Um minipanorama do amor jovem ao longo de cinco séculos - do pré-Renascimento aos inícios do Romantismo - é o que nos apresenta este livro, um projeto concebido e realizado pelo poeta, tradutor e crítico Décio Pignatari. Na Vida nova, o amor de Dante por Beatriz chega ao delírio espiritualizado; em Romeu e Julieta, as brincadeiras eróticas dão lugar a um amor fulminante e trágico; Sheridan, aos 23 anos, traça uma caricatura impiedosa da pseudo-intelectual inglesa do século XVIII, na figura da sra. Malaprop; e Goethe, em seu Diário (por vezes até eliminado de suas "obras completas"), contradiz a visão romântica do amor, com um apimentado poema porno-erótico. E tudo isto na língua do você, a língua franca do coloquial falado no Brasil.
Décio Pignatari (August 20, 1927 – December 2, 2012) was a Brazilian poet, essayist and translator.[1] Born in Jundiaí in 1927, Pignatari began conducting experiments with poetic language, incorporating visuals elements and the fragmentation of words in the 1950s. Such verbal adventures culminated in concretism, aesthetic movement that he co-founded with Augusto and Haroldo de Campos, with whom he edited the journals Noigandres and Invention and published the Theory of Concret Poetry (1965). As a theorist of communication, Pignatari translated works of Marshall McLuhan and published the essay Information, Language and Communication (1968).[1] His poetic work can also be read in Poesia Pois é Poesia (Poetry because it's Poetry) (1977).[1] Pignatari published translations of Dante Alighieri, Goethe and Shakespeare,[1] among others, gathered in Portrait of Love when Young (1990) and 231 poems. He also published a volume of stories The Face of Memory (1988) and the novel Panteros (1992), as well as a work for theater, Céu de Lona (Sailcloth Sky). He died in São Paulo of a respiratory illness on December 2, 2012.[2]
Essa mini-antologia do Décio Pignatari vale, pelo menos, pelo poema erótico de Goethe que fecha o volume e que fala, com tantos e tantos versos, de uma broxada.
É uma compilação de quatro grandes narrativas amorosas. Vou falar só da primeira, que li para um curso sobre a Divina Comédia. A Vida Nova é uma das obras capitais de Dante. Antes da Comédia, é aqui que ele apresenta a figura de Beatriz, a sua personagem-musa-talvez-mulher-real. Ele a conheceu quando ambos tinham apenas nove anos. Ele a reviu mais uma vez, quando tinham 18. Encantado, loucamente apaixonado por um amor inalcançável, ele a transforma no centro de seus interesses amorosos, mesmo que nunca consumados. Se é, claro, que ela tenha existido. O livro combina poesias com comentários feitos pelo próprio Dante sobre os poemas e uma análise do conteúdo, do modo como ele os produziu e as suas intenções ao fazê-lo. Enfim, é um misto de união de poesia e prosa. O interessante, como parte do curso, foi cotejar as poesias originais com as traduções do Pignatari. Quem sou eu na fila do pão para criticá-lo, mas fiquei decepcionado com diversas escolhas que ele fez ao traduzir. Traduzir poesia é, naturalmente, algo dificílimo. Combinar sentido, intenções poéticas e métrica é tarefa hercúlea, mas acho que em alguns momentos me pareceu que certos favorecimentos da métrica acabaram por enfraquecer o texto. Enfim, parece-me que a leitura em que se coteja com o original é a melhor para saborear o texto. Infelizmente, não sei há outras traduções do texto para o português, importante para compreender a Divina Comédia de Dante.
só vale a pena ler romeu e julieta e o diário do goethe... o texto do dante é chato porque ele só fica explicando os poemas dele e os rivais basicamente não tem propósito... a trama acaba sem mais nem menos sem prender nada. mas o ponto positivo é que os textos (com exessão do shakespeare infelizmente) são bilíngue.
tenho q lembrar de nunca mais tentar ler soneto romântico. mt chato ta maluco. com exceção do texto do dante, eu achei bem maneiro. romeu e julieta e mt pika. acho q ele podia ter colocado a peça toda do sheridan, fiquei curioso pra ler. o texto do goethe eu nao entendi mt mas tambem so li uma vez.