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Felicidade ou morte

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De filmes e livros a propagandas de televisão, a todo momento somos instados a ser felizes. Pois, como diria o poeta, "é melhor ser alegre que ser triste". O desejo pela felicidade parece ser mesmo uma constante de nosso tempo. Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal passeiam pela história e pela filosofia para pontuar como cada época e sociedade estabelecem sua própria definição das circunstâncias para o que seja uma vida feliz. E questionam se, sendo livres para escolher entre tantas possibilidades, estamos de fato mais próximos desse ideal. O livro é certamente um encontro feliz entre os dois autores, que não deixam de tocar em aspectos mais desafortunados do tema, presentes quase como uma sombra indissociável de nossa condição humana. Afinal, poderia a felicidade denunciar certo contentamento com o infortúnio alheio? Ou estaria ela no amor pelo outro? Sem a felicidade, o que nos resta?

96 pages, Paperback

Published May 19, 2016

13 people are currently reading
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Clóvis de Barros Filho

49 books133 followers

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Community Reviews

5 stars
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4 stars
91 (38%)
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77 (32%)
2 stars
11 (4%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 12 of 12 reviews
Profile Image for José Luis.
393 reviews12 followers
November 23, 2016
Não é um livro, mas sim a transcrição de uma conversa ou debate entre Clóvis de Barros e Leandro Karnal, sobre a felicidade. É interessante, mas não considero leitura fácil. Não se iludam com o livro fininho!
Profile Image for Carlos Alberto.
273 reviews3 followers
August 5, 2025
Em "Felicidade ou Morte" somos apresentados aos pensamentos e diálogos dentre dois autores renomados da comunidade filosófica brasileira: Clovis de Barros Filho e Leandro Karnal que fazem um amalgama da discussão que conduz o mundo e nosso subconsciente a cerca da real felicidade. Ela existe? É factível? Se apresenta ao nossos olhos mortais ou é mais uma ilusão causada pela ânsia de possuir?
Realizando uma conversa profunda, mas não realmente difícil de compreender, somos levados a criticar o ideal do que seria uma vida feliz no contexto comunista, capitalista ou liberal. Sem tangenciar o impossível, ambos os professores dissecam a realidade crua e nós mostram que não existem salmão depressivo, salmão triste ou salmão feliz, existe somente e unicamente o salmão e ele vive por ser salmão.
Recomendo para leitores iniciantes no estudo da filosofia, é um livro introdutório sobre diversos temas e que abrange uma infinidade de conhecimentos uteis para a busca de um conhecimento mais robusta. Seu defeito é somente que é curtíssimo, poderia, facilmente, ter virado um calhamaço se ambos os doutores quisessem.

Curiosidade: O livro Felicidade ou Morte mantém o estilo oral dos autores de propósito, ele foi montado para dar esse impressão de conversa informal
Profile Image for Luís Gouveia.
Author 54 books17 followers
December 15, 2016
Um livro muito interessante, de autores interessantes
Leitura nem sempre fácil, um pequeno livro que introduz e reflete sobre o tema da felicidade de uma forma capaz e segura.

Uma leitura que enquadra história e filosofia com a capacidade de nos fazer pensar e introduzir um pensamento científico e rigoroso no campo das humanidades - só por isso, uma leitura obrigatória.

Quanto ao tema, tal como o próprio livro indica: "No fim, doutores estão ao lado de analfabetos, tateando no escuro, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Seja feliz! Ou morra tentando...
1 review2 followers
April 16, 2020
Gostei bastante do livro, mas acho interessante o fato de que dois intelectuais podem dialogar tanto, construindo seus argumentos sobre as ideias de vários filósofos e teóricos, sem citar nenhum que seja mulher. Mulheres no livro são dados apenas os papeis de ‘modelos bonitas’ ou ‘esposas do CEO’ nas ilustrações da felicidade.

Existem tantas teóricos e pensadoras mulheres que poderiam contribuir para essa questão fundamental, que nesse livro parece estar sobre a dominação masculina histórica.

