Drácula tem 100 anos. Extraído de um romance de Bram Stoker, transpôs as montanhas da Transilvânia para conquistar o mundo ocidental. Este vampiro, que se recusa a morrer, renasce constantemente das cinzas. Hollywood assegura-lhe uma notoriedade internacional, o cinema inglês do pós-guerra rejuvenesce-o. A literatura, o cinema, a banda desenhada... apropriaram-se da personagem, mergulhando no fantástico, no horror, no erotismo, na paródia... para seduzir um extenso público. Drácula cristaliza em cada época as angústias mais viscerais e os fantasmas mais inconfessáveis. Incarnação do Mal absoluto, espécie de Anti-Cristo para os vitorianos, Drácula perdeu a imagem da criatura que suscita o terror. Recentemente transformado em amante romântico por Coppola seduz mais do que aterroriza. Representando a imagem de um eu conquistador e libertador que quebra tabus, Drácula, condenado à ressurreição eterna, impõe-se como uma figura mítica.
Quatro ensaios sobre Drácula e vampiros. Excelente súmula sobre o assunto por estudiosos Franceses, que inclui toda a espécie de manifestações da personagem. E qualquer lista que inclua o conde Patrácula, o Bunnicula e o Conde de Contar, merece o nosso apreço.