Um grupo terrorista declara guerra à Propater visando desmascarar os males que esta vem causando ao mundo, porém o seu contra-ataque é mais violento do que esperavam. Paralelamente, descobre-se um novo vírus pior que o Closer... Completo em 9 volumes, Eden - It's An Endless World é uma narrativa de Ficção Científica inusitada, que chega ao Brasil em um novo projeto da Editora JBC, compilando 2 volumes da coleção original japonesa em uma única edição.
Hiroki Endo (遠藤浩輝) is a Japanese mangaka born on 1970 in Akita Prefecture. He graduated from Musashino Art University. He is best known for his science-fiction series Eden: It's an Endless World, which has been translated into English by Dark Horse.
Eden continua surpreendendo ao tratar de assuntos bem reais usando uma roupagem de ficção científica. Quando concebeu o mangá, o Endou situou muito bem a narrativa, expandiu onde tinha que expandir. O mais curioso de tudo é que mesmo Eden sendo um mangá do início do século XXI, os temas não deixaram nem um pouco de ser atuais. Tanto na primeira quanto na segunda parte ele consegue apresentar ideias muito boas para uma história que já era incrível.
Começando pelo roteiro do volume, eu gostei mais da primeira parte (lembrando que as edições da JBC são em tamanho de dois tankos, equivalendo a dois volumes do mangá original). Na primeira tanto a motivação dos personagens como o ato de situar aquilo que ele estava fazendo no universo que ele criou é essencial para que a fórmula funcionasse. Se não tivesse os aeons no final do arco, dava para colocar a história nos dias atuais. A mensagem que ela passa também é poderosa. Gostei que para compor o roteiro desta primeira parte, o autor pesquisou bastante sobre a cultura uigur e as relações deles com os chineses han. A segunda parte tentou trazer a história de volta ao aspecto ficção científica. O roteiro puxa um pouco mais para o lado científico com discussões sobre consciência. Achei truncado porque o autor fez uma transição de tempo estranha. No trecho, é dito que se passaram 6 meses desde a morte de Pedro, mas a impressão que fica é que o espaço de tempo foi maior. Elijah parece mais velho e mais experiente. Muito mais velho e experiente... nem parece com o menino inseguro do volume anterior. Me pareceu estranho pelo espaço de tempo que foi. Mesmo com todas as experiências ruins que o Elijah passou, uma mudança dessas é muito brusca.
Novamente é preciso separar a história em dois momentos para falar da arte. Na primeira metade a ação de passa dentro da refinaria. Tudo se passa no interior dela. Gostei desse elemento claustrofóbico que é ampliado na parte final deste arco com a invasão. O espaço parece muito apertado e o autor consegue passar muito bem essa impressão. Curti também o fato de Endou ter pesquisado um pouco sobre a cultura muçulmana. Tem alguns detalhes bem legais que passam longe da percepção do leitor: Mari-Han orando para Meca em um tapete típico, alguns soldados usando uma touca típica ou a vila no interior da China. Detalhes esses que dão riqueza e situam bem a história proposta pelo autor. A segunda metade pode ser dividida entre a apresentação do novo vírus e a investigação. Gostei bastante do efeito chocante do discloser e até mesmo da formação dos coloides. Dá uma sensação de terror mesmo; fiquei pensando se os coloides vão ou não avançar para outras partes do mundo.
"Enquanto a economia ditar as regras do mundo, a minoria será ignorada e a história sempre se repetirá. Pois, tanto a estrutura chamada "Estado" como a tal "Federação Mundial" não passam de sistemas criados para proteger os direitos de parte de uma classe privilegiada."
Esse é um volume repleto de debates bem reais e atuais. O quanto a economia afeta as pequenas etnias? O quanto desses pequenos conflitos não estamos a par? A todo o momento ouvimos nos telejornais assassinatos de populações curdas, bascas, chechenas, romanis. Nos dias de hoje os conflitos étnicos quase sempre são o estopim de guerras civis. Ainda em dezembro de 2017 tivemos um ataque terrorista a uma igreja copta que matou centenas de pessoas dessa minoria no Egito. Governos de pulso forte tendem a passar por cima dessas populações em prol de um chamado "bem maior". O que Mari-Han tenta fazer ao tomar a refinaria é unir os povos oprimidos durante centenas de anos de dominação Han. O problema é que ela esbarra nos pequenos problemas dessas etnias, nos pequenos ódios e nos objetivos particulares de cada um. Pior do que isso, ainda temos parte da população que não quer nada com isso, que prefere apenas viver sua vida na medida do possível.
Por outro lado, como melhor defender os interesses dessas minorias? Através de um ataque direto e mortal ou através da diplomacia e do pacifismo? No grupo de Mari-Han existem pessoas dos dois grupos. Mari tenta conduzir a situação de uma maneira tranquila e sem ameaçar as vidas dos reféns. Porém, os governos não tem o objetivo de ceder às exigências de terroristas. Querem manter seu domínio de qualquer forma e demonstrar sua força para que seja dado o exemplo a outros grupos. O que o autor quis mostrar através deste arco é que a violência só gera mais violência. Enquanto o grupo conseguiu fazer com que a opinião pública entendesse quais eram os seus objetivos, a Propater era afetada e não tinha como responder à altura. Quando parte do grupo de Mari acabou optando pela violência diante de uma situação extrema, tudo mudou completamente. A opinião pública desaparece e a Propater teve o momento perfeito para atacar o grupo.
