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MASAOKA SHIKI Insectos de verão tombam mortos sobre o meu livro.
A poesia japonesa tem cor, cheiro, som e movimento, e que muitos destes poetas conseguiam transmitir isso tudo em apenas três versos é realmente magnífico.
ARAKIDA MORITAKE Vejo uma flor caída voltar para o ramo. Ah! Uma borboleta.
É uma poesia de contemplação mas também de instrospecção, já que muitas vezes a natureza espelha estados de alma ou serve de refrigério.
ONO NO KOMACHI A cor da flor desvaneceu-se, enquanto eu contemplava em vão a minha passagem por este mundo.
MASAOKA SHIKI Solidão – após o fogo de artifício uma estrela cadente.
Os meus preferidos parecem legendas de quadros ou curtas instruções com que conseguimos pintá-los na nossa imaginação.
KAWAI SÔRA Como um floco leve ou a névoa azul da manhã, este mundo de orvalho.
“A Pedra-Que-Mata” é uma antologia que abarca cerca de 1300 anos de poesia japonesa, desde os primeiros séculos da nossa era até meados do século XX, que recomendo a quem queira ter uma perspectiva geral do que se escreveu no Japão ao longo dos tempos, ou a quem queira ficar realmente zen durante uns minutos.
KONISHI RAIZAN Raparigas a plantar arroz: apenas a sua canção fora da lama.
De entre todos estes autores, o meu favorito é Kobayashi Issa, de quem já tinha lido um livro admirável antes, “Primeira Neve”.
Quando eu morrer, vem guardar-me o túmulo, ó grilo!
Um mundo de orvalho: contudo dentro das gotas de orvalho, guerras.
"Mil anos, disseste, quando os nossos corações se fundiram. Olho para a mão que seguraste e a dor é difícil de suportar."
Senhora Heguri
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"Como um floco leve ou a névoa azul da manhã, este mundo de orvalho."
Kawai Sôra
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"O vento nos pinheiros sopra dia e noite aos ouvidos do cavalo de pedra no santuário da montanha onde nenhum homem reza."
Ishikawa Takoboruku
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O momento das nossas vidas em que lemos um livro influencia a nossa experiência, influencia a fruição e o desabrochar de relações (curtas ou douradoras): e os lugares não são menos importantes nesta equação. Estas dinâmicas são um pouco como um haiku — que pretende criar uma impressão do aqui e do agora; lugar, tempo e objecto formam uma unidade fechada, circunscrita e bem delimitada. Li "A Pedra-Que-Mata" no mais idílico dos paraísos: um lago de carpas, uma pequena cascata que compunha o pano de fundo; o uivo dos ventos a atravessar as folhas dos plátanos e das árvores de fruto; um corvo que voava alto e silenciosamente e um segundo corvo que crocitava ao contornar os ramos. A névoa ocasional, a chuva (ora fina, ora torrencial).
(Se estas palavras não convencem alguém a pegar neste livro e a correr com ele para dentro de uma floresta, não sei o que mais poderá ser alegado.)