Novo livro do escritor e roteirista André Vianco, um dos maiores nomes da literatura de fantasia nacional, Dartana apresenta um mundo retalhado entre vida e morte, fé e descrença, mitologias e mentiras. No romance, o primeiro de uma trilogia, Dartana é um planeta castigado por uma maldição da qual somente as feiticeiras escapam. Quando um novo deus da guerra surge, muitos habitantes daquele mundo sombrio marcham com ele rumo ao Combatheon, uma plataforma de guerra que representa sua única chance de se libertar da terrível maldição. Esbanjando criatividade e domínio narrativo, André Vianco constrói uma obra surpreendente em que deuses guerreiros, feiticeiras, soldados e construtores se unem para forjar um novo mundo.
Andre Vianco is now the Brazilian writer wins more readers of fantasy and terror.
Vianco explores the supernatural and the popular imagination with ease and enthusiasm, taking the reader on a journey of no return, an "addiction" of the property.
His book The Seven already hit the home of 50,000 copies sold. Each day more and more people are enchanted with the saga of vampires Portuguese found sealed in a silver box on the Brazilian coast.
Welcome to this world full of unusual characters, deep feelings and fantasy, one page after another.
Dartana - André Vianco | Como lutar depois que seu deus está morto?| NITROLEITURAS #resenha
O primeiro livro da trilogia que mistura fantasia, ficção científica e narrativa de "portal" do grande André Vianco!
Dartana - André Vianco | 784 páginas, Fábrica231 (2016) | Lido de 03.12.17 a 09.12.17 | NITROLEITURAS #fantasia
SINOPSE Dartana apresenta um mundo retalhado entre vida e morte, fé e descrença, mitologias e mentiras. No romance, o primeiro de uma trilogia, Dartana é um planeta castigado por uma maldição da qual somente as feiticeiras escapam.
Quando um novo deus da guerra surge, muitos habitantes daquele mundo sombrio marcham com ele rumo ao Combatheon, uma plataforma de guerra que representa sua única chance de se libertar da terrível maldição.
A maioria da população de Daargrad, a única cidade de Dartana, vivia num aglomerado fétido de barracas e tendas erguidas em mutirões guiados pelo saber das feiticeiras.
Foram elas também que ensinaram os homens e mulheres de Daargrad a cavar as valetas que conduziam o esgoto a céu aberto para longe do Hangar das feiticeiras.
Apesar do poder de cura que as feiticeiras guardavam para a guerra, as tendas eram cheias de gente doente, implorando por alívio aos seus males, passando os dias de joelhos, esperando uma porção de massa comum para forrar seus estômagos ou alguns segundos de atenção das feiticeiras para serenar suas enfermidades enquanto rezavam que o novo deus de Dartana não tardasse a se levantar do Hangar para marchar.
O Hangar de pedras servia para isso, para completar o mistério daquela vida miserável que levavam em Dartana. O Hangar, como sempre e sempre foi dito, era o lugar onde o deus de guerra despertava. O deus viria para que o povo, sem saber, fizesse a única coisa que poderia fazer para encerrar a maldição do pensamento.
O povo de Dartana marcharia atrás de seu deus de guerra para lutar, para combater junto ao portento divino, para fazer com que seu deus de guerra fosse o campeão contra outros tantos deuses. As pessoas sabiam que quando esse dia maravilhoso chegasse, Dartana estaria livre de sua maldição.
Ao novo deus de guerra caberia salvá-los de todas as calamidades que os mantinham naquele estado sombrio,apartados do saber espontâneo e de qualquer tecnologia que pudesse tornar suas vidas mais confortáveis ou iluminadas. Por isso se aglomeravam e rezavam,sonhando com o dia em que o saber não seria mais proibido aos viventes de Dartana.
Dartana, Combatheon e o planeta Terra. Três mundos distantes, unidos pelo mesmo destino.
O Combatheon é um mundo que serve como plataforma de batalha para que os deuses que chegam de outros planetas entrem em guerra.
Muito mais que a glória, estes deuses precisam da vitória para libertar seus planetas da maldição do pensamento.
