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Чернила меланхолии

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Da dove provengono la tristezza profonda, la disperazione, il delirio, il furore, il suicidio? Contro coloro che invocavano una causa sovrannaturale o una punizione divina, il pensiero medico ha fatto prevalere, fin dall'antichità, una causa naturale, quella "bile nera" cui il senso letterale del termine "malinconia" fa riferimento. Per la medicina greca e romana era uno dei quattro umori del corpo dalle cui combinazioni dipendevano gli stati d'animo e il carattere delle persone. Un umore di natura fredda e tenebrosa che era all'origine di sofferenze e disordini, ma che tuttavia poteva stimolare un'intensa sensibilità intellettuale e artistica. Questo volume raccoglie tutti gli scritti che il medico, storico delle idee e critico letterario ginevrino ha consacrato ai diversi aspetti della malinconia, a partire dalla sua celebre tesi di laurea dedicata alla storia dei suoi trattamenti medici. I vari saggi rappresentano un'accurata messa in prospettiva di questo potente sentimento, dalla sua prima apparizione in Omero e Galeno fino alla sua riduzione a semplice patologia psichica. Starobinski incrocia miti antichi, astrologia, medicina, letteratura, filosofia e arte, corroborando ogni argomento con una moltitudine di corrispondenze, tanto impreviste quanto perfette.

616 pages, Hardcover

First published October 1, 2012

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About the author

Jean Starobinski

135 books40 followers
Jean Starobinski studied classical literature, and then medicine at the University of Geneva, and graduated from that school with a doctorate in letters (docteur ès lettres) and in medicine. He taught French literature at the Johns Hopkins University, the University of Basel and at the University of Geneva, where he also taught courses in the history of ideas and the history of medicine.

His existential and phenomenological literary criticism is sometimes grouped with the so-called "Geneva School". He has written landmark works on French literature of the 18th century – including works on the writers Jean-Jacques Rousseau, Denis Diderot, Voltaire – and also on authors of other periods (such as Michel de Montaigne). He has also written on contemporary poetry, art, and the problems of interpretation. His books have been translated in dozens of languages.

His knowledge of medicine and psychiatry brought him to study the history of melancholia (notably in the Trois Fureurs, 1974). He was the first scholar to publish work (in 1964) on Ferdinand de Saussure's study of anagrams.

Jean Starobinski is a member of the Académie des Sciences Morales et Politiques (a component of the Institut de France) and other French, European and American learned academies. He has honorary degrees (honoris causa) from numerous universities in Europe and America.

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Displaying 1 - 8 of 8 reviews
Profile Image for Fábio.
237 reviews18 followers
January 6, 2022
“Melancolia” vem do grego e quer dizer “bile negra”. Conforme os antigos (Empédocles, Hipócrates e Galeno), esse fluido compunha os quatro humores que, segundo a proporção de sua mistura, determinariam o temperamento de uma pessoa. Desde então, já se associava o temperamento melancólico a tristeza e introversão mas, também, a pendor artístico e genialidade.

“A tinta da melancolia”, do crítico literário (e médico de formação!) Jean Starobinski, é dividido em duas grandes partes. A primeira compreende sua tese de doutorado em psiquiatria, de 1960, na qual o autor aborda a história da melancolia, da antiguidade ocidental clássica até o Iluminismo, tanto do ponto de vista da doença quanto de seus tratamentos. A segunda parte, por sua vez, reflete o subtítulo da obra: “Uma história cultural da tristeza”. Nela reúnem-se diversos escritos de Starobinski, organizados também sob uma perspectiva sincrônica.

O texto que marca a mudança entre essas partes do livro é a análise que o autor promove sobre “The Anatomy of Melancholy” (1621), de Robert Burton. Starobinski discute tanto o mérito científico quanto literário da obra. Posteriormente, são analisadas obras de Virgílio, Ovídio, Shakespeare, Cervantes, Charles d’Orléans, E. T. A. Hoffmann, Baudelaire, Madame de Stäel, Kierkegaard, Kafka… E, para cada um dos autores dissecados, multiplicam-se as referências a outros escritores, pensadores e movimentos. Isso torna a análise extremamente aprofundada (e excessivamente acadêmica) de Starobinski bastante difícil de ser acompanhada, mesmo por leitores com boa bagagem.

