São sete as mulheres que aqui cruzam a vida de Luís Vaz de Camões. Sete as mulheres que mais o amaram ao longo dos seus 55 anos de vida. Esta é a história do homem, do poeta, do soldado, do marinheiro. Uma história de conquistas e esperas, de amores e desamores, de tempos de ventura e desventura, de ódios e paixões; uma história contada no feminino a sete vozes que, vindas de longe e atravessando terras e mares, encontram porto de abrigo na intimidade dos nossos corações. Esta é a história de um homem que em palavras, versos, estrofes consegue viajar no tempo para nos trazer a história singular de um mundo maior e de um amor maior. Uma história imortal que 500 anos depois continua viva, nova, próxima e presente.
Maria João Lopo de Carvalho nasceu em 1962 e licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa. Professora de Português e de Inglês no ensino público e privado, representante em Portugal dos colégios ingleses Pilgrims, fundou e dirigiu a Know How, Sociedade de Ensino de Línguas e a Know How, Edições Produções e Publicidade destinada à tradução e à criação de livros personalizados para crianças e à conceção anual do Guia da Criança. Publicou o primeiro romance, o best-seller Virada do Avesso, em 2000 e Acidentes de Percurso, em 2001. Divorciada, mãe de dois filhos, fala e escreve pelos cotovelos e tem sempre tempo para tudo, sobretudo para os amigos.
Um romance do qual esperava mais, queria mais poesia e mais Camões. Foi me dado um conjunto de mulheres, cujo a maioria, são mulheres fúteis apenas preocupadas com as intrigas da corte. Contudo gostei do ambiente histórico, as partes passadas em Goa, na Índia e as passagens descrevendo o reinado de D. Sebastião foram bem contextualizado.
A vida de Luís Vaz de Camões retratada pelas mulheres que amou e que o amaram. Gostei desta história que se mistura com a história de Portugal, de D. Sebastião e dos "nuestros hermanos". Não posso deixar de referir uma série que vi há uns anos na TVE e que me veio várias vezes à memória ao longo desta leitura. Chama-se "Carlos Rey Emperador" e retrata a vida de Carlos V, pai de Filipe II e avô de D. Sebastião por parte materna. Ainda bem que a autora incluiu a lírica camoniana e algumas partes da grande epopeia lusitana. É sempre tão bom ler Camões lírico e épico!!!
Este foi o segundo livro histórico que leio de Maria João Lopo de Carvalho (opinião de Marquesa de Alorna aqui ) e foi, mais uma vez, uma excelente leitura. Através de sete mulheres que de algum modo se cruzaram com Luís Vaz de Camões, vamos conhecendo a vida do poeta, mas também da própria corte portuguesa. Vamos então conhecendo estas sete mulheres, conhecendo as suas vidas e o modo como Camões foi importante para elas, mas não se foca nos romances. O foco principal é mesmo a vida de Camões, com os seus altos e baixos. Mas também a vida na corte, com os problemas políticos e de sucessão. Um aspecto muito positivo é a escrita da autora, pois consegue adaptar a escrita à linguagem da época, conferindo-lhe uma autenticidade ao livro, já que é um histórico. Outra mais-valia, foi o modo como a autora conseguiu criar sete vozes diferentes, para cada uma das mulheres, cada uma com as suas vivências e percursos de vida. Ao longo do livro vamos tendo também pequenos poemas e sonetos de Camões, que tornam a leitura ainda mais rica. Foi, sem dúvida, uma leitura muito boa e que me deixou com muita vontade de ler Camões, já que na escola, confesso, não fiquei muito fã. Um livro que recomendo para quem gosta de história portuguesa mas também para quem queira conhecer mais sobre a vida do poeta.
