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A Redenção do Anjo Caído

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Após refletir sobre a Batalha da Queda dos Anjos e outros eventos ocorridos em sua longa existência, Lúcifer conclui que é inútil continuar lutando contra a onipotência, onisciência e onipresença do Altíssimo. Decide então se render e, com esse intuito, vai ao Paraíso, onde Deus lhe faz uma proposta: para ter chances de ser perdoado, ele deverá vir a Terra, na condição de mortal, e, aqui, precisará conviver e fazer algo bom pela humanidade que tanto despreza.

No mundo dos homens, o Anjo Caído buscará sua redenção.

E conhecerá o verdadeiro inferno.

311 pages, Kindle Edition

Published September 4, 2016

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About the author

Fabio Baptista

16 books5 followers

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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Claudia Roberta.
2 reviews
September 9, 2016
http://entendeuouquerqueeuresenhe.blo...

Confesso que quando comecei a ler A Redenção do Anjo Caído, pensei: mais um livro sobre anjos. Não, não é mais um livro sobre anjos. É o livro. Melhor ou pior? Isso cabe a cada leitor decidir, mas posso contribuir compartilhando minhas impressões.

A saga do carismático Lúcifer divide-se em etapas bem definidas, como degraus desordenados: Paraíso, Inferno, Terra. Conforme o protagonista entra em um mundo, nota-se logo uma clara mudança de “pegada” no tom da narrativa. Tudo se transforma, o tempo todo, no universo do maior dos anjos.

Ao longo dos capítulos, consegui fazer uma interessante associação entre os acontecimentos narrados e os quatro elementos: ar, terra, água e fogo. Diz o autor que não foi intencional, mas está lá, os símbolos em quase todos os parágrafos, marcando a queda, o despertar e a esperada redenção do anjo caído.

Os personagens são construídos de maneira linear, tecidos com os fios delicados de fantasia e cerzidos com resistente e áspero material cotidiano. Não há como não se sensibilizar com a personagem Gisele, a Giza. Encantadora malandrinha, o contraponto de Lúcifer. Misturados a anjos e demônios, surgem outros personagens bem simpáticos, sempre muito bem caracterizados, que me pareceram tão familiares como, por exemplo, a senhora da barraquinha de hot dog.

Como definir Lulu, digo, Lúcifer, na sua trajetória terrena? Creio que essa será uma experiência bastante particular do leitor. O mais provável é que você encontre um anjo caído com tantas facetas, mesclando instintos de vingança, proteção e retomada de poder, que desista completamente de qualquer definição.

Algumas passagens do livro beiram ao drama. Não, pensando bem, comem o drama pelas beiradas. Parágrafos inteiros abordam o caos externo e interno, com habilidade e talvez, como já disse alguém, toques de sadismo. O lado triste, infeliz, a parcela que nem o inferno aceitou. E não serei eu que revelarei se o autor poupou ou não as criancinhas.

Há também momentos de poesia, com direito ao contraste da delicadeza da borboletinha amarela com um homem de proporções rinocerônticas. É melhor não se focar muito nessas passagens ou se arriscará a rotular o autor de “fofolete”.

Uma das passagens mais comoventes do livro mostra que o Príncipe dos Anjos, apesar de toda a sua trajetória infernal, mantém a essência de criação divina, chegando a reconhecer a possibilidade de se aproximar dos seres humanos, os usurpadores do amor de Deus.

(...) sensação de que talvez não fosse assim tão difícil gostar dos humanos.

A parte mais, digamos assim, terrena do romance foi a que mais me agradou. A identificação com os personagens e seus conflitos foi imediata. Por isso, senti um certo alívio quando notei que o autor não se alongou demais nos pormenores infernais. Chega a queimar, mas passa.

A afiada caracterização dos personagens e a ótima descrição das relações criadas no novo cotidiano de Lúcifer fizeram com que eu me aproximasse mais da trama, e olhando bem de perto, ninguém é normal, nem o diabo é tão feio quanto dizem. E assim que assume o lado endiabrado, o leitor é capaz de apertar as mãos do narrador e dizer – Estamos juntos nessa!

Portanto, leitor, não se espante se, lá pela metade do livro, você se pegar torcendo pelo demônio. Aquiete o seu sentimento de culpa dizendo que, afinal, antes de tudo, Lúcifer é um anjo criado por Deus. Talvez isso funcione. Comigo, funcionou bem.

Fabio Baptista também nos brinda, vez por outra, com cutucadas nem sempre sutis, em meio a frases irônicas e clichês bem colocados, despertando sentimentos tão humanos, daqueles que nos levam do céu ao inferno. A perda de um amor, a morte de um amigo, a traição inesperada provam que nada mais será o mesmo, assim que se virar a página:

(...) mesmo que uma ferida daquelas que demoram a cicatrizar estivesse aberta e as coisas estivessem um pouco (um pouco que incomodava muito) diferentes do que eram antes.

Adorei acompanhar a saga de Lúcifer, sua personalidade bipolar (anjo/demônio), ora caindo no drama, no inferno das emoções mais densas e rasteiras; ora tinindo em ironia e até revelando sentimentos e reações que chegam a comover a mais insensível Claudia, digo, pedra.

