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Segundo volume da premiada trilogia O árabe do futuro, que narra a infância nada comum do quadrinista Riad Sattouf no Oriente Médio. No primeiro volume (1978-1984), o pequeno Riad, filho de pai sírio e mãe bretã, passou os primeiros anos de sua vida dividido entre a Líbia, a Bretanha e a Síria. Nesta sequência, ele narra os choques de seu primeiro ano como aluno de uma escola síria, onde enfim aprende a ler e escrever em árabe enquanto enfrenta um ambiente rígido e violento. Ele também conhece mais a fundo a família paterna e, apesar dos cabelos louros e das semanas de férias na França com a mãe, faz todo o possível para se tornar um verdadeiro sírio e encher o pai de orgulho.
A vida no campo, a escola no pequeno vilarejo de Ter Maaleh, as incursões ao mercado negro na cidade grande, os jantares luxuosos com o parente que era general e as caminhadas nas ruínas áridas da antiga cidade de Palmira, conforme retratados no livro, são um impactante mergulho na realidade da então ditadura de Hafez Al-Assad na Síria.
Muitas vezes comparado aos aclamados Maus e Persépolis, O árabe do futuro exibe uma visão reveladora sobre o conflito entre culturas que está definindo o século XXI. Com traço simples e narrativa fluida e divertida, Riad fornece ao mesmo tempo uma análise do embate entre o Ocidente e o mundo árabe e um autorretrato de uma infância tão plural e de cores tão fortes.
“Um livro de memórias extraordinário, premiado e best-seller. Sattouf nos oferece a visão impactante e detalhada de uma criança sobre os conflitos culturais dos nossos tempos.”Publishers Weekly
156 pages, Kindle Edition
First published June 11, 2015
"Ha, ha, [Riad’s father chortles that evening] you’re funny. You’re just like me at your age. Scared of everything…Don’t worry, nothing will happen."More false words were never spoken. Lots happens, and much of it is life-threatening. But perhaps most importantly we see the utter cruelty with which people treat one another. If there was ever a time to be grateful for political correctness in our daily interactions, after reading this you will breathe a sigh of relief for those tedious niceties. You will remember the menace of schoolyard bullies, and realize Arab society, in Syria at least, is taught this is normal human behavior: to be admired if you win, killed if you do not.
"In the third century after Jesus Christ [Riad’s father says dully, lighting a cigarette] Zenobia turned the nomad’s city of Palmyra into an influential artistic center."Riad returns to France and enjoys it at the same time he begins to realize he is changing…has changed. He is a desert child now, confused with the plenty that surrounds him in France. It is a poignant section we all recognize for its dislocation. He does not read or speak French particularly well. The French language is difficult, and complicated. Where does Riad fit in? Where does he belong? Where will he be accepted?