"À primeira vista, tanto o título como a sinopse deste livro deram-me uma certa ideia de que se trataria de um romance histórico. Mas a verdade é que as expectativas que tinha para esta obra eram bastante diferentes daquilo que vim a ler. (...) Ao longo da obra, as musas de Luís de Camões vão sendo apresentadas, sendo que os capítulos são divididos entre todas. É verdade que estas são dadas a conhecer ao leitor. Mas não mais além do que a descrição de algumas cenas das suas vidas quotidianas e costumes do século XVI e aquilo que vivenciaram numa suposta viagem pelo mar adentro juntamente com Camões."
Não só de galanteio se fez a vida de Luis Vaz de Camões, passou por muitos percalços e dificuldades. Para que tenha chegado onde chegou, com o seu legado, foi precisa muita escrita e coragem para enfrentar quem se desacreditava dele.
As mulheres que fizeram parte da sua vida, algumas são mencionadas e relatos sobre o que falavam, como eram os seus encontros com a poesia de Camões, como se sentiam aquando da leitura da mesma.
A sua vida não foi fácil, tanto que ele teve que se mudar umas quantas vezes, para que conseguisse sobreviver, às custas da sua poesia, das suas ações e consequências.
Não só de paragens portuguesas se faz esa demanda, aliás, as suas jornadas podem ser consideradas mundiais, porque ele viaja para todos os cantos do mundo, para descobrir nesta sua epopeia marítima, a sua alma e razão de escrever, em busca de inspiração.
Além de abordar a história de Luís Vaz de Camões, fala sobre a históriade Portugal, remontando à época de D. Manuel I, da sua história e desbravamento marítimo, falando também sobre as batalhas que aconteceram nessa altura e sobre D. Sebastião.
Para quem não gosta de ler em Português, fiquei presa na leitura até ao fim. Bom, ficamos a saber que a traição, amantes, filhos fora do matrimónio já existem há anos...e mais não digo.
As minhas expetativas deste livro eram bastante diferentes. Pensava conhecer as musas de Camões mas não se vai mais além do que um estudioso de literatura portuguesa vai no 12º ano. Ou eu tive muita sorte com os meus professores de Português, o que também é verdade No melhor, entra-se um pouco mais nas intrigas palacianas e nos usos e costumes de aquém e de além mar. Revisita-se a lírica e a épica de Camões, o que é sempre bom. É da pouca poesia que eu gosto. Mas não era isto o que eu esperava do livro. Penso que, possivelmente, não se consegue ir muito mais além por falta de fontes. A escrita é fluída, fácil e apelativa.
A atribulada vida de Camões contada em pequenos capítulos, cada um assumido por cada uma das mulheres que o amaram, mãe incluída. O texto é elegante e faz um bom casamento entre os escritos do poeta, os vários cenários em que decorre a acção: Portugal, Ilha de Moçambique e a India, fundamentalmente. E por último o livro mostra como e quando pode ter começado a desdita de Portugal; a saber: o surgimento da inquisição, a perda da "inteligência" nacional em Alcácer Quibir, a morte de D. Sebastião, o domínio dos Filipes e de como a mediocridade pode ganhar à competência. É um livro para se ir lendo.
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"Não sou dada a remorso nem penso com o coração, o coração de nada serve senão para nos mantermos vivos." - pág. 25 "Não há coisa boa neste mundo que, em se usando mal dela, não mude a sua natureza para se tornar daninha." - pág. 244 "Enaltecer a vida própria era vaidade. Rebaixar a dos outros era maldade. A vida só havíamos de contá-la ao padre confessor, e a dos outros havíamos de silenciá-la." pág. 449
Romance muito bem construído. Devia ter antes como subtítulo Camões pelas mulheres, pois é pelas suas palavras que se tece a história da escrita de Os Lusíadas, do teatro e da lírica deste romance. Gostei especialmente da forma como Maria João Lopo de Carvalho utiliza as leituras que fez dos contemporâneos de Camões e das suas próprias palavras para a própria escrita em si.