Belenus é o deus da guerra de Dartana, que segue ao Combatheon cercado e protegido por suas feiticeiras de batalha e centenas de soldados, que marcham para salvar seu mundo e o que restou de seu povo, certos de que desta vez seu deus será o novo campeão.
Uma vez na guerra, os deuses precisam se conectar através das estrelas com seus avatares, que lhes enviarão o conhecimento sobre armas a Serem desenvolvidas pelos construtores de seu exército.
E está mensagem chegará ao planeta Terra.
Esbanjando criatividade e domínio narrativo, André Vianco constrói uma obra surpreendente em que deuses guerreiros, feiticeiras, soldados e construtores se unem para forjar um novo mundo.
RESENHA
DARTANA é uma narrativa épica, o primeiro volume de uma trilogia do André Vianco, e mostra toda a habilidade e criatividade desse que é um dos nossos mais conhecidos escritores de literatura de especulação.
Vianco criou um universo complexo e bem detalhado, com culturas diferentes, povos, animais, ambientes que passam uma sensação "alienígena" ao mesmo tempo que familiar, em uma mistura de ficção-científica romanceada, fantasia bem ao estilo "espada e feitiçaria", e narrativa de "portais" (histórias onde o protagonista alterna entre um mundo e outro).l
Dentre todos os protagonistas, como Mander, o general do exército; Jeliath, líder dos construtores; Dabbyne, feiticeira; Parten e Thaidena, guerreiros do exército do deus de guerra Belenus; Glaucia, médica da Terra; Doralice, avatar da deusa Alkhiss na Terra, foi JELIATH, o construtor, foi o que mais me envolveu, talvez por ser o mais desenvolvido na narrativa.
Segundo o tropo (lugar-comum) das narrativas de "um estranho em uma terra estranha", curti muito as cenas de Jeliath andando pelo planeta Terra em busca de armas para o seu povo.
O mundo ficcional de DARTANA é bem elaborado e parece, ao meu ver, ter sido inspirado em jogos de estratégia, estilo Age of Empires, ou melhor, Age of Mythologies e tantos outros games onde Deuses e seguidores se enfrentam em combate.
Tanto o mundo de Dartana quanto o Combatheon são bem descritos, e, pelo estilo da narrativa, a moralidade cinzenta e a brutalidade do cenário, estão em sintonia com a literatura NEW WEIRD, ou o NOVA LITERATURA ESTRANHA dos livros gringos que li recentemente.
Como em uma transcrição literária de algumas estruturas narrativas desses jogos, temos, em DARTANA, exércitos que conduzem seus Deuses em campos de batalha, buscando vencer a maldição que impede que as populações de seus mundos de origem de desenvolver o intelecto e prosseguir em sua evolução tecnológica e cultural.
Dentre os temas principais desenvolvidos em DARTANA temos a crença versus ceticismo, a fé como fonte de poder e de moral para um exército, os problemas dos abusos da fé religiosa cometido por líderes de religiões focadas no materialismo, a busca do conhecimento, os perigos da arrogância e de se subestimar o inimigo, e, principalmente, as dificuldades de uma jornada de amadurecimento, com vários protagonistas com arcos bem interessantes, e mudando muito desde o início ao final da história.
E o tema principal, como continuar lutando depois que se perde a fé, ou depois que seu Deus morreu.
A prosa de André Vianco é bem cinematográfica, com bons diálogos, cenas de ação bem feitas e coreografadas e trabalhando bem com o narrador onisciente sem causar confusão durante a leitura. O clímax da história é sensacional!
A leitura é bem acessível, visto que Vianco explica todas as motivações e pensamentos dos personagens para o leitor, dentro de um ponto de vista onisciente que ocasionalmente se aprofunda e se limita em determinadas cenas.
Vianco tem excelente domínio de narrativa, e a trama se acelera muito, principalmente nos atos finais da história.
Como um dos temas do livro é a força gerada pela união de povos diferentes, assim que conclui a leitura, pensei que a narrativa de DARTANA pode ser interpretada como uma metáfora sobre a força da nossa miscigenada cultura brasileira e do nosso belo e sincretismo religioso.