Já a segunda parte volta a narrativa para os personagens dos volumes anteriores e a gente fica sabendo o que aconteceu a Elijah e alguns dos outros personagens do outro arco. Já coloquei lá em cima o quanto eu não gostei da transição de tempo entre o volume 4 e este. Mas, deixando isso de lado, temos a apresentação de uma nova personagem, a Miriam Alona e como ela se insere na história. Nesse sentido, não gostei de como a Miriam é acrescentada ao elenco e a gente logo entende porque isso é feito. Está na cara que ela está aí para ser o novo par romântico do Elijah (não é spoiler, gente... estou deduzindo pelo que eu vi na história). Toda a investigação sobre a morte de Leonardo pareceu um pouco insossa nesse primeiro momento. Não sei como isso vai se desdobrar nos volumes seguintes, mas não me interessei em nada aqui. Mesmo a vingança da Alona pela morte de Leo não é o suficiente para me animar um pouco. Achei fraco e súbito demais.
E o que fizeram com a Helena? Uma das personagens mais interessantes em volumes anteriores perdeu completamente a importância aqui. Nesta segunda parte, o Endou deixou muito a desejar no que diz respeito a equacionar o seu elenco. Personagens perdem a importância e são jogados fora como se não tivessem feito parte de momentos importantes. Me decepcionou um pouco a forma como as coisas se deram.
Enfim, essa foi uma edição repleta de altos e baixos. Ficou faltando falar do discloser, mas vou deixar para o volume 6 que deve apresentar isso melhor. O melhor deste volume sem dúvida foi o ataque terrorista à refinaria. Demonstra o quanto de conteúdo Endou gosta de colocar em suas histórias. Enfim, Eden continua a surpreender, mas já revela alguns sinais de cansaço e desapego aos personagens. Espero que isso melhore em volumes posteriores.
Manga Eden. It’s an Endless World! Tom 5 to ponad 450 stron wciągającej i zachwycającej historii. Wydanie zbiorcze zawiera w sobie dziewiąty i dziesiąty tomik oryginalnej serii. Kolejny raz czytelnik pogrąża się tutaj w niezwykle złożonej historii, gdzie emocje odgrywają kluczową rolę. Kontynuuje on eksplorację wykreowanego brutalnego futurystycznego świata, który nieustannie ewoluuje tak samo, jak prezentowani na łamach dzieła bohaterowie. Pochłaniając kolejne strony dzieła, odbiorca coraz mocniej zanurza się w gęstej i skomplikowanej fabule, która nie pozostaje dla niego obojętna i wywołuje określone reakcje emocjonalne. Autor doskonale wie jak bawić się uczuciami czytelnika, jednocześnie zapewniając mu wartką i przyjemną rozrywkę.
Tak jak zostało wspomniane, komiks dzieli się na dwie części. Pierwsza z nich (tom dziewiąty) to udana próba autora pokazania cienkiej linii pomiędzy terroryzmem a walką o wolność. Endo skupia się tu na ucisku ujgurskich mniejszości przez władze Chin, przy całkowicie biernej obserwacji reszty świata. Prowadzi to do radykalizacji cierpiących ludzi i tym samym działań, których konsekwencje będą bardzo poważne.
Pokazuje on jak grupa „bojowników o wolność”, przejęła jeden z ważniejszych kompleksów naftowych w Azji Środkowej, biorąc przy tym zakładników. Grupa ta szybko zaczyna dzielić się na dwa zupełnie odmienne od siebie obozy. Jedni pragną negocjować i tym samym uzyskać coś dla swojego ludu, inni zaś uważają, że władze i opinia społeczna zwróci na nich uwagę jedynie, kiedy zostanie użyta siła. Główną bohaterką scenariusza jest Marihan, kobieta stojąca po przeciwnej stronie barykady niż radykałowie. To właśnie z jej perspektywy obserwujemy tutaj większość akcji i tym samym udzielają się nam towarzyszącej jej różnorodne emocje (których tutaj na pewno nie brakuje). W historii pojawiają się również inne bardziej znane postacie, ale tym razem nie pełnią one kluczowej pierwszoplanowej roli.
Dalsza część mangi (tomik dziesiąty) odchodzi od mocno militarnych akcentów i powraca w miejską scenerię. Nie oznacza to jednak, że historia staje się przez to mniej emocjonalna i dynamiczna. Twórca uwielbia bowiem zarzucać czytelnika całą masą trudnych tematów czy prezentować mu skrajne elementy. Zagłębiając się w lekturze tej części komiksu, trzeba więc być gotowym na przemoc, tortury, gwałty, pedofilię, morderstwa. Stanowi to jednak tylko wierzchnią warstwę fabuły, pod którą Endo kryje złożoną analizę człowieczeństwa, która mogłaby posłużyć za podstawę nie jednej pracy naukowej. Ciekawą wartością dodaną do prezentowanej tutaj historii jest równolegle prowadzony wątek „wirusa”, który jak fani serii doskonale wiedzą doprowadzi do zagłady naszego świata. Związane z nim sceny są umiejętnie wplecione w pozostałą historię i stają się jej integralną częścią. Jedyne, do czego można się tutaj przyczepić to momenty, w których opowieść jest przesadnie skrajnie depresyjna (są to jednak mocno subiektywne odczucia).
it's a pretty riveting read, but there are disturbing images here that the author surely could've avoided
Eden still is, foremostely, an action comic book and is the weakest when it stops building the tension and tries to go into tirades on ideology etc., speaking of which:
the Uyghurs - that was a very surprising storyline, sadly, very prophetic in the real world. hats off to the author for including it here.
Única coisa que não gostei e que me deixou bem nhe foi a morte da Helena, tipo, caras? Nem sequer mostrou como eles chegaram ao ponto de tudo aquilo, só falou e mesmo assim sem nem se aprofundar.
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Pojawia się nowy wirus, nowi bohaterowie, ale wciąż stare problemy i stary system wartości. Fabuła pchnięta kilka lat wprzód, ale nadal nie wiem, co się dzieje.