"A segunda-feira pode ser uma provação ou um desafio. Para os leitores de Eliane Brum, jamais será um tédio. Logo pela manhã, eles encontram um olhar surpreendente sobre o Brasil, sobre o mundo, sobre a vida – a de dentro e a de fora. Eliane pode escrever sobre a Amazônia profunda, como alguém que cobre a floresta desde os anos 90; ou pode provocar pais e filhos, com uma observação aguda das relações familiares marcadas pelo consumo; ou pode apalpar as formas de um Brasil cada vez mais evangélico; ou pode refletir sobre a ditadura da felicidade, que tanta infelicidade nos causa. Ela pode contar de Aaron Swartz, o gênio da internet que não queria ser milionário; de Eike Batista, um "superpai" muito diferente do pai do Thor da ficção; de como Lula esqueceu-se de que é perigoso gostar tanto assim de adulação. Ou pode alinhavar delicadezas ao testemunhar o momento exato em que uma criança descobre que até as meninas quebram. Parece até que não é uma Eliane só, mas muitas. O que não muda são a profundidade e a seriedade com que ela trata cada tema. O que não é surpresa é seu enorme talento para enxergar muito além do óbvio. Nas segundas-feiras de Eliane Brum, a vida pode ser tudo, menos rasa. Menos lugar-comum. Essa combinação rara transformou sua coluna de opinião no site da revista Época em um fenômeno de audiência. Este livro reúne seus melhores textos e dá ao leitor uma fotografia do nosso tempo, visto pelo olhar de uma repórter que observa as ruas do mundo disposta a ver. E que escreve para desacomodar o olhar de quem a lê."
Eliane Brum é escritora, jornalista e documentarista. Uma das repórteres mais premiadas da história do Brasil, em 2021 recebeu o prêmio Maria Moors Cabot, da Columbia University, pelo conjunto de sua obra. É idealizadora, fundadora e diretora de redação da plataforma trilíngue Sumaúma – jornalismo do centro do mundo, baseada na Amazônia, e colunista da seção de internacional do jornal espanhol El País. Publicou 9 livros e dirigiu quatro documentários.
Eliane Brum is a writer, journalist, and documentary filmmaker. One of the most highly awarded reporters in Brazil’s history, she received the Maria Moors Cabot Prize from Columbia University in 2021 in recognition of her body of work. She is the creator, founder, and editor-in-chief of the trilingual platform Sumaúma – Journalism from the Center of the World, based in the Amazon, and a columnist in the international section of the Spanish newspaper El País. She has published nine books and directed four documentaries.
Sempre termino os livros da Brum com um quentinho no coração e olhos marejados. Ela escreve de um jeito tão único que fica até difícil de descrever. Que sorte temos de viver na mesma época que ela.
Esse livro estava na minha prateleira “to read” há literalmente anos. O que me motivou a lê-lo foi a leitura recente de um livro que amei, também construído a partir da compilação das publicações de uma coluna de jornal: o Modern Love de Daniel Jones, cuja coluna que o inspirou é a homônima publicada do New York Times. Essa mesma coluna também inspirou a série de sucesso da Amazon. O livro de Eliane Brum, no entanto, não me cativou. Acho que uma coisa que me fez gostar muito do livro Modern Love foi o fato de que a voz era totalmente do leitor, eles narravam a própria história em primeira pessoa. Essa pluralidade não acontece na coluna de Eliane Brum, toda entrada é sob o ponto de vista dela. Nada mais justo, afinal a coluna é dela. Acho que isso não seria um problema se eu tivesse me identificado com a autora, mas achei a coluna enfadonha, cheia de ideias ultrapassadas e problemáticas que tentam se vender de maneira despretensiosa mas que carregam consigo um quê de lição de moral. Aqui talvez caiba uma ressalva: é preciso considerar que os textos já estão com mais de 10 anos. Esse livro vai inaugurar a minha prateleira did not finish - sumiu do meu kindle e não vale a pena o resgate, eu provavelmente levaria MESES para terminar.
Um bom livro, Eliane é capaz de atravessar o leitor com sua palavra de forma ímpar na literatura atual. No entanto, preferi os romances dela do que essa reunião de colunas. Uma história ou outra chamam atenção, mas nada que tenha me saltado aos olhos ou me deixado sem respirar como no livro Uma/Duas. Esse sim, é o tipo de livro que te marca pra vida. Este aqui, será rapidamente esquecido
Queria gostar mais, mas apesar de algumas das crônicas terem o brilhantismo que conheço da Eliane e serem informativas e atuais, teve outras que não envelheceram bem, e algumas bem pedantes e chatinhas mesmo.
Recomendo caso você esteja disposta a pular algumas e passar o olho por outras, porque as boas ainda assim são muito válidas.
Eliane escreve muito bem e tem uma vivência que permite tanto ter experiências importantes para partilhar quanto esmiuçar situações cotidianas. Não é feliz sempre, pois às vezes é muito combativa ou pseudorrevolucionária, a meu ver. Contudo, é um bom exercício de reflexão.
Meu segundo livro da autora, o primeiro foi O Mundo que não se vê. Apesar de um iniciante no trabalho da jornalista, gosto muito do seu estilo. Parafraseando o que ele diz no livro, o objetivo não é nos dar certeza, mas adicionar dúvida e incômodo. Pois assim, podemos viver várias vidas.