Adquiri esse livro sobre a Teoria do Gatekeeping há alguns anos atrás, ainda antes da pandemia, e só fui lê-lo agora com a possibilidade de escrever um artigo sobre esse fenômeno. Os gatekeepers, ou os guardiões dos portões, são pessoas ou instituições que filtram as informações que devem ser processadas para o grande público. Essa teoria me fascina desde meu início na faculdade de comunicação. Contudo, depois de ler o começo do livro, me decepcionei bastante com o restante do conteúdo. Ele não dá conta de descrever propriamente o processo de gatekeeping, que é complexo e envolve inúmeras variáveis. O livro também não consegue abarcar as mudanaças da digitalização e principalmente da plataformização das mídias, uma vez que se dedica mais à mídia tradicional, alcançando apenas o advento dos sites, e-mail e blogs, ou seja, coisas ainda do século passado. Nesse caso, buscar as froteiras da semiosfera, da semiótica da cultura de Iuri Lotman, suas relações entre centro e periferia da cultura são mais eficientes para estudar o processo de gatekeeping e os gatekeepers do que a teoria formulada neste livro.