O mundo enlouqueceu no século XX, especialmente em seus últimos 40 ou 50 anos, seja pela discordância diante do que demonstram nossos sentidos, seja pela ausência total ou parcial dos valores que sempre definiram a nossa civilização. De qualquer forma, é quase impossível encontrar sanidade em um mundo governado por ideologias, pelo pragmatismo raso e pela religião do cientificismo.
Livro não agrega muito para iniciados nos assuntos que resume. Faz a tarefa, na verdade, de explicar para parentes e amigos que não leem aquilo que numa conversa não lhes entra na cabeça, seja por serem desinteressados, seja por acharem que o que você diz não passa de uma opinião sua etc. Ou seja, provavelmente você precisará ler apenas o sumário para descobrir se deveria dar de presente à sua mãezinha.
Definitivamente não é um livro para pessoas que leem livros, mas é um livro que serve de leitura inicial a adultos ou adolescentes que estão começando, como uma desesperada isca que tenta fisgar gente que vive desconectada do mundo, presa a briguinhas com o vizinho ou em decorrência de heranças e coisas assim. E isto não é um demérito: é uma necessidade. Se o diligente Alexandre Costa não o escrevesse -- dedicando-se ainda a fazê-lo com bom humor -- estaríamos condenados a perder absolutamente todas as pessoas que só são capazes de esforços pontuais e superficiais à propaganda da velha mídia, à vida empurrada com a barriga ao som de música pop e reality show.
O primeiro passo para fugir de uma vida de micróbio (e talvez um dia fazer algo de bom) é justamente perceber a lama em que você está inserido, passar um bocado de raiva e, assim, resolver por fim mudar de vida (para melhor), assim como mudar a vida de outros vegetais que o rodeiam, inertes, inertes.
In this short-yet-poingnant essay, Alexandre Costa distills many of current civilisation’s ills like PC culture, wokeism, and various other forms of what he calls “insanities”.
Though he mainly focuses on the Brazilian scenario and refrains from using specific examples to illustrate his points, it is sad to acknowledge many of the examples are on the tip of our tongues.