Fica a recomendação! Uma excelente obra de fantasia nacional e um dos melhores livros que já li do grande André Vianco!
E que venham mais livros da trilogia DARTANA!
TRECHO
"Era hora de lutar por Dartana, inúmeros homens e mulheres peregrinavam até o Hangar das feiticeiras e lá eram escolhidos, sendo separados em novos soldados, novos construtores e novas feiticeiras.
Quando o deus de guerra estivesse pronto, se desvencilharia do berço onde nascia e marcharia pelo desfiladeiro até o Portão de Batalha que, em tempos normais, era só uma imensa parede de rocha negra no fim do desfiladeiro, mas não quando um deus marchava.
Quando isso acontecia, a parede se acendia na mesma cor luminosa do deus de guerra e refulgia, abrindo uma passagem, o caminho para o Combatheon, o lugar de onde nenhum dartana jamais voltava, onde deuses de todas as estrelas disputavam pela libertação de seus povos, onde a maldição dava uma pausa e permitia que os construtores pensassem e construíssem armas para o seu deus e seus soldados, seguindo as ordens ditadas pelas feiticeiras de Dartana, as únicas que conseguiam conversar com as divindades e entendê-las.
Aos que ficavam para trás, como Jeliath e sua mãe, restava dobrar os joelhos e acender velas, orando ante uma representação do deus de guerra numa estátua de barro, esperando que a batalha fosse vencida e suas cabeças fossem encharcadas pelo saber."
A cada história desse autor eu fico mais impressionada!!! É um leitura bem extensa, merece ser apreciado em cada detalhe, e em diversas vezes eu me arrepiei dos pés a cabeça! Sensacional!
3.5 Em geral um bom livro. Minha primeira leitura desse autor, pretendo ler mais dele. Achei a primeira parte muito enrolada e com um pouco de repetição, até dá para entender o objetivo de nos familiarizar com os personagens e o lugar onde eles moram, mas o resultado final ficou bem massante. Após a passagem pelo portal a história corre, a partir desse ponto eu até gostaria que algumas partes tomassem mais tempo. O livro segue um bom ritmo até o final. Tem algumas inconsistências ao longo do livro, mas dá para deixar passar, o final é previsível, mas como um todo vale a pena dar uma chance, se você conseguir passar da primeira parte.
Li online que a ideia era para ser uma trilogia (o livro saiu em 2016 e até agora nada, provavelmente não terá) , não termina com todas as respostas, mas podem ler que o livro tem um final satisfatório o suficiente.
A história é maravilhosa e os personagens são cativantes.
Maior problema é que realmente o livro não precisava de 800 páginas. Principalmente no primeiro terço, a repetição é imensa. Como exemplo sem spoilers, quando ele descreve a maldição. Praticamente é a mesma descrição da maldição a cada 3 páginas. E as descrições muitas vezes são extremamente longas.
Mas vale vencer esse marasmo, pois o livro é muito bom.
Me senti desafiada ao começar a leitura de Dartana! Com quase 800 páginas e uma fonte miúda achei que levaria uma vida inteira para terminar até descobrir uma aventura SEM PRECEDENTES!
André Vianco criou um universo onde em alguns mundos as pessoas são tomadas do “saber”, uma maldição impede os habitantes de formarem ideias e aprenderem coisas novas, o resultado disso é a miséria. Para acabar com a maldição, é formado um exército dividido em três categorias: soldados, construtores (responsáveis por construir todas as armas dos exército) e feiticeiras (tradutoras de deus e curandeiras). Este exército marcha até uma terra de guerra chamada Combatheon, onde um mundo luta contra o outro em nome de um deus de guerra onde o vencedor se livra da maldição.
