Este livro é uma chamada para experimentar-mos a alegria da vida cristã comum. Nele Michael Horton demonstra que a tentativa de buscar grandes experiências na vida espiritual tem deixado muitos cristãos desiludidos e desapontados e nos convida a recuperar o senso de contentamento naquelas coisas simples e comuns da vida cristã.
Comentário do autor: Este livro é dedicado a todos os pastores, presbíteros, e diáconos cujo serviço não é alardeado, mas é tão essencial ao discipulado sustentável; a todos os cônjuges e pais e mães que prezam os momentos comuns para amar e ser amado, e a todos os crentes que consideram as suas vocações comuns no mundo de Deus como parte normal de amar e servir ao próximo, exatamente onde eles se encontram, e todo dia. Quem sabe? Talvez, se descobrirmos as oportunidades daquilo que é comum, com apreço pelo que é conhecido, maravilhando-nos com o que é corriqueiro, seremos, afinal, radicais. - Michael Horton
Recomendações: “Sou tentado a dizer que este não é um livro comum. Em uma cultura que se extasia com cada realização e idolatra muitos que se destacam, é fácil a igreja beber do mesmo elixir inebriante e delirar com as exceções talentosas. Como é agradável ler um livro que procura localizar a maturidade espiritual e teológica na fé e obediência comuns, nos relacionamentos corriqueiros, no serviço cotidiano, em pastores ordinários. Michael Horton não pretende depreciar os crentes com dons excepcionais, mas adverte corretamente contra erguer monumentos a eles — santuários que nos cegam à glória do evangelho que opera no fiel discipulado da vida cristã ‘corriqueira’, santuários que nos fazem esquecer que servimos a um Deus que não dará a outro a sua glória. É muito triste que precisemos de um livro assim; este livro, que trata bem e com sabedoria do problema é, francamente, extraordinário”. — D. A. Carson, Professor Pesquisador de Novo Testamento, Trinity Evangelical Divinity School
Michael Horton é professor de Apologética e Teologia Sistemática no Westminster Seminary California (EUA), é editor-chefe da revista Modern Reformation e presidente do ministério de rádio White Horse Inn. Horton é formado pela Biola University, mestre pelo Westminster Seminary California e Ph.D pela Universidade de Coventry e Wycliffe Hall, em Oxford. É autor de dezenas de livros, vários deles publicados em português.
Livro muito simples e aplicativo. É bem interessante como o autor coloca de forma simples doutrinas tidas como complicadas e de difícil aplicação. Ele tem boas reflexões dando novas perspectivas a muitas aplicações, que ainda que corretas, temos como fossilizadas e não damos mais tanta importância a elas. Útil para os crentes de longa data para fazerem uma boa reciclagem em suas crenças e práticas. Útil para os novos crentes entenderem melhor o que realmente Deus espera deles, e como podem descansar e seguir em frente firmados nas promessas do Antigo e Novo Testamentos.
leitura provocativa. Num mundo perdido na ilusão de "fazer a diferença", Michael Horton nos lembra a beleza da fidelidade simples que resulta da contemplação do GRANDE DEUS que servimos. Aqui e ali um pouco prolixo, mas a leitura é necessária.
Horton nesse livro apresenta o quanto a vida ordinária, ou seja, a vida corriqueira é bela e didática para crescermos na graça. Inicialmente, Michael Horton apresenta alguns movimentos de jovens cristãos que estam sempre "inovando" para que novos jovens participem da igreja. Não apenas jovens, mas toda a igreja local pode criar uma cultura pensando em um forma comercial em atrair novos visitantes. O autor explica o quanto isso pode ser maléfico para a comunidade local, tanto para os cristãos que lá pertencem, pois passam a confiar em si mesmos e não no Senhor. Outro perigo dessa abordagem é a presente angústia e ambição gerada por ser uma igreja relevante. Na segunda parte do livro, Horton, faz as aplicações a nós, cristãos, que desejam viver uma vida não necessariamente extraordinária, mas que glorifique a Deus no trabalho, na escola, na família e igreja. Horton explica que o Deus extraordinário ordena coisas ordinárias para que tenhamos alegria, aprendamos a graça e possamos anseiar pelo futuro extraordinário que nos aguarda. Enquanto isso não acontece, não necessitamos de um novo herói, mas sim de um Senhor que é eternamente melhor e desejado que um simples herói. Enfim, livraço que gostei muito de ler. Único ponto negativo que destaco é a primeira parte do livro que Horton acaba de tornando repetitivo em alguns pontos. Mas no geral, excelente livro! Vale a leitura!
"Esquecemo-nos de que Deus distribui seus dons extraordinários por meios ordinários de graça, nos ama através de portadores da sua imagem que são semelhantes e comuns, e nos envia ao mundo para amar e servir ao próximo em chamados comuns." (P. 19)
Ordinary: Sustainable Faith in a radical restless world ou "simplesmente Crente" como foi traduzido pela Editora Fiel é um livro importante para questionar nosso chamado como cristãos no mundo. O livro tem uma crítica importante a tendência de buscar o extraordinário e fantástico a cada segundo de nossas vidas e esquecermos que ela ( a vida), se dá no cotidiano. O livro é bom e tem insights importantes para o cristãos contemporâneos. Porém a escrita de Horton nesse livro (principalmente no final) é arrastada e dá a impressão que sua mensagem poderia ter sido mais resumida. Por fim, Horton é um Reformado cessascionista então algumas de suas afirmações podem incomodar alguns, o que não desmerece a obra como um todo, que no geral, é bem recomendável.
Michael Horton traz no livro “Simplesmente Crente” uma abordagem incomum, em um tempo que se clama por avivamento e se quer gerar um avivamento, o autor considera esse desejo uma fuga. Ansiamos pelo extraordinário, pelos milagres, pelas grandes mudanças pois esperamos A Grande Coisa acontecer para que o cenário atual mude. Não queremos trabalhar dia após dias através dos meios ordinários, queremos meios mais fáceis e efetivos. O “Simplesmente Crente” é um soco no nosso velho Adão, pois muito provavelmente não seremos vistos e nem reconhecidos pelo que fazemos para Deus. Muito das nossas intenções tem uma capa santa, mas seu interior são egoístas.
Excelente! Nós tempos em que vivemos, em busca da "próxima grande coisa", de eventos memoráveis e de impactar o mundo/sermos relevantes, o livro vem como água para apagar o incêndio, demostrando que a verdadeira piedade é vivida no cotidiano, através de momentos corriqueiros e não em eventos memoráveis! É ótimo, recomendo muito a leitura!
O livro como um alerta para a busca por uma vida extraordinária e como isso afeta a visão que temos de Deus é muito bem feita. O que acontece é que o livro muitas das vezes tem uma visão muito fria do nosso redor. Ele tem uma visão muito pessimista sobre muitas das vezes querer ser alguém que seja marcante para o mundo. Eu não vejo isso como problema.
Não é um livro acadêmico, mas extremamente prático. Apesar disso, é cheio de conteúdo, tem perguntas ao final dos capítulos (o que pode render discussões em grupo). Michael Horton é um teólogo de mão cheia!