto entre protestantes y católicos en un viejo pueblo alemán (y que de verdad sucedió) es recreado de forma magistral en cuadros y actos, al estilo Shakespeare.
Recomendado.
8/10
Profile Image for Rafael Isidoro.
Author 13 books45 followers
September 14, 2022
Eu n tenho palavras pra descrever esse livro. Só posso dizer que ele reforça porque esse é meu autor favorito. Fiquem com esse trecho dele:

"O Senhor lhe pedirá contas, como as vai pedir a mim, e a ti, bispo, quando chegar a tua vez. Mas eu perguntarei ao juízo de Deus por que permite Ele esta mortandade dos homens que vem desde o princípio do mundo, estes ódios de crenças, estas vinganças de povos, esta interminável dor de mundo, a quem não basta a morte natural."
Profile Image for Philippe Ventura.
1 review
October 6, 2023
I very much enjoyed this book, a true masterpiece. However there is something that puzzles me: How is it possible that they mention the Peace of Augsburg of 1555 when the Munster Rebellion took place in 1534-1535?
Profile Image for Di Coutinho.
132 reviews4 followers
January 18, 2024
4,25:
a primeiro obra q li de Saramago e certamente não será á última. Não dava nada por este livro mas surpreendeu me imenso, pela forma como está escrito e como mesmo passando-se toda a história no século XVI, continua a ser uma história tao atual.
26 reviews
July 18, 2023
Peça encomendada a Saramago, que relata as atrocidades e arbitrariedades dos anabatistas em Munster, cometidas em nome de Deus, e o cerco à cidade que se seguiu.
Profile Image for Mariana Andrade.
19 reviews
July 3, 2024
《Todo o acto humano é cometido nas trevas, todo o acto humano é criador de trevas. Deus não é luz suficiente.

《Não há, pois, outro Diabo senão o homem, e a terra é o lugar único do inferno.
7 reviews
July 20, 2025
de certo modo, nada, de certo modo, tudo. o nada é feito do tudo, mas o tudo é igual a nada.
Profile Image for Joana.
120 reviews9 followers
February 1, 2011
Gostei muito deste peça de teatro. É passada no século XVII e descreve o percurso do protestantismo na cidade alemã de Munster. Descreve a tomada forçada das Igrejas pelos luteranos e a progressiva conquista do Conselho Municipal, assim como as chacinas protagonizadas por ambos os lados. Termina com o cerco da cidade pelos católicos.
Ao longo da peça vemos todo o tipo de aberrações, como homens que afirmam receber mensagens directamente vindas de Deus. E os outros acreditam (!) e, desse modo, são obedecidos e respeitados incondicionalmente. O objectivo tanto de católicos como de protestantes e colocar a cidade no caminho de Deus, o que só pode ser feito matando e expulsando todas as pessoas com crenças diferentes, neste caso, apenas ligeiramente diferentes mesmo. A tolerância e a compaixão são introduzida na obra apenas pelas mulheres. Quanto aos homens, todos acreditam que Deus quer que exterminem os seus inimigos, que são também os inimigos de Deus!
Um aspecto que me surpreendeu e me chocou foi o facto de a maioria das personagens acreditarem de tal modo na sua religião que quase todas preferiram morrer a renunciar a ela. Estou-me a lembrar por exemplo de uma mulher que tentou matar o bispo católico, sabendo de antemão que logo que o conseguisse seria ela também morta. Que as pessoas usassem a fé para subir socialmente e apoderar-se do poder é o que mais se vê e acho que já não surpreende ninguém, agora as pessoas morrerem por não querer negar as suas crenças é uma coisa que não me cabe na cabeça.
Profile Image for Tired Tiger.
284 reviews6 followers
October 17, 2024
A minha relação com Saramago continua complicada, enquadrando-se In Nomine Dei neste dilema. Gostei de o ler? Não necessariamente; sempre que leio sobre os extremismos de qualquer religião (mas em especial aquela com que cresci), recordo-me do porquê de não ter espaço para estas instituições na minha vida. Assistir ao sofrimento do povo de Münster por causa de um punhado de megalomaníacos desprezíveis foi complicado, mas reforçou esta ideia de que é muito fácil instaurar-se qualquer tipo de ditadura.

Portanto não, não foi uma leitura fácil, mas quem quiser ou estiver disposto a ler uma sátira do conflito religioso passado no século XVI em Münster em que o conteúdo religioso é desconfortavelmente realista, leiam esta peça.
Profile Image for José M..
75 reviews2 followers
October 19, 2012
Marzo de 2006

Novela sobre la intolerancia, religiosa que predominó entre protestantes y católicos en una ciudad, las luchas intestinas de una ciudad, muestran la ignorancia y el libre pensamiento manejados muy hábilmente en una pieza teatral, es muy bueno para entender esa etapa de lucha de credos absurda pero al fin hecho real verídico. BUENO CIBPYH
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