Volume IV (Poesia): Cancioneiro (Livro IV) Poesias de Álvaro de Campos
Volume V (Poesia): Cancioneiro (Livro V) Poemas de Alberto Caeiro Odes de Ricardo Reis Para além doutro oceano de Coelho Pacheco Poemas de Bernardo Soares Poemas traduzidos
Volume VI (Prosa): Contos de raciocínio Cartas de amor Textos diversos/I (1912-1914)
Volume VII (Prosa): Textos diversos/II (1915-1919)
Volume VIII (Prosa): Textos diversos/III (1919-1935)
Volume IX (Prosa): Textos diversos/IV (1935) Textos da «revista de Comércio e Contabilidae» Textos de Álavro de Campos
Volume X (Prosa): O Livro do Desassossego Regresso dos Deuses
Fernando António Nogueira Pessoa was a poet and writer.
It is sometimes said that the four greatest Portuguese poets of modern times are Fernando Pessoa. The statement is possible since Pessoa, whose name means ‘person’ in Portuguese, had three alter egos who wrote in styles completely different from his own. In fact Pessoa wrote under dozens of names, but Alberto Caeiro, Ricardo Reis and Álvaro de Campos were – their creator claimed – full-fledged individuals who wrote things that he himself would never or could never write. He dubbed them ‘heteronyms’ rather than pseudonyms, since they were not false names but “other names”, belonging to distinct literary personalities. Not only were their styles different; they thought differently, they had different religious and political views, different aesthetic sensibilities, different social temperaments. And each produced a large body of poetry. Álvaro de Campos and Ricardo Reis also signed dozens of pages of prose.
The critic Harold Bloom referred to him in the book The Western Canon as the most representative poet of the twentieth century, along with Pablo Neruda.
Falas de civilização, e de não dever ser, Ou de não dever ser assim. Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos, Com as coisas humanas postas desta maneira, Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos. Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor. Escuto sem te ouvir. Para que te quereria eu ouvir? Ouvindo-te nada ficaria sabendo. Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo. Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres. Ai de ti e de todos que levam a vida A querer inventar a máquina de fazer felicidade!