Luís Vaz faz do verbo amar o seu verbo maior". A vida de Camões, mais do que a sua obra, aos olhos das mulheres que o amaram com toda a profundeza das suas almas: da sua mãe de leite até à Condessa de Linhares. Luís Vaz, que tantas arrelias e preocupações, deu à sua mãe, Ana de Sá, desde miúdo, passando pelos seus tempos na Universidade de Coimbra, o seu tempo de soldado em Ceuta (onde foi ferido no olho, acabando por perdê-lo), à sua viagem para a Índia, à escrita apaixonada da sua epopeia e ao seu regresso a Lisboa. Luís Vaz, cheio de amor sem saber bem o que era o amor, para si, algo plural, pois o seu amor maior seria a Pátria, que se finou no mesmo tempo que o Poeta. Luís Vaz, que desde tenra idade, sabia que iria escrever uma epopeia, uma que estaria na mesma prateleira que a Ilíada e, ao longo de tantos anos, foi compondo os cantos, em versos decassilábicos, salvando os cantos que já conseguira escrever na Índia do naufrágio onde perdeu Dinamene, um grande amor. Luís Vaz que conseguiu "levar à estampa" a sua obra e que, apesar dos elogios, não foi arrebatada por D. Sebastião, aquele rei tão desejado e que tanto perigou o país ao recusar matrimónio e descendência, e apenas ficou a receber uma vença mínima em comparação com outros do Reino. Luís Vaz, que tanto amou e tanto foi amado, morreu por causa da peste, tendo ao seu lado a sua mãe adotiva, o seu criado jau, o velho Chiado (poeta vagabundo e citadino) e D. Manuel de Bragança, que lhe deu o lençol onde foi embrulhado a sepultar, sem que por ele dobrassem os sinos, numa sepultura destinada às vítimas da peste, pobre e esquecido. A sua morte coincide com a perda do Reino para D. Filipe II, rei de Espanha, a malfadada e desgraçada campanha militar em Alcácer-Quibir onde se perderam o rei reinante e os possíveis herdeiros, a morte do cardeal D. Henrique antes de dispensa papal para contrair matrimónio e assegurar descendência, com "Os Lusíadas" impressos mas pouco divulgados, apesar de já estarem em Espanha e Itália. A 10 de junho morre o Poeta. E o seu verdadeiro valor, como em quase tudo, surge depois da sua morte. Hoje, volvidos mais de 500 anos, o Poeta, seguramente, estará feliz e saberá que a sua epopeia é a nossa grande obra e é leitura obrigatória e faz parte dos programas escolares nacionais. A sua epopeia e a sua lírica, apaixonada, ardente, única.
"Até que o amor me mate", de Maria João Lopo de Carvalho, é leitura obrigatória para quem quiser saber mais deste nosso bon-vivant que tinha tanto amor para dar e tanto para versar.
Neste livro, temos a vida e obra do nosso grande poeta, Luís de Camões. São sete as vozes femininas e apaixonadas que nos narram a sua vida, os seus amores, desamores, desavenças e nos transcrevem versos quer das Rimas quer da Epopeia. Simultaneamente, dão-nos a conhecer o reinado de D. Sebastião, o seu desejo de combater no norte de África, a hipocrisia da Corte, e a inveja que grassava em relação ao engenho e arte de Camões.
Bastante chato. A maior parte da história é lenta, não evolui e os personagens bastante superficiais e simplesmente não geram interesse. A escrita é boa, as citações de poemas acrescentam algum interesse, mas no geral não gostei.
Comprei este livro porque tinha lido o Marquesa de Alorna da mesma autora, mas ao contrário deste. O Até que o Amor de Mate, ia-me matando de tédio, dificilmente deixo um livro por ler por muito que me custe, mas este apesar de todos os esforços, não consegui ler até ao fim.
**spoiler alert** 2/10 Meu Deus, 500 páginas de seca on repeat, sempre a mesma coisa, o Camões a ser mulherengo e a iludir toda a gente, a deixar as mulheres a sofrer e com esperança uma vida inteira Achei demasiado repetitivo e, apesar da extensão do texto, não havia praticamente desenvolvimentos; não sei de que é que estava à espera, mas não foi interessante Gostei mais das duas páginas do epílogo do que do resto do livro