Leo descobre ser capaz de fazer qualquer um dizer a verdade. Saturado com a rotina de um emprego que o desagrada, decide experimentar seu novo poder enfrentando as mentiras a sua volta. Mas quando expõe algumas verdades, sofre a inevitável represália de uma cidade acostumada com ilusões, encarando o autor dos maiores embustes de sua vida.
Lucas Mota é escritor, vencedor do Jabuti 2022 com "Olhos de Pixel" (Plutão Livros, 2021). Também escreveu "Boas meninas não fazem perguntas" (financiamento coletivo, 2018) e "Todos os mentirosos" (Amazon, 2016). Tem contos publicados na coletânea "Desencontros" (Elements, 2020) e na amazon. Nas horas vagas produz o podcast "Suposta Leitura".
Gostei bastante da escrita do Lucas. O ritmo do livro é bem rápido, sem enrolar com muitas descrições ou transições de cena. O enredo é muito criativo, com conflito o tempo todo, suspense e uma boa dose de carga emocional.
O que não curti foram as várias etiquetas de diálogo que dão um tom mais jornalístico pro texto (provocou, argumentou, declarou, etc.); o protagonista não foi uma pessoa fácil de se conectar, aquele cara que a gente torce apesar dos pesares; e o final, que, pra mim, destoou da narrativa em primeira pessoa e foi meio anticlimático. São coisas pessoais -- o livro é realmente muito bem escrito e estruturado. Vale conferir.
Comecei o livro sem nenhuma expectativa além da sinopse interessante. Mas o desenvolvimento me deixou muito curiosa. O protagonista é extremista, daqueles que te deixa com raiva, e você fica torcendo pra que a vida faça ele aprender algumas coisas! Hahaha Consegui sentir algumas influências das quais o próprio autor comenta nos agradecimentos (antes de ler ali!), e isso foi bem legal. Ah, e adorei o final, gosto de finais desse tipo! Recomendo muito a leitura!
O autor pediu um comentário no GoodReads, então aqui está: O tema policial não me agrada tanto e é muito difícil ver um livro policial bem escrito por aí. O Todos os Mentirosos vai bem enquanto foca nas implicações morais da mentira. Mas quando tenta colocar velocidade no ritmo, entra no clichê e nas situações sem explicação. Tudo acontece em favor da trama do livro, sem atentar pra realidade que o livro apresenta. O flerte do casal principal e sua relação posterior também carece de inspiração. De muito positivo: o livro diverte, tem um começo envolvente e um final que foge com categoria do clichê. Mas lembremos que é um primeiro livro e o nisso o autor manda bem. Certamente ele tem mais qualidade do que a maioria dos estreantes por aí.
acabei lendo esse livro pela premissa maravilhosa que ele apresentou e foi uma experiência bem boa. o que eu mais gostei foi a sensação de não saber para onde as coisas estavam caminhando, não dava pra ter ideia do que aconteceria em seguida, por isso todo novo acontecimento era uma surpresa. senti falta de um pouco mais de desenvolvimento das coisas; queria que o personagem principal lutasse mais pra tentar entender a origem das coisas e não só aceitasse isso tranquilamente, por exemplo. o final foi bem massa também, sinto que o que o deixou mais distante das cinco estrelas foi algo no meio, como se faltasse algum detalhe capaz de tornar a história impecável. fora isso, foi uma experiência interessante e bem peculiar.
Achei a temática bastante interessante, porém o livro deixa um pouco a desejar. O fim é um pouco decepcionante e repentino. A escrita é repetitiva e os diálogos fluem pouco. Pelo que vi, é o primeiro livro publicado do escritor, gostaria de ler outros para poder fazer uma crítica mais completa. Pode ter certeza que lerei os próximos. No geral, é bom.
O livro é um pouco curto demais para o meu gosto, possui uma narrativa um tanto agressiva e me pareceu impossivel me conectar com o protagonista do livro, não sei se isso foi intencional ou não. Mas gostei muito da história, porém gostaria que o livro fosse um pouco maior :(