Reunindo doze dos maiores escritores dos séculos XIX e XX e 24 histórias, a antologia Clássicos do conto russo é uma excelente introdução a uma das literaturas que mais têm fascinado o leitor contemporâneo. De Púnchkin à Bábel, passando por Gógol, Turguêniev, Dostoiévski, Tolstói, Leskov, Tchekhov, Górki, Búnin, Andrêiev e Bulgákov, esta coletânea mescla textos famosos - como "Diário de um louco", de Gógol, e "O Grande Inquisidor", de Dostoiévski - com contos inéditos no Brasil - como "O espírito da senhora Genlis", de Leskov, e "Cenas de Moscou", de Bulgákov -, todos eles traduzidos diretamente do russo e acompanhados por uma pequena biografia de cada autor.
O volume traz ainda um ensaio de Arlete Cavalieri, professora da Universidade de São Paulo, que traça um instigante panorama da cultura russa através de sua literatura.
Works of Russian writer Aleksandr Sergeyevich Pushkin include the verse novel Eugene Onegin (1831), the play Boris Godunov (1831), and many narrative and lyrical poems and short stories.
People consider this author the greatest poet and the founder of modern literature. Pushkin pioneered the use of vernacular speech in his poems, creating a style of storytelling—mixing drama, romance, and satire—associated ever with greatly influential later literature.
Pushkin published his first poem at the age of 15 years in 1814, and the literary establishment widely recognized him before the time of his graduation from the imperial lyceum in Tsarskoe Selo. Social reform gradually committed Pushkin, who emerged as a spokesman for literary radicals and in the early 1820s clashed with the government, which sent him into exile in southern Russia. Under the strict surveillance of government censors and unable to travel or publish at will, he wrote his most famous drama but ably published it not until years later. People published his verse serially from 1825 to 1832.
Pushkin and his wife Natalya Goncharova, whom he married in 1831, later became regulars of court society. In 1837, while falling into ever greater debt amidst rumors that his wife started conducting a scandalous affair, Pushkin challenged her alleged lover, Georges d'Anthès, to a duel. Pushkin was mortally wounded and died two days later.
Because of his liberal political views and influence on generations of Russian rebels, Pushkin was portrayed by Bolsheviks as an opponent to bourgeois literature and culture and a predecessor of Soviet literature and poetry. Tsarskoe Selo was renamed after him.
Dostoiévski como falso 9, fazendo gols em cruzamentos de Górki, que joga aberto pela esquerda, enquanto Gógol desarma na cabeça de área, para que Tolstói faça longos lançamentos; ainda tem o capitão na zaga, Púchkin, respeitado por todos. Junta esse time todinho que ainda perde de goleada pra Anton Tchekhov no mata-mata da narrativa curta. Pelo menos Búnin ainda faz o gol de honra.
Acho que, como toda coletânea, tem uns contos muitos bons e outros nem tanto. Mas achei o livro maravilhoso no geral. Pra gente como eu, que conhecia pouco a literatura russa além de Dostoiévski e Tolstói, vale muito muito a pena. As traduções são ótimas também.
A literatura russa tem fascinado leitores em todo o mundo, inclusive no Brasil, em função de seus relatos caudalosos, dramáticos e instigantes presentes em romances icônicos como “Guerra e Paz” e “Anna Karênina” de Liev Tolstói, e “Crime e Castigo” e “Os irmãos Karamazov” de Fiódor Dostoiévsky cuja leitura requer muita concentração e esforço por parte de quem se dedica à prazerosa mas trabalhosa tarefa de vencer as milhares de páginas que os compõem. Otto Maria Carpeaux (1900/1978), jornalista, ensaísta e crítico literário nascido na Áustria e naturalizado brasileiro, acerca do importante papel da literatura russa na Rússia afirmou o seguinte:
“A literatura russa do século XIX teve que desempenhar várias funções, além da literária propriamente dita; era jornalismo num país em que não existia imprensa livre; era tribuna política num país em que não havia parlamento. Todas essas funções foram desempenhadas por homens de cultura que excluídos da vida pública, fizeram oposição sistemática, divulgando suas ideias em obras de ficção e de poesia, burlando a censura, reivindicando reformas e preparando revoluções”.
