No começo achei estranho um livro técnico ser todo dialogado. Fiquei pensando: nossa, parece aqueles livros didáticos para crianças. Mas depois me acostumei com a linguagem e entrei no jogo de escrita de Roger-Pol Droit. Então fiquei sabendo que a intolerância se tornou maior quando se iniciaram as religiões monoteístas, que não admitiam cultos de outros deuses e se tornou ainda maior quando, o cristianismo sob a égide do Império Romano, se tonou católico, que quer dizer "universal". Mas o mais interessante é que a origem da tolerância moderna também está na religião monoteísmo, ou seja, na frase de Cristo, quando diz "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". O mundo globalizado acirra as rusgas entre as pessoas pois, mais do que nunca, elas são colocadas em conflito com opiniões e crenças muito diferentes da sua, principalmente no âmbito da internet e nas redes sociais. Droit também destaca a importância da intolerância quando se trata de cercear o direito de opinião de outras pessoas. Para ele, é preciso saber quando lançar mão da tolerância e quando se mostrar intolerante, devido à moral e valores vigentes na sociedade, sem que, no processo se extinga a possibilidade de opinar dos indivíduos, mas que também essa opinião não acabe por embotar outras pessoas.