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Ventos do Apocalipse

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Esta novela cuenta la mayor tragedia acaecida al pueblo mozambiqueño en las últimas dé la Guerra Civil. Destrucción. Miseria. Sufrimiento. Humillación. Odio. Superstición. Este es el dantesco escenario que encontramos en Vientos del Apocalipsis. Las palabras, crudas, incisivas, delirantes de la autora nos llevan a cuestionarnos cuánto hay de ficción en esta narración apocalíptica, en la que la guerra más absurda la viven dos pueblos, los mananga y los macuácua, que ignoran quién los ataca y quién los defiende.

296 pages, Paperback

First published January 1, 1993

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About the author

Paulina Chiziane

17 books225 followers
Paulina "Poulli" Chiziane (born 4 June 1955, Manjacaze, southern province of Gaza, Mozambique) is an author of novels and short stories in the Portuguese language.
She studied at Eduardo Mondlane University, Maputo. She was born to a Protestant family that moved from Gaza to the capital Maputo (then Lourenço Marques) during the writer's early childhood. At home she spoke Chopi and Ronga.
Chiziane was the first woman in Mozambique to publish a novel. Her writing has generated some polemical discussions about social issues, such as the practice of polygamy in the country. For example, her first novel, Balada do Amor ao Vento (1990), discusses polygamy in southern Mozambique during the colonial period. Related to her active involvement in the politics of Frelimo (Liberation Front of Mozambique), her narrative often reflects the social uneasiness of a country ravaged and divided by the war of liberation and the civil conflicts that followed independence.
Her novel "Niketche: Uma História de Poligamia" won the José Craveirinha Prize in 2003.

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102 (45%)
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39 (17%)
2 stars
11 (4%)
1 star
2 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 36 reviews
Profile Image for Lidia.
79 reviews21 followers
February 15, 2018
This book feels like a knife slowly turning inside your stomach. It's about the civil war that last 15 years in Mozambique, but it's written from the point of view of those who know nothing about that war. Tolstoy said that in order to write something universal it's enough to write about your own village. This is what Chiziane does and here we have access to the old selfish darkness that exists inside each human being. Pungent and beautifully written.
Profile Image for Ana.
Author 21 books104 followers
August 28, 2022
4,5 estrelas
Este foi o primeiro romance que li desta escritora, depois de ter ficado imensamente interessada na sua obra quando vi uma pequena entrevista que deu logo após receber o Prémio Camões. E acreditem, não desiludiu!
Uma escrita rica, envolvente e fascinante, que nos transporta para África e para os seus povos, para a sua história, de Moçambique e não só. É uma perspectiva muito diferente, muito recheada de respeito, conhecimento e, ao mesmo tempo, crítica.
De Moçambique já li Mia Couto, que também carrega as suas histórias e personagens com as raízes, mas Paulina Chiziane vai mais além neste livro.
É realmente uma viagem, uma aprendizagem ler este livro, viver estas personagens e conhecer o que os move, o que os distingue. Não percebemos se se trata de algo passado no presente ou num futuro próximo, mas essa ambiguidade é uma parte integrante da própria história, pois se em momentos pensamos "não, isto não poderia ocorrer nos dias de hoje", rapidamente percebemos que "sim, podia".
Além disso a própria prosa é uma experiência sensacional. Fartei-me de marcar passagens que adorei.
Sem dúvida um livro que me marcou e uma autora cuja obra pretendo revisitar em breve. Aconselho sem reservas.
Profile Image for Anna Pardo.
334 reviews57 followers
February 1, 2025
Un relat esfereïdor i d'extrema crueltat. Una lectura dificil i incòmoda, que no és més que la realitat que, des del nostre estat del benestar, intentem mantenir als marges.
Profile Image for Eliana Rivero.
862 reviews82 followers
August 17, 2021
#44. El libro de tu TBR con la portada más fea. Pop Sugar Reading Challenge

Esta no es una novela de personajes, porque todos sufren y se desdibujan en el sufrimiento. Esta es una novela de la historia de un pueblo y de todos los pueblos asolados por la guerra, la miseria, el hambre y la pobreza. Es posible que conozcamos miles de países y pueblos que pasen por lo mismo, pero nunca lo entendemos hasta que algo así pasa en nuestra realidad.

"Vientos del apocalipsis" es una obra en donde se ve lo más bajo y lo más bello de los seres humanos. Vemos abuso de poder, injusticia, crueldades y bajezas, pero también vemos belleza, amor, ternura, compasión y esperanza (de esta muy muy poca). Chiziane narra con honestidad, pero también con un lenguaje poético en donde la naturaleza, los ancestros y la simbología del pueblo están presentes más allá de la miseria.

