Partindo dos motivos-base "natureza x liberdade" propostos por Dooyeweerd, Egbert Schuurman nos apresenta as tensões inerentes ao desenvolvimento teológico -- o desejo de controle sobre a natureza competindo com a ânsia dos tecnocratas de reger a sociedade em seus mínimos detalhes -- e as possíveis formas que um cristão, chamado à mordomia e domínio responsável sobre a Criação, deve se portar. Um dos insights mais interessantes de Schuurman é a definição da "cultura de Babel" (na qual a técnica é uma dos instrumentos ou arma da autonomia humana na sua revolta contra Deus) como uma "contracriação". Excelente introdução sobre a visão reformacional da tecnologia e ciência.