Para Starobinski, o melancólico é um ser aflito que, por enxergar o teatro do mundo, sabe “não poder passar do conhecimento aos atos”; que, partícipe da peça, é incapaz de “aderir à realidade exterior”. Por fim, é impossível não registrar o uso que Machado de Assis faz, em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do mesmo verso de Charles d’Orléans e que batiza o livro: “Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia”. Ou, ainda, de Simão Bacamarte que, tal qual Hipócrates, conclui ser sensato o louco e loucos os sensatos — incluindo a si próprio. E, se há uma lacuna imperdoável nessa obra — que lida exclusivamente com a história cultural europeia da melancolia —, é a sua total ignorância sobre o bruxo do Cosme Velho.
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,738 reviews
January 28, 2019
Como todo livro que se dispõe a reunir ensaios o resultado geral é desigual, mas sem dúvida há muito mais a ser aproveitado do que descartado aqui.
A primeira parte desse livro é a tese de doutoramento do autor feita nos anos 50 do século XX (ele ainda está vivo aos 98 anos de idade), que consiste basicamente em como a melancolia era vista pelas ciências médicas dos gregos até o século XIX pré-Freud.
Na segunda parte do livro o autor discursa sobre a importância de Robert Burton no estudo da melancolia, mas Starobinski acaba soando um tanto quanto repetitivo.
Na terceira parte o autor discorre sobre um dos braços da melancolia: a nostalgia. Como a nostalgia era originalmente uma condição médica em relação a um local e como a mesma se tornou relacionada à psique em função em função de reminiscências de cuidados maternos até seu sentido literário.
Na quarta parte o discorrido é sobre o braço intelectual da melancolia: a ironia, e o faz usando Gozzi, Hoffmann e Kierkegaard.
Na quinta parte (e mais enfadonha) há constatações e interligações envolvendo a melancolia em Baudelaire.
A sexta e derradeira parte os ensaios se dividem em considerações sobre Cervantes, Staël, Jouve, Caillois e d'Orléans.
Profile Image for Antônio Xerxenesky.
Author 40 books495 followers
December 30, 2019
A primeira parte, uma revisão de todos os tratados medievais e da antiguidade a respeito da depressão, é a mais interessante. O resto tem a aridez de um artigo acadêmico sobre livros específicos. Mas a primeira parte compensa tudo.
Profile Image for Wu Shih.
233 reviews29 followers
December 31, 2021
Molto bella la prima parte, la seconda è un insieme di saggi su argomenti letterari, molto vari, tenuti insieme (per così dire) dal filo rosso della malinconia.
Profile Image for jose coimbra.
175 reviews22 followers
October 26, 2019
Starobinski, que faleceu em março, aos 98 anos de idade, faz ver neste livro todas as suas competências, cultivadas no estudo da literatura clássica e da medicina. Ele foi professor em diferentes universidades, ministrando cursos de história das ideias e da medicina.

A Tinta da Melancolia é um clássico, como ótima tradução para o português. O livro guia o leitor pelas diferentes perspectivas que podem ser lançadas sobre a melancolia, as quais têm em comum o entendimento de que, como as doenças humanas em geral, não se trata de abordá-la como pura moléstia natural:

“O paciente suporta seu mal, mas também o constrói, ou o recebe de seu meio”... “Do lado do doente, como do lado do médico, a doença é um fato da cultura, e muda com as condições culturais”.

Os caminhos propostos pelo autor não apontam para a proposição da melancolia como algo que transcenda a história, existindo desde sempre, o que, de certo modo, está dito nas citações anteriores. Starobinski enfatiza: “a noção moderna de depressão abarca um território muito menos vasto que a melancolia dos antigos”.

A melancolia multiplica-se e desdobra-se em diferentes faces ao longo das páginas, as quais são descritas e comentadas pacientemente pelo autor, sem que elas sejam superadas umas pelas outras, mas, pelo contrário, havendo o movimento de retomada quando isso se faz oportuno ou necessário: o ‘mal de amor’, a nostalgia, a associação com a ironia, a passagem pelos clássicos ou pela mitologia, filosofia e psicanálise, tudo é feito em um ritmo que captura o leitor e o faz querer prosseguir deparando-se, a cada vez, com a acedia, a atrabililis e os diferentes modos pelos quais a melancolia se expressa.

