“Um livro que abalará todas as suas crenças” – Martim Vasques da Cunha Com o rigor de um scholar e a força argumentativa de um polemista, Francisco Razzo expõe uma tese perturbadora: esquerda, direita ou centro, somos todos responsáveis pelas jaulas voluntárias de nossas ideologias. A imaginação totalitária é a estreia promissora de um escritor que quer nos perturbar sem fazer nenhuma concessão. E, sobretudo, o relato de um exorcismo pessoal de alguém que também quer expulsar os demônios que infestam a atual sociedade brasileira – especialmente quando esta crê que a política é a última esperança que nos resta.
O livro é dividido em três capítulos muito bem estruturados. Primeiramente, Razzo descreve como o secularismo criou um vazio no no imaginário, a parte que a razão não explica por conta própria. Após isso, atesta que tendemos a projetar a esfera racional do imaginário para preencher o esse vazio, criando uma unidade de estruturação da realidade fundada exclusivamente na razão (não necessariamente a ciência, mas de conceitos explicáveis suficientemente por um processo lógico). Por fim, explica como a imaginação totalitária age na política. O autor escreve de maneira clara e fluida. Livro mais que necessário.