Mesmo assim, uma leitura muito fascinante e bem construída!
Profile Image for Julia.
225 reviews2 followers
March 31, 2025
**3,5 estrelas
"Ou seja, que passemos também a viver a partir das percepção de que nossa solidão, absolutamente estrutural, possa em alguns momentos cruzar uma linha com a solidão de outras pessoas, tornando-se uma referência em conjunto e constituindo a possibilidade, ainda que tímida, de um 'nós' em detrimento de um 'eu', é essa a dialética da existência. Sou limitado a minha consciência e minha dor é apenas minha. Não sinto como os outros sentem e a agulha enterrada na carne alheia é inócua a minha biologia. Somos solitários, totalmente solitários, ainda que eventualmente solidários.
[...] Hoje, a primeira felicidade que julgamos plena é quando dizemos 'nós' e não 'eu'".

União de dois fragmentos q eu e meu docinho (separadamente) grifamos 🦋.
Profile Image for Brena Carvalho.
40 reviews
May 15, 2020
Vida, morte, felicidade, amor, comportamento, enfim, vários aspectos da vida humana, explicados de uma maneira bem leve, em um diálogo bem bacana com estes autores, considerados um dos maiores pensadores brasileiros da atualidade.
Profile Image for Natalia Baldochi.
78 reviews1 follower
September 30, 2019
Excelente livro, nos ajuda a entender melhor nossa essência e a a viver com mais leveza, e ainda apredendo filosofia e história.
Profile Image for Andre Piucci.
481 reviews28 followers
December 31, 2023
(…)diria que a vida boa implica uma reconciliação com o mundo quando ele é bom. Mas implica também uma transformação do mundo quando ele é ruim e inadequado.
Profile Image for Um mar de fogueirinhas.
2,210 reviews22 followers
August 19, 2023
É uma transcrição de uma plenária entre os dois, com vários insumos interessantes e conhecidos de outros discursos dos dois.

Dirão que a felicidade tem mais relação com a liberdade, com a autonomia do que com a escravidão, com a heteronimia. No entanto, essa constatação que azemos intuitivamente pode merecer de nós uma avaliação mais acurada. Porque de fato, diferentemente do resto da natureza, onde não há salmões depressivos, como explicou Leandro, nem tudo precisa ser necessariamente do jeito que é. Um exemplo é a pera, que não tem a possibilidade de apodrecer na pereira, mesmo que não queira se sujar no terreno ao cair. A pera cai quando tem que cair e pronto. Na natureza tudo parece ser regido pelo princípio da necessidade porque necessariamente as coisas são como são. E nós supomos, presumimos, acreditamos, que a cada passo temos 360 graus de alternativas de percursos. Diferentemente d opera, podemos decidir apodrecer na pereira. E claro que se impõe a nós como mais do que uma cereja no lobo. Veja que simpático. além de tudo, somos livres. A vida precisa de nossas escolhas. A liberdade não é propriamente um direito que usamos como quem usa um chapéu Panamá quando quer; a liberdade é uma sina. Somos condenados às nossas escolhas, condenados à ser livres. E então tudo começa a ficar menos simpático. Pois querendo ou não teremos que dar uma solução para a nossa existência.
Miguel de Unamuno no Sentimento trágico da vida diz que não tem certeza que um caranguejo não seria capaz de resolver uma equação de segundo grau mais rápido que ele. A verdade é que acreditamos que liberdade, discernimento e consciência de si é coisa nossa, e paremos por aí para não enlouquecer de vez. (...) O aumento de lucidez torna as escolhas progressivamente complexas, menos óbvias; há sofrimento no momento da escolha.O sentimento próprio daquele que percebe que a vida depende da sua escolha e liberdade e não sabe, não tem certeza, do melhor caminho, e fica com medo de se arrepender. E o que é mais incrível: feita a escolha, esse sentimento não desaparece. Porque curiosamente, nunca sentimos as tristezas das vidas que preterimos. Sentimos só as tristezas da vida que escolhemos viver, o que nos dá a impressão de que, se tivéssemos escolhido diferentemente, aquelas tristezas não teriam sido vividas.
Toda escolha implica perda, e esta é maior do que a opção. Porque ao optar por alguma coisa, deixamos de lado milhares de outras. Cada escolha é única e o que deixamos de lado é muito maior.
Alguém me disse certa vez que Freud dedicou os anos finais da sua vida a pensar por que as pessoas buscavam tão enfaticamente a infelicidade e quando a encontravam, se surpreendiam como se fosse uma Palas Athena surgida da cabeça de Zeus. Ou seja, por que as pessoas não juntam a ação com a reação, o desejo com o resultado? Essa é uma pergunta que, no fundo, tem relação com o liberalismo. Por que, por exemplo, as pessoas fazem escolhas - financeiras, pessoais, sexuais, de saúde - erradas? Como se explica essa irracionalidade que acompanha o desejo em relação à sua consecução?
É verdade que, na sociedade do antigo regime francês, buscar a felicidade no casamento seria considerado até de mau gosto. Pois o casamento era, como em Roma ou na corte de Versalhes, um acordo para garantir herdeiros legítimos. Felicidade se obtinha com amantes. A ideia tão exótica de que devemos ser felizes com quem nos casamos remete ao século XIX, com a emersão do Romantismo e da burguesia.
Profile Image for Mauricio Martinez.
20 reviews
October 12, 2016
"... todos os comportamentos, representações e identidades são determinados historicamente. O tempo é um elemento tão poderoso que atua até sobre quem não tem consciência dele, como as rochas, por exemplo... somos o que somos em negociação com a sociedade, que aceita, limita, pune ou premia em função dessa adequação..."