Por vezes, a melancolia é apresentada como a ausência da linguagem, predomínio desmedido de uma ideia exclusiva sobre o espírito, a necessidade de retorno, de reflexão, captura pelo que leva para trás, um voltar-se sobre si mesmo, desaceleração.

***
“Da mesma forma que a melancolia carrega a força do espírito como se fosse um peso, a ironia pega a impotência do espírito com coração leve”.

“Na melancolia, a sensação de teatro nasce dessa defasagem entre o tempo interior e o tempo exterior”.

“Assistimos, primeiro, à criação de uma doença; a história nos ensina que a palavra “nostalgia” foi inteiramente forjada para fazer entrar um sentimento bastante particular (Heimweh, saudade, desiderium patriae) no vocabulário da nomenclatura médica”.

“Baudelaire diz aqui — mais abertamente é impossível — o que Freud elaborará de modo teórico em Luto e melancolia: a acusação que o melancólico dirige contra si não difere daquela que faz, sadicamente, contra o objeto”.

“Pois o típico dos estados depressivos mais “profundos” é desejar a imagem de si sem conseguir obtê-la, é sentir a distância entre si e qualquer imagem possível. Certas fábulas da metamorfose e da disparidade nos falam disso”.

“...escrever, para o melancólico, é transformar a impossibilidade de viver em possibilidade de dizer”.

Profile Image for Pachitene.
15 reviews
August 2, 2018
Letto in quattro giorni, da cima a fondo, straordinario; era ciò che mi serviva per la mia tesina a tema Malinconia per l'esame di maturità. Che dire.. è un vulcano di scoperte. Prosa fantastica, note perfette che citano di tutto, ottima traduzione; ci sono rifermenti a qualsiasi cosa (non completi allo stesso modo per ognuno, ci sono argomenti più sviluppati) ma tocca un po' tutto ed è la cosa in assoluto più piacevole del mondo poter leggere un saggio così ricco di riferimenti e poterne cogliere almeno la maggior parte; il liceo classico riesce ancora a dare basi culturali solide a quanto pare.
Consiglio a tutti quelli interessati all'argomento; da leggere ASSOLUTAMENTE.
Penso proprio che leggere altri suoi saggi e in generale ho scoperto il nuovo genere del saggio e non potrei esserne più felice.

Argomenti particolarmente sviluppati e interessanti riguardano Baudeliare (cose che te le sogni sui libri di testo) con analisi di poesie straordinario che portano un bel po' di collegamenti; Malinconia e i suoi vari volti nell'età antica (Eraclito e Democrito straordinari); De Chirico sublime; ma soprattutto Kierkegaard, per chi apprezza il filosofo questo libro è perfetto.
Profile Image for Sara.
48 reviews7 followers
October 12, 2014
Una fenomenologia della malinconia seguendo il percorso della cultura e della letteratura (soprattutto francese). Purtroppo, il saggio soffre di troppa prolissità e della mancanza di un filo conduttore portante. Sembra la giustapposizione di una serie infinita di digressioni con considerazioni spesso ripetitive e inoltre risulta di difficile approccio per il lettore italiano che non abbia molta dimestichezza con la letteratura francese (molti autori approfonditamente discussi sono per noi praticamente sconosciuti). Inoltre c'è il vizio tipico di alcuni studiosi accademici di scrivere senza pensare al lettore e spesso di rielaborare e mettere insieme nello stesso testo saggi diversi, scritti magari in epoche diverse della loro carriera e per scopi diversi, solo perchè toccano incidentalmente lo stesso tema, in questo caso la malinconia: non stupisce dunque che ne risulti un'accozzaglia piena di erudizione ma senza la minima integrazione.
1 review
January 13, 2013
Tese de Starobinski, defendida em 1959 sob o título de Histoire du traitement de la mélancolie, na Faculdada de Medicina da Universidade de Lausanne.
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