Este es un libro crudísimo, arrollador, incluso desesperanzador, pero quizá universal. Porque, si lo pensamos, el sufrimiento que pase en un país o pueblo, puede pasar en cualquiera.
Profile Image for Rita Tomás.
124 reviews9 followers
January 16, 2022
Violento, pesado, difícil, sabe a terra, a fome e a uma guerra que está no meu imaginário, mas que em outras pessoas ficou no corpo.
Profile Image for Jo.
159 reviews20 followers
February 3, 2017
This book left me emotionally drained. The story of a village that goes through drought, famine, and war, the fragmented stories of lives that are pulled apart and joined back together in new and brittle ways, the plight of the refugees, the brief solace, only for disaster to strike again. "Winds of apocalypse" indeed, but also an essential read to understand what it is to have everything taken away, and how hard it is to hang on to your humanity in the process.

"Ah, pobreza deste povo. Mataram os velhos, mataram os novos. O povo não tem biblioteca e nem escreve. A sua história, os seus segredos residem na massa cinzenta dos antigos, cada cabeça é um capítulo, um livro, uma enciclopédia, uma biblioteca. As cabeças foram decepadas e em breve será o enterro. Semearemos entre as pedras os segredos da vida e da morte, a sabedoria da água e da nuvem. Reina em nós uma escuridão absoluta"

"Cessaram os choros. O terror cedeu o lugar à passividade e o povo deixa-se conduzir como cordeiros para o último destino onde não há princípio nem fim. As lágrimas já não sáo líquidas, cristalizaram, riscam, sangram.
Mas dizem que a vida é bela do lado de lá. Dizem que o céu é mais azul e as nuvens verdadeiras. Do lado de lá, a floresta é pasto, come-se pão de qualquer bananeira, de qualquer papaeira. Dizem que cada arbusto é fonte, bebe-se seiva da palma, de cana e de caju. Do lado de lá há sorrisos e risos e os cansaços repousam no regaço da terra, dizem."

"Olha para o quadro que se desenha à sua frente: veado, leoa e homem, todos juntos morrendo na batalha do alimento. As três vítimas são transportadas para o esconderijo. Dos veados aproveitou-se a pele e a carne. Da leoa tirou-se a pele. O homem foi simplesmente enterrado, a morte do homem é sempre inútil."
Profile Image for Felipe Vieira.
787 reviews17 followers
July 27, 2022
#LeiaAutorasNegras

3,5

Esse livro faz jus ao título porque só acontecem desgraças nessa história. Os momentos felizes são bem raros. É cada lapada que você leva na cara que a coisa fica feia.

Eu adorei a escrita da Paulina Chiziane. É um livro bem escrito e bem poético, mas não posso negar que algumas vezes fiquei meio perdido com a construção da história. No começo do livro você acha que a história é de um tipo, mas não é bem aquilo. Ela fala de alguns personagens e depois só fala deles quando acontece algo específico e importante. Alguns personagens apresentados não tem a história bem desenvolvidas.

