Neste livro revelador, os bastidores espirituais da umbanda e da formação do Brasil são apresentados sob a ótica espírita, revelando a missão elevada de entidades que vestem a simplicidade como manto e a humildade como força. Guiados pelo amor e pela fraternidade, espíritos de alta hierarquia descem às regiões mais densas do mundo extrafísico para enfrentar forças sombrias que, com requintes de magia e tecnologia, atuam nos bastidores do planeta.
Em meio a essa guerra silenciosa, surgem os verdadeiros guerreiros da luz ― pais-velhos e caboclos ―, que com coragem, sabedoria e justiça rompem as fronteiras do preconceito e da intolerância. Este é um chamado ao conhecimento, a mais eficaz proteção contra o medo, a ignorância e o julgamento apressado.
Se esses temas ainda causam desconforto, talvez seja hora de colocar em prática o conselho de Allan Kardec: “Para bem conhecer uma coisa, é preciso ver tudo, aprofundar tudo, comparar todas as opiniões, ouvir os prós e os contras…”
Abra seu coração. Questione seus conceitos.
Descubra o verdadeiro sentido de espiritualidade inclusiva e consciente
no intuito de transitar de um nível espiritual superior a um mais baixo habitado por espíritos infelizes era necessário modificar a vibração dos corpos até então brancos em corpos negros frutos de uma mesma descendência espiritual. "[...] a aparência clara, de tipo europeu, tomou as características de uma negra, sem perder porém, a delicadeza no olhar e a simplicidade do espírito nobre [...]". é de ficar muito indignado em ter que ler que até dentro de um plano espiritual a cor da pele seria um indicativo de que "classe etérea" tal espírito pertence. e como se não bastasse, no mesmo parágrafo ainda se pode ler que "[...] a beleza do espírito e sua nobreza não estão em sua aparência, mas em sua intimidade, em sua essência divina[...]". e fica a observação de que apenas quando ela deixa de ser branca que a famosa "beleza interior" se torna algo importante.
Oh my God! What a wonderful book! Its one of the books that belongs to a trilogy written by Robson Pinheiro. You need first to read " Tambores de Angola" after " Aruanda " and than " Sabedoria de Preto Velho". Each one complete the other in this sequence. It tells a story about elemental spirits that work in nature.
Aruanda", continuação de "Tambores de Angola", é uma obra rica em reflexões sobre a Umbanda e a espiritualidade, escrita por Robson. O autor incentiva o leitor a estudar e perceber o mundo sem preconceitos, valorizando a essência do amor nas práticas espirituais. O livro tem um caráter educacional, destacando a importância de abordar os temas com mente aberta e evitando julgamentos precipitados.
Robson enfatiza que o mais relevante não é a aparência externa dos trabalhadores espirituais, mas sim a qualidade do amor e da dedicação que colocam em suas atividades. Esta ideia se torna evidente em trechos como: “... Apresentam-se para nós em roupagens humildes, sem alarde e com aspecto perispiritual de gente comum; no fundo, no fundo, porém, são grandes almas, que servem no anonimato. Com sua discrição, fazem-se iguais a nós e, desse modo, procuram nos incentivar na caminhada... Adotamos a aparência de um pai-velho ou de uma mãe-velha porque acreditamos ser mais afeita aos companheiros, aos espíritos aos quais nos dirigimos...”
O livro também aborda a existência de seres elementais, como silfos, ondinas e gnomos, descrevendo suas ligações com os elementos da natureza. O trecho que melhor captura essa essência diz: “... Ondinas, sereias, gnomos e fadas são apenas denominações de um vocabulário humano, que tão somente disfarçam a verdadeira face da natureza extrafísica, bem mais ampla que as percepções ordinárias dos simples mortais... O universo todo está repleto de vida, e todos os seres colaboram para o equilíbrio do mundo. A surpresa com a revelação dessa realidade apenas exprime nossa profunda ignorância quanto aos ‘mistérios’ da criação...”
Um aspecto intrigante da obra é a discussão sobre Exu e Orixá. Segundo Robson, Exu não é uma força negativa, mas sim aquela que representa a polaridade e o equilíbrio na natureza, parte essencial do ciclo da vida. O texto afirma: “... Assim sendo, para a cultura africana, Orixá representa o lado positivo, enquanto Exu, o lado negativo. Repare: negativo, e não mal; apenas o oposto, a polaridade... Exu é a célula da criação da vida, aquele que gera o conflito, variadas vezes. Refiro-me ao conflito que promove o progresso do ser...”
A obra ainda diferencia os Exus superiores, que têm funções de guardiões, dos Exus menores, subordinados e com livre-arbítrio. Essa abordagem amplia a compreensão sobre as forças espirituais e sua relação com o mundo físico.
Por fim, Robson relaciona cada Orixá a chakras e corpos espirituais, agregando uma visão holística e integrada do espiritual e do físico: “... Orixá é uma força viva da natureza, por vezes confundido com os elementais que se afinizam com suas vibrações...”. Essa sinergia entre a Umbanda e culturas populares, como a católica, é apresentada como um aspecto marcante do sincretismo no Brasil.