No entanto nem só de relatos caudalosos vive a literatura russa. A produção de contos desse gigantesco e multifacetado país é também riquíssima e merece uma boa conferida por todos aqueles e aquelas que apreciam boas histórias e esse “Clássicos do conto russo”, bela compilação a cargo da editora “34” vem a calhar para apresentar aos leitores brasileiros uma bela seleção de 24 contos de autoria de doze autores fundamentais da literatura russa, de Púchkin à Bábel, passando por Gógol, Turguêniev, Dostoiévski, Tolstói, Leskov, Tchekhov, Górki, Búnin, Andrêiev e Bulgákov, no período que vai de 1831 a 1931. Arlete Cavalieri, ensaísta, tradutora e professora de teatro, arte e cultura russa e professora titular da FFLCH-USP na bela apresentação, de sua autoria, dessa obra assim avaliou a relevância da produção de contos de autores russos:
“A qualidade estética dos contos e novelas selecionados não pode ser explicitada por um simples traçado linear e historiográfico da literatura russa de viés cronológico, sociológico ou político. Trata-se nessa amostragem, como se verá, de uma sondagem mais ampla, multifacetada e multiforme, mas que encerra o mesmo eixo do movimento de uma identidade cultural, a mesma amálgama complexa de referências históricas e culturais conformada por uma consciência nacional construída durante séculos. Esses “gênios” da literatura russa provêm, assim, da maturação de raízes profundas e de uma vasta genealogia artística e literária, produto (e não simplesmente a soma) de etapas de um desenvolvimento cultural único e inigualável, que permaneceu desconhecido do mundo ocidental por longo tempo”
Leia e releia todos os contos que são, nessa coletânea, traduzidos por vários e várias especialistas diretamente do russo. Mas, na minha avaliação, os melhores da compilação são o tragicômico “O chefe da estação” de Aleksandr Púchkin (1799/1837), os delirantes e algo surreais “Diário de um louco” e “O nariz” de Nikolai Gógol (1809/1852), o poético “Mujique Marei” de Fiódor Dostoiévski (1821/1881), o belo, intrigante e instigante “De quanta terra precisa um homem?” (História que já li várias vezes e que a cada leitura me impressiona mais) de Lev Tolstói (1828/1910), o poético “Brincadeira” de Anton Tchekhov (1860/1904), o acachapante “Vinte e seis e uma” de Máksim Górki (1868/1936) e o surpreendente “Um senhor de São Francisco” de Ivan Búnin (1870/1953). Leitura obrigatória para quem gosta de boas leituras.
Eu gostei do livro, a tradução é excelente e não localizei erros gramaticais.
Porém, metade dos contos são bons e a outra nem tanto. Eu diria que gostei de todos os contos até a página 345, depois disso eu odiei a maioria. O bom dessa coletânea, é que há dois contos por autor, a fonte está num tamanho agradável, há notas úteis e acho que o preço é bom pelo conteúdo.
Acho que vale a pena comprar, talvez você goste mais dos últimos contos do que eu.
Gostei muito da coletânea, como outras pessoas falaram há contos melhores que outros mas como possui muitos autores você se familiariza muito mais com a literatura russa - sai do eixo “óbvio” Tolstói/Dostoiévski. Destaco os contos: Diário de um louco, O grande inquisidor, O espírito da senhora Genlis, Sobre o primeiro amor, Respiração suave e O repouso.
Uma ótima degustação da literatura russa. O livro possui 24 contos de 12 autores. Como toda coleção os contos variam na qualidade mas considero a seleção excelente. Muitos contos acima da média. O livro começa com Puchkin, o pai da geração de ouro da literatura russa. Depois temos Gogol com o hilariante "Diário de um Louco" e a narrativa fantástica de "O Nariz". "O Grande Inquisidor" de Dostoievski é simplesmente fora de série e os contos selecionados de Tolstói também são excelentes. Outros destaques são "Um Senhor de São Francisco" de Bunin e "O Espírito da Senhora Genlis" de Leskov cujos narradores são muito bons. De resto, temos contos que retratam o estilo de cada um dos autores. Turguêniev (aventuras no interior da Rússia), Tchekov (bom contador de histórias), Górki (estilo mais melancólico), Andrêiev (um pé na ficção fantástica), Bulgákov (vida no período pós-revolução bolchevique) e Babel (cotidiano dos judeus russos). Vale muito a pena a leitura.
Eu realmente gostaria de saber porque gosto tanto da cultura e história Russa. Este livro é uma ótima entrada para a lendária Literatura Russa. Logo depois dele li Marianka, de Tolstoi, que foi meu autor favorito do conjunto.
Uma coletânea que serve para uma imersão maior na literatura russa. Meus contos favoritos foram De quanta terra precisa um homem?, de Tolstói e Um senhor de São Francisco, de Búnin.
Muito boa a curadoria. Não gostei de todos os contos nem de todos os autores, mas acho que é uma boa síntese do que esperar quando se pega qualquer livro da literatura russa para se ler.
Não é uma coletânea tão ousada quanto a "Nova Antologia do Conto Russo", da mesma Editora 34, mas é um trabalho excelente, que se propõe a apresentar o essencial da literatura russa do século XIX e início do século XX. Nesse sentido, é interessante e pertinente a escolha de muitos contos com tons e fundos autobiográficos.
Destaques: "O Chefe de Estação" e "O Tiro", de Púchkin; "O espírito da Sra. Genlis", de Léskov; "O Descanso" e o "Retorno", de Andrêiev; "Brincadeira" e "Um Caso Clínico", de Tchekhov e, é claro, "O Grande Inquisidor", de Dostoiévski. Todos os outros são também excelentes e a seleção dá um ótimo panorama dos "grandes" da literatura russa.
Ótimo para conhecer os clássicos russos. Muito legal depois ir ler livros dos autores russos e encontrar referências a esses contos. É uma leitura lenta. Um conto por dia.