Apesar de tudo (sono, cansaço, as pragas do Egito reunidas, o apocalipse que é a vida de uma mãe de adolescente), não consegui parar de ler até chegar ao último ponto. Simples assim, gostei mesmo do livro, embora tenha praguejado algumas vezes contra o autor. Depois ele ainda se pergunta por que o Cupido está de mal...

Segundo consta nos autos, lendários ou não, o romance foi concluído sob algumas ameaças de morte. Valeu a “pena” do escritor e todas as noites insones. A cada página, a crescente curiosidade supera qualquer resistência ao tema anjos e demônios.

Quem quer conhecer o destino do anjo caído, levanta a mão, digo... vai ler o livro!

Sai quando nas livrarias?

Cotação: *****


Adquira para leitura em:

http://tinyurl.com/z7e2h89
Profile Image for Laís.
Author 7 books7 followers
October 24, 2016
Resenha do blog Sonhos, Imaginação & Fantasia.

Há muito tempo, Lúcifer reuniu seguidores e se insurgiu contra Deus, visando tomar seu lugar. A empreitada foi mal sucedida e Lúcifer foi atirado ao Inferno junto com seus seguidores, onde continuou a traçar planos para vencer o Altíssimo e tomar seu lugar. Entretanto, após tanto pensar, concluiu que, sendo Deus onisciente, qualquer tentativa estaria fadada ao fracasso, e por isso decide pedir perdão. Deus então lhe faz uma proposta: Lúcifer será perdoado e todos os seus pecados esquecidos se ele aceitar permanecer na Terra como um humano e, nesta condição, fazer algo de bom pela humanidade.

Lúcifer desperta em São Paulo como um mendigo e, desorientado e sem saber por onde começar, recebe a ajuda de Gisele, uma garota de dez anos que se vira muito bem entre os sem-teto. Dessa forma, enquanto procura pensar em um meio de começar a fazer algo de bom pela humanidade, vai aos poucos se metendo nas intrigas dos mendigos e se afeiçoando a Gisele.

Nos primeiros capítulos, A Redenção do Anjo Caído não se mostra uma história tão diferente de outras sobre anjos que vemos por aí. O leitor é apresentado à história que todos conhecem sobre a batalha no Paraíso e a queda de Lúcifer (e acredito, inclusive, que o livro se alongou um pouco nessa parte). Isso muda, entretanto, quando chegamos à parte da prova de redenção de Lúcifer. Colocá-lo em um cenário brasileiro, em uma jornada quase solitária, foi uma sacada interessante, que fez com que esta não fosse só mais uma história sobre os anjos e suas batalhas grandiosas. Gostei bastante de acompanhar a forma como Lúcifer vai descobrindo nosso mundo como um mortal e se enredando cada vez mais nas picuinhas dos humanos e em uma trama de conspiração e poder, usando principalmente de sua astúcia para chegar aonde quer — pois tomou o desafio de fazer algo pela humanidade como algo pessoal, que pretende cumprir à sua maneira.

Para isso, o cenário urbano foi muito bem caracterizado — e utilizado. Alguns dos personagens apresentados são bastante críveis, e embora não houvesse demanda para que todos fossem explorados a fundo, me convenceram como pessoas que têm seus sonhos e enfrentam seus problemas, como todo ser humano. O mesmo não aconteceu no caso dos anjos e dos demônios, e, embora eu saiba que são criaturas diferentes, que talvez não tenham as mesmas necessidades e forma de pensar dos humanos, senti falta de uma caracterização mais sólida, menos estereotipada em alguns casos. A única exceção é, claro, Lúcifer.

A narrativa é em terceira pessoa, onisciente. Apesar de um pouco pomposa no início, muda o tom quando o cenário passa a ser a Terra, e é ágil e descritiva na medida certa, me fazendo visualizar o cenário sem me tirar da história. Porém, achei que algumas frases ficaram um pouco longas demais e faltou mostrar mais, em vez de contar, em algum trecho ou outro, o que às vezes me deu a sensação de estar vendo a história de longe em vez de ser atirada na mente dos personagens. Os diálogos foram bem construídos (cada personagem tem seu padrão de fala bem definido) e, muitas vezes, foram responsáveis por trazer alguns dos momentos mais engraçados da história. Aliás, fiquei com a sensação de que o livro tinha a intenção de ser um pouco satírico, desde a ironia quase constante de Lúcifer até as torturas absurdas e exageradas que os demônios impõem uns aos outros.

O final (especialmente no caso das cenas de ação) ficou um pouco corrido, mas fugiu dos caminhos mais óbvios e me agradou. A revisão ficou muito boa: só tropecei em um ou dois errinhos de digitação ao longo de toda a história. Em resumo, A Redenção do Anjo Caído me agradou bastante, apesar de ter seus defeitos, e é uma boa pedida para quem quer uma história de anjos que fuja da maioria dos clichês.
Profile Image for Mayumi.
847 reviews22 followers
March 5, 2017
Duas citações (ali no spoiler) que eu gostei. Mas eu gostei muito mais do livro do que essas duas citações. Não escrevi sobre ele quando deveria e agora o momento se foi. Ainda vou reler esse livro para poder escrever a resenha que ele merece.

Displaying 1 - 4 of 4 reviews

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