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Só faltou o título
Até onde pode ir um escritor para contar a sua história?
Será possível escrever um livro com a própria vida? Transformar os próprios passos em capítulos, a identidade em um personagem e o mundo em leitores involuntários? Mais do que se perguntar tais questões, esses são os desafios que Edmundo Dornelles, desiludido revisor de textos e aspirante a romancista, se impõe.
Já depois dos 40 anos, tendo gasto o pouco dinheiro da herança do pai e vivendo num pequeno apartamento em uma zona degradada de Porto Alegre, o amargurado Edmundo não obtém respostas das editoras sobre os originais que produz compulsivamente e vai acumulando uma raiva contida contra editores, escritores, críticos, sociedade, quase a humanidade em geral. Ao se tornar revisor freelancer da Editora Record, tem um laivo de esperança: crê que com seu contato com a assistente editorial Tatiana Fagundes e os inoportunos pitacos que dá sobre as obras que revisa, enfim conseguirá espaço.
Só faltou o título nos brinda, magistralmente, com o seu narrador incontrolável disparando contra tudo e contra todos (do mercado editorial ao sistema judiciário), com lances de literatura policial, com cenas de tribunal e com humor, em um fluxo violento de pensamento, não deixa de refletir sobre estes e outros aspectos da literatura, do mercado editorial, da arte e até mesmo sobre questões cotidianas.
Será possível escrever um livro com a própria vida? Transformar os próprios passos em capítulos, a identidade em um personagem e o mundo em leitores involuntários? Mais do que se perguntar tais questões, esses são os desafios que Edmundo Dornelles, desiludido revisor de textos e aspirante a romancista, se impõe.
Já depois dos 40 anos, tendo gasto o pouco dinheiro da herança do pai e vivendo num pequeno apartamento em uma zona degradada de Porto Alegre, o amargurado Edmundo não obtém respostas das editoras sobre os originais que produz compulsivamente e vai acumulando uma raiva contida contra editores, escritores, críticos, sociedade, quase a humanidade em geral. Ao se tornar revisor freelancer da Editora Record, tem um laivo de esperança: crê que com seu contato com a assistente editorial Tatiana Fagundes e os inoportunos pitacos que dá sobre as obras que revisa, enfim conseguirá espaço.
Só faltou o título nos brinda, magistralmente, com o seu narrador incontrolável disparando contra tudo e contra todos (do mercado editorial ao sistema judiciário), com lances de literatura policial, com cenas de tribunal e com humor, em um fluxo violento de pensamento, não deixa de refletir sobre estes e outros aspectos da literatura, do mercado editorial, da arte e até mesmo sobre questões cotidianas.
- GenresRomance
318 pages, Kindle Edition
First published January 1, 2015
About the author
Reginaldo Pujol Filho
14 books5 followersReginaldo Pujol Filho nasceu em Porto Alegre em 1980. Publicou os livros "Azar do Personagem" e "Quero Ser Reginaldo Pujol Filho". É pós-graduado em Artes da Escrita pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Escrita Criativa pela PUCRS, onde cursa o doutorado. Ministra cursos de escrita e colabora com resenhas e ensaios para a imprensa.
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Community Reviews
Displaying 1 - 4 of 4 reviews
March 12, 2017
Que cara chato é Edmundo Dornelles. Reclamão, arrogante e mau escritor. Mas ainda assim sua história é boa, bastante interessante.
October 10, 2015
Aí você se pega incorporando ao teu vocabulário a expressão "por Nietzsche" e palavras como "estultice" e "caterva" começam a passar pela tua cabeça. Você bebe pouco e fuma menos ainda mas sente a vontade inexplicável de acender um "poderoso Hilton" e de deixar que um gole de conhaque atice a tua garganta, provoque as tuas tripas. Então você entende que Edmundo Dornelles e sua voz narrativa são tão poderosos que tomaram conta de você e vão conviver contigo ainda por um bom tempo, tirando tua paz mesmo depois de você fechar esse livro. Um personagem que é o típico chato de estimação: não deixa de ser intrigante como ele consegue despertar simpatia e antipatia em níveis tão extremos e conflitantes. E quando você pensa que o discurso dele já não tem mais pra onde te conduzir, eis que a narrativa se/te vira pelo avesso e te empurra pra esse mundo em que, como o próprio Edmundo diria, nem uma pessoa com RG parece tão real quanto um personagem.
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September 28, 2015Na real, acabei bem antes. Tem resenha no Rascunho.
January 28, 2017
Livro mais engraçado já escrito na Tupiniquinlândia?
Displaying 1 - 4 of 4 reviews





