É fundamental ter em mente que não se muda de modo de pensar por meio de exercícios do tipo passo a passo. Nem muito menos por meio de fórmulas miraculosas. Essas abordagens aparentemente fáceis e confortáveis não passam de estratégias de autoengano e pensamento mágico. No mundo real, mudanças de hábitos de pensamento se fazem em especial por meio de reflexão e discussão da ideias resultantes com pessoas empenhadas no mesmo propósito. A realidade cotidiana é construída coletivamente por meio de nossas redes de conversação. É o que se chama de construção social da realidade, assunto que será abordado várias vezes e com detalhes ao longo deste livro. O que foi construído pode ser descontruído e reconstruído de outras formas. É assim que se muda de modo de pensar. No entanto, para que esse empreendimento seja bem-sucedido é preciso que haja motivação e vontade consciente. Leitura para pessoas interessadas na teoria da complexidade e suas aplicações ao desenvolvimento pessoal e organizacional, à educação, à economia, à política e a vários outros domínios da vida corporativa. Leitura complementar para as disciplinas Gestão da Complexidade, Recursos Humanos, Liderança e Desenvolvimento Sustentável dos cursos de MBAs e de pós-graduação em Administração de Empresas.
Médico e psicoterapeuta. Pesquisador independente e autor em teoria da complexidade e suas aplicações. Advisory Commitee Member, Center for Workplace Diversity Research (CWDR), School of Advanced Studies, University of Phoenix, EUA. Professor de Gestão da Complexidade em cursos de Executive MBA. Conferencista nacional e internacional.
Autor dos livros: Organizações de aprendizagem: educação continuada e a empresa do futuro (São Paulo: Editora Atlas); As paixões do ego: complexidade, política e solidariedade (São Paulo: Editora Palas Athena); Pensamento complexo: suas aplicações à liderança, à aprendizagem e ao desenvolvimento sustentável (São Paulo: Editora Atlas); Pensando diferente: para lidar com a complexidade, a incerteza e a ilusão (São Paulo: Editora Atlas); Complexidade e sustentabilidade: o que se pode e o que não se pode fazer (São Paulo: Editora Atlas).