"...preciso fazer um adensamento histórico de que é verdade que há 300 anos as mães não amavam os filhos e que o amor materno é uma invenção relativamente recente e ainda, eu diria, em debate. É verdade que na sociedade do antigo regime francês, buscar a felicidade no casamento seria considerado até de mau gosto, pois o casamento era, como em Roma ou na corte de Versalhes, um acordo para garantir herdeiros legítimos e sucessão de herança. Felicidade se obtinha com amantes, em outros anexos. A ideia tão exótica de que devemos ser felizes com quem nos casamos, de que devemos atingir realização plena, inclusive sexual, com a pessoa com quem vamos conviver diariamente, remete ao século XIX, com emersão do Romantismo e da burguesia."

"Tudo isso é absolutamente defensável historicamente, de que gostos sexuais, pessoais, afetivos ou de sucesso sejam dados por uma série de fatores. Ou, como diz Marx: "Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem, não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquela com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado". Mas as pessoas se esquecem de acrescentar que, uma vez definida uma questão socialmente, historicamente; uma vez estabelecido o que é o bom, o correto; uma vez estabelecido o que é o desejável, o sucesso e o fracasso, essa representação histórica passa a ter existência real."

"... se fossemos práticos, não teríamos filhos - afinal, nem o mundo precisa deles, nem eles acabarão precisando de nós no futuro. É surpreendente como essa irracionalidade de entrega faz com que pessoas exemplares troquem uma vida possivelmente confortável por uma vida de maior entrega."

"... considero épico, tomando referências literárias e poéticas, quando ao decidir, por exemplo, ter um filho ou educar um aluno ou ajudar alguém, a pessoa também se fragiliza na medida em que coloca em terceiros parte da sua segurança. Um pai é atingido pela tristeza dos filhos, que não possui defesa, teflon suficiente para que a tristeza dos filhos não o invada, ele está confessando uma saudável fraqueza de quem sai de sua totalidade, sua ontologia, para reconhecer elementos externos parte da posse de sua estabilidade."

"Esses atos de fragilização, às vezes chamados de paternidade ou maternidade, são curiosamente uma base histórica construída a partir da moral religiosa, mas são também uma tradição de nosso comportamento social de que no momento em que descemos do "pedestal" do ser e do egoísmo, de fato encontramos quem somos."
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