O livro conclui com uma poderosa mensagem sobre a espiritualidade: “... Em matéria de religião, de espiritualismo, umbanda ou espiritismo, o que mais vale é a bandeira do amor e da caridade, sem preconceitos. União sem fusão, distinção sem separação...”
"Aruanda" é, assim, uma leitura essencial para quem busca entender a diversidade espiritual e a profundidade das tradições brasileiras, além de promover o respeito e a acolhida das diferenças na prática do amor ao próximo.
O mesmo é um romance espiritualista considerado e que permanece bastante atual, é discorrida pelo amigo espiritual e comenta sobre os mais diversos trabalhos espirituais como os elementais, magia negra, feitiçaria, orixás, entidades e por aí vai. Além das questões da Umbanda, Candomblé e do Espiritismo logicamente.
Sendo assim, inicia contando o surgimento da Umbanda no Brasil e também a vida e obra do seu fundador Zélio de Moraes. O mesmo, como a grande maioria, foi buscar ajuda na Igreja, depois no Espiritismo, o preconceito no seu Centro Espírita por receber pretos velhos, sua saída e a ideia de começar a Umbanda com a mistura do Candomblé com conceitos mais abrasileirados, digamos assim.
Dado o contexto geral, Ângelo Inácio começa mais uma jornada de trabalho e, dessa vez, com o amigo Sérvulo. Com isso, a narrativa discorre sobre os mais diversos trabalhos espirituais e auxílios em todos os âmbitos na Terra. Ao mesmo tempo, as histórias dos personagens da outra obra voltam para mostrar as consequências das situações colocadas inicialmente, principalmente dentro do terreiro físico com os prestimos de Vovó Catarina, antiga conhecida do amigo espiritual e naquele tempo encarnada e com a missão de ajudar ao próximo como preta-velha.
A partir de então, o leitor passa a acompanhar as conversas entre os envolvidos, a importância do estudo com os livros da Doutrina Espírita, os serviços prestados na Umbanda e sua diferença para o Candomblé e todas as questões de orixás, pontos e tudo mais. Também é lembrado que no mundo espiritual, o trabalho espiritual é único e ecumênico, tanto para o lado positivo quanto negativo.
Aos poucos, os mesmos vão abordando temas mais complexos nos âmbitos físicos e espirituais como os trabalhos de magia negra e dos magos negros que, muitas vezes, só são ativados anos e séculos depois, o trabalho na colônia Oásis da Paz, os médiuns desequilibrados tanto nas religiões africanas quanto nas mesas brancas e a conexão física entre os povos.
O livro é uma ótima oportunidade para mostrar que, entre os espíritos de bem, não existe competição nem pré-conceitos e que um pode auxiliar o outro. Um ponto que chamou muito a minha atenção é que existem situações e trabalhos que só podem ser realizados em terreiros...ou em Centros Espíritas e isso depende muito das energias dos envolvidos, das simbioses e históricos de todos eles.
O texto é de médio entendimento e a leitura é densa e não é para todo mundo real oficial. Acredito que quem esteja chegando agora, vai sair correndo com tanta informação, principalmente com temas tabus e pouco abordados como elementais e magos negros. Para quem já está inserido, é uma ótima opção de leitura de estudo e também de complemento para algum estudo sobre obsessões e desobsessões e ligações entre crenças.
Por fim, li Aruanda pela primeira vez no começo de 2018 e recém estava iniciando minha caminahda em conhecer e desbravar novos mundos mediúnicos e espirituais. Ler com os olhos espirituais bem abertos e já um pouco mais esclarecidos foi uma jornada e tanto, além da admiração com o conteúdo riquíssimo disponibilizado em formato de romance. Com certeza que ler mais vezes, outras informações importantes surgirão e isso é incrível.
Que livro gostoso, Claro que como uma pessoa em evolução, me falta conhecimento para discernir muita coisa ainda mas o flow do livro é ótimo, as conversas muito interessantes e de certa forma nos provoca a rever as crenças limitantes de todo dia e eliminar mais uma camada de preconceito. Adorei.
Li Tambores e adorei, mais esse ficou a desejar. Tem partes muito boas, mais a maioria parece ser uma resposta a critica que tambores sofreu. A parte do editor do livro, no final, pra mim foi totalmente desnecessária, coisas sem sentido como: na França na época de Kardec não tinha negros, por isso os livros de kardec não citam entidades da umbanda, Kardec podia até não conhecer, mais o espirito que ditou a codificação com certesa conhecia. Não gostei também da colocação do editor em dizer que indios e negros pobres vão para cidades espirituais diferentes da dos brancos, somos todos iguais, alguns mais evoluidos outros menos, hoje branco, amanhã negro, depois indio, qual é a diferença???? Só o corpo muda na reencarnação, o espirito é o mesmo. Tachou muito o espiritismo kardecista. Mais adorei a parte dos elementais e também da apometria. É isso ai!!!