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Lisboa: Espaços Teatrais Setecentistas

Estudar a dramaturgia de uma época implica estudar a forma ou formas que o espaço teatral apresentou desde uma estrutura «para-arquitectónica» até à concepção do edificio teatral. Foi nosso objectivo traçar num percurso cronológico, as metamorfoses do lugar teatral, desde a rua ao edifício construído para esse fim. Procuramos entender a génese de um modelo do teatro urbano, analisando a evolução da construção dos diferentes espaços teatrais até à edificação do Teatro São Carlos.

Para além do edifício (arquitectura de pedra assumida como tal), abordamos a vertente plástica do espectáculo, ou seja a materialidade do espaço teatral, agrupando as diversas «cenas-tipo» conhecidas da cenografia barroca, expressa nos desenhos da escola italiana.

119 pages, Paperback

First published January 1, 1996

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Maria Alexandra Gago da Câmara

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MARIA ALEXANDRA TRINDADE GAGO DA CÂMARA, nasceu a 21 de Julho de 1962, em Lisboa. Licenciou-se em História (variante História da Arte) pela Universidade Nova de Lisboa, em Junho de 1988. Obteve o grau de Mestre em História da Arte Moderna Portuguesa na mesma Universidade. Em 2001 doutorou-se em História de Arte Moderna na Universidade Aberta com a tese: A "Arte de Bem Viver ": a encenação do Quotidiano na Azulejaria Portuguesa da Segunda Metade de Setecentos, tendo abordado a área da azulejaria portuguesa da segunda metade do século XVIII, sob a vertente da representação e encenação do quotidiano propondo uma visão cruzada entre as diferentes formas de sociabilidade e urbanidade que caracterizaram a sociedade portuguesa deste período e a sua representação na azulejaria.

Exerce, desde 1992, as funções de assistente na Universidade Aberta, e integra também o Centro de Estudos Históricos e Interdisciplinares. No âmbito da sua investigação debruçou-se sobre questões da espacialidade teatral do século XVIII, e, tem trabalhado nas relações entre a azulejaria de Setecentos e um terreno mais vasto da cultura portuguesa deste período, tendo neste âmbito participado regularmente em colóquios, seminários e colaborado em revistas da especialidade. Deste 2010 é Investigadora Responsável do projeto A Rota do Azulejo: Um projeto cultural no Alentejo (Centro de História de Arte e Investigação Artística CHAIA, Universidade de Évora).

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