"Tardes de lluvia y chocolate" es la saga de una familia de cepa italiana que se transporta a Bolivia, con sus secretos y coraje a cuestas. El relato cubre todo el siglo pasado y comienzos de éste, y aunque sus escenarios y algunos de sus más importantes acontecimientos históricos, políticos e íntimos se concentran en Bolivia, también discurren en una Europa de épocas tan intensas como terribles.
Las mujeres de carácter fuerte y afilada personalidad, echan sus tintas matriarcales a lo largo del relato, cuyo interés corre parejo de principio a fin. Los temas que se cuecen en la olla literaria de Amalia Decker, diversos y distintos, son manejados con desenfado. La receta mezcla el relato de luchas por las utopías generales, con la vivencia sensual y de sutil erotismo. Los secretos de estas mujeres en "Tardes de lluvia y chocolate" son develados por una de sus descendientes. Ella, en los albores de nuestro siglo, descubre no sólo las pequeñas epopeyas de esas mujeres valientes, sino también los secretos placeres -de la mesa y de la cama- que heredaron desde la llegada de la primera de ellas, la que trajo el origen italiano a la bucólica Cochabamba de principios del siglo XX.
La novela tiene, pues, pinturas bien logradas de la abigarrada y provinciana Bolivia, del ambiente trágico de la Europa que se vestía de azul luego de la guerra civil española y comienzos del nazismo, y del pedazo heroico que conocen todos los latinoamericanos que lucharon contra las dictaduras y por el retorno de la democracia.
La sencillez de la estructura narrativa, propia de buenos narradores, que adopta Decker en su segunda novela, luego del éxito de "Carmela", se asocia con una prosa cada vez más resuelta.
Novelista. Ejerció el periodismo en Bolivia y México a donde llegó exiliada. Diputada Nacional (hacia 1982-1985). Juan Claudio Lechín se ha referido a la segunda novela de la autora al señalar: “Tardes de lluvia y chocolate saca el injusto velo acerca de una época y una clase, la oligarquía, y muestra su cotidianidad, sus anhelos, sus retos, conversiones y la construcción de falsos abolengos, pero sobre todo muestra los inmensos cambios de formas de vida que tuvieron que soportar en pocas generaciones”.
LIBROS Novela: Carmela (2001); Tardes de lluvia y chocolate (2005); Yo, la reina de sus sueños (2009).
É uma típica saga familiar passada na Bolívia contada na primeira pessoa pela neta da protagonista de seu nome Fiore e a personagem mais interessante foi a avó que era uma mulher de força e revolucionária numa Bolívia dominada pelos interesses políticos e onde o comunismo começava a imperar. Tem uns laivos de romance pelo meio com algumas contrariedades mas em suma foi uma boa leitura sem grandes pretensões.
Adorei. Fui completamente absorvida pela história das mulheres desta família. Diferentes gerações de amores e desamores, de determinação e caráter, de entrega e sacrifício, de astúcia e resistência, mas também de liberdade. A escrita é envolvente, convidativa e arrebatadora. Tudo ao mesmo tempo.
I loved it. I was completely absorbed by the history of the women in this family. Different generations of loves and misfortunes, of determination and character, of surrender and sacrifice, of cunning and resistance, but also of freedom. The writing is engaging, inviting and breathtaking. All at once.
3,5* A história de uma família italiana que emigra para a Bolovia. A história é narrada por uma neta e cobre o sec. XX não só no que se passa na Bolivia mas na Europa
3,5* A história de uma família italiana que emigra para a Bolovia. A história é narrada por uma neta e cobre o sec. XX não só no que se passa na Bolivia mas na Europa
Esta é uma típica saga familiar que nos envolve do princípio ao fim, povoada de aventuras, segredos e fantasias. Contada na primeira pessoa, é uma história envolvente em que as mulheres têm o papel principal, caracterizadas pela sua coragem, frontalidade e orgulho tanto nas suas terras como na suas origens. Saliento como as minhas personagens preferidas Fiore, a narradora, e Victoria Francesca a sua avó porque para além do sentido de humor têm o que se chama "pêlo na benta"! Ao longo de diferentes gerações ficamos a conhecer para além da história familiar, a história de um país: a Bolívia. Conjunturas políticas importantes são aqui descritas pormenorizadamente o que faz com que aprendamos ainda mais sobre esse país que deve ser fantástico. À medida que fui avançando na leitura fui encontrando semelhanças com o livro "Como água para chocolate" de Laura Esquivel que é igualmente um livro encantador.
Este é um livro bem estruturado e bem escrito, tipicamente sul americano, ou seja, quente e envolvente. Aconselho!
É um retrato contado pela 1ª pessoa, de uma familia onde o feminino tem uma posição essencial. Não dei 5* porque não faz o meu genero e porque há situações em que a narrativa não acompanha o espaço temporal,por exemplo, vemos o nome de valentina no decorrer do livro em divagações, quando ela aparece apenas no fim do mesmo, dei por mim imensas vezes a questionar-me "mas quem é a valentina afinal? E o que é que ela tem a ver com o caso?"
Um tipo de escrita diferente, que custa a entranhar, com ações na história que vão e vêm, tendo de se fazer um esforço para acompanhar tantos bisavôs, avós, pais, filhos, bastardos, etc...
A cerca de 40% da história, esta começa a tornar-se mais interessante e começamos a gostar das personagens e das suas personalidades muito, muito próprias e até secretas.
Uma leitura doce como o chocolate. A saga de várias gerações de mulheres da mesma família, amores, lutas, vitórias, amarguras. Os prazeres secretos da cama e da mesa