Apesar disso é uma jornada bem legal de se acompanhar. Apesar de toda desgraça. Há passagens lindas no livro também. Fica a recomendação de leitura de uma autora africana.
Profile Image for Ana Dias.
138 reviews7 followers
April 8, 2023
Achei um estilo de escrita bonita e em algumas partes fez-me lembrar Saramago. Mas a história não me cativou, achei confuso de se seguir e saber qual a relevancia das diferentes personagens.
Profile Image for Agnes.
177 reviews4 followers
September 5, 2020
somos um bando de desgraçados sem antes nem depois.
caralho.
bom, desde o prólogo que o livro me pegou de jeito. a escrita da chiziane me fascinou bastante, tem uma simplicidade sintática construindo imagens e um ritmo de narrativa meio impressionante e que eu não sei explicar muito bem além disso, que também qualquer coisa reduz um tanto a experiência da leitura. é uma história de guerra, e acho que por mais que se saiba, a gente nunca tá preparada pra narrativa. uma quantidade significativa da história se passa numa aura meio atemporal, com uma sensação de história épica (sem "os grandes herois", embora) e uma relação evidente com histórias bíblicas (já do título, obviamente). e é só lá pelos 70% (li o ebook) que a gente localiza mesmo essa gente no tempo. antes disso, a impressão é de uma história da humanidade que se repete: a guerra, a fome, a violência. desgraça sem fim. a corrupção humana. enfim. depois disso, chiziane fala em colonização que não chega necessariamente a ser herança, porque simplesmente não terminou nunca, mas se repete com a aniquilação da história e da cultura do povo colonizado, "salvo", que precisa de "ajuda"; fala em rádio; helicóptero; filantropos que chegam com muita vontade. e indiferente do tempo, o que fica é o eco: "a sobrevivência humana naquelas condições tão inóspitas é um mistério." (e dos poucos que sobrevivem, menos ainda são capazes de relatar o horror articulado pelo homem: crianças que veem a família ser brutalmente assassinada; a criança que carrega a cabeça da mãe sem entender porque ela não fala, porque a mão não se mexe carinhosamente; a mãe que precisa assassinar o próprio bebê pra que os assassinos não encontrem a todos; a alegria de enterrar alguém há muito em sofrimento; honrar a morte pra honrar a vida)
não acompanhamos a história de ninguém em particular - e, de toda maneira, o povo oprimido nunca é representado como puro e plenamente bom, tem também seus defeitos, são alvos de crítica na narrativa, são complexos e estão em relação com um universo também complexo. protagonista é a guerra e o sofrimento. as muitas pessoas desgraçadas que acompanhamos partilham da mesma dor: "ver com os nossos olhos a cor da morte é qualquer coisa especial, difícil de escrever, senhora enfermeira. é como voar sem sentir o peso do corpo. é como sentir a alma a desprender-se da gente como nos sonhos. eu sentia-me como uma morta viva baloiçando no vácuo. todos nós parecíamos folhas do outono na ceifa do vento."; "escutou os seus delírios na hora da morte. deu-lhe a felicidade de uma morte digna ao lado de um ser semelhante."; dos veados aproveitou-se a pele e a carne. da leoa tirou-se a pele. o homem foi simplesmente enterrado, a morte do homem é sempre inútil."
é protagonista a eterna peregrinação em busca de um pouco de paz, que é sempre breve, brevíssima. num mesmo parágrafo passamos de uma geração a outra, evidenciando tudo o que se perde, como esquecemos rápido. mas curiosamente também da impossibilidade de esquecer, porque com esse breve lapso, damos espaço para que os horrores se repitam.
e a aldeia do Monte recebe o seu baptismo de fogo.
Profile Image for Célia Gil.
875 reviews39 followers
February 16, 2022
Chiziane, vencedora do Prémio Camões 2021, é uma excelente contadora de “estórias”. Nesta obra, a autora recria um cenário ficcional do resultado que as longas e sucessivas guerras de Moçambique terão tido nos povos Mananga e Macuácua, vitimados pela violência, a fome e a morte. E é de forma dura que retrata a seca, a fome, a guerra, o fogo, o desespero, a loucura, a morte, a perda de valores – o apocalipse. Conta-nos sobre o momento em que, tendo a natureza deixado de ser feliz, também os homens se tornaram infelizes: “A terra abre violentas fendas ávidas de água. Será necessário desabar o céu inteiro para dar de beber à terra e aos homens com ela.” (pág. 24). Mesmo perante a “decadência do mundo, o desnudar da terra” (pág. 55), ou quando “a morte das árvores vaticina a morte dos homens” (pág. 66) e “o silêncio de sepultura” toma conta dos caminhos de areia enegrecidos, dos “campos calcinados” (pág. 95), estes homens carregam dentro de si a esperança, demonstrada através dos cânticos que erguem aos céus, onde estão os seus queridos defuntos, porque “dentro de cada homem há soldados nobres que combatem” a dor (pág. 117). Esta força, não a vão buscar aos livros nem às bibliotecas, que não têm, vem de uma herança dos seus antepassados, pois “os seus segredos residem na massa cinzenta dos antigos, cada cabeça é um capítulo, um livro, uma enciclopédia, uma biblioteca” (pág.120). Mas conseguirá o povo, perante a barbárie de todas as catástrofes, manter-se fiel às suas crenças, tradições e defuntos, mesmo perante a morte iminente? Que mudanças lhes reservarão os ventos?
Adorei este livro, a forma como Chiziane escreve. Consegue falar de acontecimentos terríveis de forma direta e crua, mas, ao mesmo tempo, tão poética, tão comovente! E sempre em contante diálogo com o leitor, numa linguagem repleta de marcas de oralidade, que nos faz sentir ali, a observar todos os acontecimentos que nos são narrados. Absolutamente imperdível!
Profile Image for Fernanda.
21 reviews1 follower
November 21, 2013
Dilacerante! Triste saber que boa parte do que é contado pode ter acontecido de verdade...
Profile Image for Adriana Dorantes.
139 reviews4 followers
July 5, 2022
Literariamente no fue mi novela preferida, pero tiene unos pasajes verdaderamente tremendos. Me explico: la estructura, la selección de personajes o interacciones o como tal la parte literaria pues no me resultaron tan bien hechas, en realidad me costó un poco avanzar. Hay algunos asuntos que a mi manera de ver se manejaron de una forma un tanto periferia, que me hizo dudar un poco sobre lo que estaba leyendo y sí necesité apoyo externo para saber un poco más el contexto.

