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Fredo

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Fredo conta a história de Adolfo Maria, um jovem do interior que se muda para Lisboa à procura de um lugar para ser diferente, e a história de Fredo, um homem que teve quatro famílias e morreu sozinho. Dois mundos que se tocam, duas histórias em contramão. É um elogio aos heróis que nunca foram cantados, aos amores sem testemunho, às mortes solitárias. «Decidir cada passada é maçador, implica coragem e ousadia, implica uma determinação que transforma a viagem em algo verdadeiramente nosso, com um corpo, com memória, com presença. Implica pensar com os pés. Atravessar um quarteirão, ou uma vida, sem a cabeça nos pés, é caminhar para esquecê-lo. Mais fácil.»

292 pages, Paperback

First published July 1, 2016

2 people are currently reading
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About the author

Ricardo Fonseca Mota

10 books30 followers
Ricardo Fonseca Mota nasceu em Sintra em 1987, cresceu em Tábua e acabou de crescer em Coimbra.
O seu primeiro romance "Fredo" (2016) venceu o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís em 2015, foi semifinalista do Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa em 2017.
"As aves não têm céu" (2020) é o seu segundo romance, vencedor do Prémio Ciranda 2021 e semifinalista do Prémio Oceanos 2021.
Publicou também "Germana, a begónia" (2019), "A mão e a grandeza" (2023), "Almagre" (2024), "Salvar o tempo" (2024) e "Canção para enganar a morte" (2025).
Formado em Psicologia pela Universidade de Coimbra, é autor, psicólogo clínico e promotor cultural.

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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for São Palma.
82 reviews15 followers
March 31, 2019
Um livro que adorei. Algo, no entanto, que não sei muito bem o que é, me impede de dar as cinco estrelas. Aquela sensação de que algo falhou, embora tenha achado o romance excelente. Daí as 4 estrelas. quando se dá 4 estrelas significa que se gostou muito de um livro. Mas a questão aqui é que estive indecisa entre as 4 e as 5, mas no momento de decidir, não consegui dar as 5. Comparei com outros romances aos quais já dei 5 e achei que houve aqui qualquer coisa que não me deixou dar as 5 estrelas. Não sei se foi um não querer encarar a realidade e aceitar que certas coisas são como são, partindo do princípio que há aspectos na história que eu gostaria que tivessem sido diferentes por estar ligada a uma fantasia do "devia ser assim", ou se foi por outra coisa qualquer, mas o certo é que por mais do que uma vez senti um amargo na boca ao pensar "será está a realidade?"

Spoiler: Sinceramente, pensando na história como se fosse real (ás vezes temos que pensar na possibilidade das acções serem reais ou semelhantes a algo que tenha efectivamente acontecido) entristeceu-me o facto do Fredo ter abandonado totalmente a família Allfonseca. Afinal, tinham-no acolhido e cuidado dele e gostavam dele, especialmente o Mário e a Amélia, tendo os restantes também já se afeiçoado. Podia ter preferido seguir a sua independência sem ter deixado de ter contacto com eles. Talvez os membros mais conservadores da família tivessem insistido e virado as costas se dissesse que não queria seguir os negócios da família. Mas nunca o Mário. E a Amélia também iria certamente compreender. Não me agradou... Mas fazia parte de uma personalidade própria.

Também foi com uma amargura forte que encarei algo que sei ser real e que às vezes queria que fosse diferente: é impossível uma mãe e um filho adolescente e jovem adulto que vivem longe desde a infância dele terem um vínculo forte e uma cumplicidade vincada. Quando se encontraram pareciam dois estranhos. Consolou-me o facto de ao final do dia as coisas já estarem bem melhores e do Adolfo Maria sentir que não era tarde para ele e a mãe... Ao menos isso..

Enfim, simpatizei com ambas as personagens (Fredo e Adolfo Maria) mas senti que a solidão em que ambos viviam podia ter sido um pouco menor se tivessem tido outra atitude na vida. No caso do Fredo, não se ter afastado da família que os acolhera , e no caso do Adolfo Maria ter-se aproximado mais cedo da mãe. Talvez não seja fácil para um jovem perceber o quanto é difícil para uma mãe nas circunstâncias da dele se aproximar e querer estar mais presente. Afinal, fora ela que partira, por mais razões que tivesse, afinal, ele sempre tinha conhecido a avó paterna como a única pessoa que lhe dava carinho maternal, afinal, ela tinha-o deixado para trás. É complicado para um jovem perceber que na maior parte das vezes, quando uma mãe parte dá um salto no escuro. Não sabe o que vai encontrar, pode vir a passar fome, a dormir na rua e sabe que deixa o filho na estabilidade que já tem, no ambiente que conhece, e , afinal, tinha uma avó que se preocupava.

Mas já estou a divagar demais. Gostei do livro, gostei da forma como se encadeiam as diferentes histórias... Enfim, se dou 4 estrelas é sinal de que gostei muito. Valeu.
Profile Image for Ana Maria.
35 reviews
February 2, 2020
Histórias que se cruzam sobre o personagem principal, Fredo. Muito bem escrito e muito comovente. O melhor e o pior dos homens.
Profile Image for Rui Vais.
1 review2 followers
September 26, 2016
Com uma escrita surpreendentemente rica, Ricardo Mota leva-nos, através da estória de Fredo, a nós situarmos entre o melhor e o pior que a sociedade nos tem para oferecer. É uma obra magnífica!
Displaying 1 - 4 of 4 reviews

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