Friday: uma mulher artificial, maravilha da engenharia genética. Uma agente interplanetária tão bela como competente. Friday: correio diplomático, viajando sem cessar numa América dividida em dezenas de pequenos estados onde o impossível pode acontecer a cada moment. Friday: hoje, amanhã, o futuro.
Robert Anson Heinlein was an American science fiction author, aeronautical engineer, and naval officer. Sometimes called the "dean of science fiction writers", he was among the first to emphasize scientific accuracy in his fiction, and was thus a pioneer of the subgenre of hard science fiction. His published works, both fiction and non-fiction, express admiration for competence and emphasize the value of critical thinking. His plots often posed provocative situations which challenged conventional social mores. His work continues to have an influence on the science-fiction genre, and on modern culture more generally. Heinlein became one of the first American science-fiction writers to break into mainstream magazines such as The Saturday Evening Post in the late 1940s. He was one of the best-selling science-fiction novelists for many decades, and he, Isaac Asimov, and Arthur C. Clarke are often considered the "Big Three" of English-language science fiction authors. Notable Heinlein works include Stranger in a Strange Land, Starship Troopers (which helped mold the space marine and mecha archetypes) and The Moon Is a Harsh Mistress. His work sometimes had controversial aspects, such as plural marriage in The Moon Is a Harsh Mistress, militarism in Starship Troopers and technologically competent women characters who were formidable, yet often stereotypically feminine—such as Friday. Heinlein used his science fiction as a way to explore provocative social and political ideas and to speculate how progress in science and engineering might shape the future of politics, race, religion, and sex. Within the framework of his science-fiction stories, Heinlein repeatedly addressed certain social themes: the importance of individual liberty and self-reliance, the nature of sexual relationships, the obligation individuals owe to their societies, the influence of organized religion on culture and government, and the tendency of society to repress nonconformist thought. He also speculated on the influence of space travel on human cultural practices. Heinlein was named the first Science Fiction Writers Grand Master in 1974. Four of his novels won Hugo Awards. In addition, fifty years after publication, seven of his works were awarded "Retro Hugos"—awards given retrospectively for works that were published before the Hugo Awards came into existence. In his fiction, Heinlein coined terms that have become part of the English language, including grok, waldo and speculative fiction, as well as popularizing existing terms like "TANSTAAFL", "pay it forward", and "space marine". He also anticipated mechanical computer-aided design with "Drafting Dan" and described a modern version of a waterbed in his novel Beyond This Horizon. Also wrote under Pen names: Anson McDonald, Lyle Monroe, Caleb Saunders, John Riverside and Simon York.
»»» A aquisição: Uma aquisição, juntamente com os outros dois volumes em que o livro original foi dividido, num dos últimos stands da editora na feira do livro. A minha procura dos tesouros que compõem esta coleção da Europa-América continua pelos alfarrabistas e afins deste mundo.
»»» A aventura: Friday é uma pessoa artificial numa sociedade no futuro, onde as pessoas artificiais são indistinguíveis de qualquer outra pessoa, até pelos seus criadores, e as viagens na terra e interplanetárias são feitas em minutos em “semibalísticos”. As pessoas artificiais podem sentir várias emoções e podem até ter bebés, mas são a visão, força e destreza aumentadas de Friday e um compartimento escondido dentro do corpo que sobressaem no seu trabalho, o de correio diplomático, ultrassecreto e muitas vezes de risco. Nesta parte da história (vol.1) Friday começa numa missão violenta que a deixa quase inoperacional e acaba a fugir por uma América do Norte dividida em vários Estados ao encontro do seu patrão, após um assalto à sede de operações, ao mesmo tempo que o mundo entra numa espiral de terror e controlo, com ataques terroristas e outras tentativas de tomada de poder por vários grupos. Na viagem Friday tem ainda que lidar com a perseguição decretada a pessoas artificiais e com a sua expulsão da família que escolheu, que pensava certa até lhes revelar ser uma pessoa artificial.
»»» Sentimento final: Bastante cativante. Apesar de não ter muitas cenas de ação, o revelar deste mundo futurista com muitos aspetos a tocarem na realidade dos dias de hoje ou do que hoje está à espreita, apesar de ter sido escrito em 1982, é de não parar a leitura. Países a entrarem em guerra, tomadas de poder e dos meios de comunicação por grupos, uns mais conservadores e outros mais revolucionários, múltiplas relações pessoais e familiares com múltiplas pessoas, tecnologia que hoje temos e outra que pensávamos que por esta altura já teríamos é de fazer pensar. Heinlein no ponto, só um pouco exagerado, para mim, nos aspetos ligados ao sexo/sexualidade.
»»» Nota final (Capa e outras considerações): --- [Capa] – Capa fantástica e, vendo algumas das horríveis capas que infelizmente o mundo editorial deu a este livro (algumas das mais recentes até me fizeram rir de tão completamente ao lado!), esta é de longe uma das melhores, talvez a melhor. --- [Sexualidade] – É certo que noutros livros do autor que li há encontros sexuais, mas não tanto nem de forma tão pronunciada como aqui (alguns dirão que é pouco!). Para além de uma violação no início do livro bastante violenta e descritiva, que me incomodou bastante, a sexualidade está presente por todo o livro (todos os volumes). Não é só mostrar a panóplia de relacionamentos, hetero, homo, poli, etc. é também por todo o livro parecer que Friday não se cruza com ninguém com quem não tenha interesse em ter sexo, o que é giro no início, mas já cansa quando passamos do 4.º desejo/decisão de intimidade e acaba por ter demasiado tempo de antena face ao resto da história sem lhe acrescentar muito. --- [Divisão do livro em volumes] – A edição da Europa-América informa que a divisão do livro em volumes foi efetuada por razões técnicas, certamente pelo tamanho normal dos livros da coleção de bolso onde foi inserida, e ainda bem, a leitura é menos cansativa e dá para levar os livros para qualquer lado.