Por otro lado, sí suceden cosas terribles que le dan gran fuerza a la novela, pasajes escalofriantes, imágenes y situaciones sociales brutales que son los que se me quedaron en la cabeza. La historia se enmarca en la guerra civil de los años 70 en Mozambique. Hubo dos hechos que me impactaron: la madre que quema a sus propios hijos y la imagen de los niños que se quedan a merodear alrededor de la cabeza de su madre. Imágenes así hay varias y por supuesto existe la crítica social, lo duro que es la vida en África, lo espantoso que es la guerra en sí, y la vida de los habitantes en estos pueblos llenos de muertos.

Profile Image for Marisa Martins.
329 reviews9 followers
August 21, 2022
Moçambique. Vivem-se os horrores de uma Guerra Civil, o apocalipse sugerido por Paulina no título deste livro, e que por onde passa semeia crueldades, sofrimentos, traumas, mas também ambições. Através da história de um homem que deixa a mulher e os filhos com falta de tudo o que é essencial no que toca à comida e onde cada membro da família representa mais uma boca para alimentar, a autora fala da fome e da luta pela sobrevivência. Com o sacrifício de uma criança, retrata-se a importância da segurança do grupo e a desvalorização da vida de uma criança. Por último, a autora apresenta-nos o retrato de uma mulher que, levava por uma ambição desmedida e por uma paixão por um homem poderoso, assassina os seus próprios filhos.
Profile Image for Andreia Almeida.
11 reviews
July 18, 2023
Mais um ótimo livro da incrível autora moçambicana, Paulina Chiziane. Somos apresentados a diversos personagens, que fazem parte do relato de um país em que está prestes a eclodir uma guerra civil.

Paulina apresenta diversos núcleos de personagens, que juntos se entrelaçam e formam essa história triste, porém bem realista, de um povo em guerra.

Vemos a ganância, a busca por poder, a violência cometida por pessoas comuns, que deixam aflorar o pior de si em momentos extremos. A autora também narra o horror vivido e os traumas deixados nas pessoas que conseguem fugir do massacre e que partem em busca de um lugar seguro para sobreviver.

Mais uma grande obra da ganhadora do Prêmio Camões de Literatura. Super recomendo a leitura!
Profile Image for Priscilla.
1,928 reviews16 followers
June 27, 2025
Eu não me lembro exatamente como esse livro veio parar em minhas mãos, mas a maior parte do tempo a história me desequilibrou por sua mistura de crueza e misticismo.

Isso não é algo ruim.

A história é sobre a opressão que as mulheres sofreram após a guerra civil em Moçambique e o ponto de vista oscila entre o chefe da aldeia, Sirocco, e as mulheres sobre sua guarda.

A escrita é elaborada, rica, mas a história empaca em vários momentos, como se a autora estivesse presa sobre algum peso pessoal e isso se fez presente, mas não exatamente claro na narrativa.

É interessante.
Profile Image for Chema Caballero.
269 reviews21 followers
April 29, 2023
Grande. La guerra la hacen los hombres, las mujeres ¿qué papel juegan? El horror del conflicto, el éxodo del pueblo en busca de un lugar mejor, que se convierte en una trampa. El abandono de los dioses. Los malos líderes que usan la tradición y las creencias para su propio beneficio… Es duro y pesimista, pero a la vez es necesario leer para tener una perspectiva desde los ojos de una mujer de la guerra.
Profile Image for Tânia Gomes.
48 reviews1 follower
February 8, 2022
"Fala-se de amor, liberdade, justiça e fraternidade, quando se pratica o amor. Torna-se a falar de amor, liberdade, justiça e fraternidade, tanto na guerra como na paz. A linguagem dos homens é curta, imperfeita."
Profile Image for Sandrina Martins.
72 reviews2 followers
January 6, 2022
Mais uma boa viagem por Moçambique profundo. Rituais, crenças, amarguras,...
Escrito com cuidado e com uma boa seleção de palavras, mas para mim, não supera o romance Niketche.
Profile Image for Alexandra.
28 reviews1 follower
May 8, 2022
A realidade (pesada) descrita numa forma bonita e genuína. A Paulina é um verdadeiro filtro deste mundo cruel e uma mensageira fiel das suas duras histórias.
298 reviews
September 24, 2023
Muy poético, muy bello narrando el horror. Algunos fragmentos de difícil comprensión que te pierden de la historia
Profile Image for Jessica Lima.
2 reviews
July 18, 2025
O livre fala sobre uma guerra civil, logo é muito “pesado” de se ler devido a descrição realista dos ocorridos. A escrita é fascinante!
Profile Image for Jose Alves.
48 reviews1 follower
August 6, 2025
Excelente prosa, descrevendo um mundo inquietante - a Africa profunda - que é estranho à grande maioria dos ocidentais.
Displaying 1 - 30 of 36 reviews

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