“As feiticeiras diziam que sem marchar atrás do deus de guerra viveriam escravos da ignorância”
Gente… Este livro é tão sensacional que não consigo encontrar palavras para explicar a loucura! O foco é Dartana, um destes mundos que busca ser livre e poder pensar e ter ideias. E funciona assim, cada mundo invoca um deus de guerra que marcha na frente do exercito no Combatheon (nesta terra de guerra não tem maldição por isso os ‘Construtores’ tem livre pensamento para criar armas), então seu deus se conecta à um avatar em outro mundo (que já foi vencedor outrora) e vai em busca de armas. O deus de Dartana de conecta com avatares na Terra! Então eles aprendem a criar armas de fogo.
É UMA AVENTURA SENSACIONAL! Com batalhas épicas e reflexões religiosas, Dartana é um livro enorme mas que te prende até o final e a leitura flui muito rápido. Todas as teorias que você vai formatando durante a leitura, o autor aborta, deixando o leitor totalmente sem folego! Então super recomendo!!
A HISTÓRIA Jeliath vive em uma terra amaldiçoada e marcada pela miséria. Em seu planeta, chamado Dartana, os habitantes são incapazes de guardar e reproduzir conhecimento. De tempos em tempos, algumas ideais até surgem nas cabeças dos dartanas, mas elas logo são devoradas pela maldição. Assim, os dartanas são incapazes de se desenvolver, eles vivem de forma grosseira, sem meios de combater a fome e a doença que dizimam seu povo.
As feiticeiras são os únicos seres capaz de produzir e armazenar conhecimento, por isso elas ajudam os dartanas como podem, presenteando aqueles que acham merecer com instruções, roupas, armas e até comida, e punindo aqueles que comentem crimes. Contudo, a verdadeira função dessas mulheres mágicas é manter a fé viva em Dartana. De tempos em tempos, um Deus da guerra nasce no Hangar das feiticeiras e marcha com seu exército de soldados e construtores para o Combatheon, uma terra desconhecida que serve como plataforma de luta para vários Deuses, sendo que o vencedor conseguirá quebrar a maldição do conhecimento em sua terra natal.
E quando Belenus começa a ser gerado no Hangar, o povo de Dartana sabe que é hora de marchar novamente. Contudo, a população parece dividida: alguns sofrem por saber que aqueles que partirem nunca mais vão voltar, enquanto outros se enchem de esperança e querem lutar para libertar seu mundo da maldição. Entre o segundo grupo está Jeliath, que sempre fora excepcionalmente curioso e engenhoso e que, por isso, acaba sendo escolhido como o chefe dos construtores, que irão para o Combatheon construir as armas usadas na batalha. Outra que está ansiosa para marchar é Thaidena, que sente que é seu dever lutar ao lado de seu Deus, mas ela que terá que lidar com o medo do namorado Parten, que não nasceu para a guerra, mas que não quer se separar de sua amada.
Uma dartana que também estava relutante é Dabbynne, uma jovem garota que, até algum tempo atrás, namorava Jout, um garoto rebelde que lidera um grupo de dartanas que não acreditam nessa coisa de Deus da guerra e Combatheon. Contudo, as dúvidas de Dabbynne mudam quando ela descobre que é uma feiticeira e acaba sendo escolhida como a favorita de Belenus. Apesar do medo, a jovem agora só quer lutar pelo seu Deus e liberar o seu povo da maldição. Mas, essa não será uma tarefa fácil para ninguém. Belenus e seu exército, comandado pelo general Mander (que fará qualquer coisa para salvar seus filhos) começam a marchar pelo Combatheon, mas antes precisam enfrentar a fúria dos descrentes.
E, quando finalmente chegam ao campo de batalha, os dartanas e o seu deus ficam frente a frente com mais surpresas e lutas. O Combatheon é uma terra de morte e destruição, mas terá que ser também uma terra de esperança para Jeliath, Thaidena, Parten, Dabbynne e Mander. Para salvar o seu planeta, os dartanas precisarão lutar e descobrir todo um novo universo, cheio de diferentes raças e deuses, assim como de fé e descrença. Mas, enquanto os dartanas acreditarem não só em seu deus da guerra, mas em si mesmos, haverá esperança.
(...)
CONCLUSÕES FINAIS Dartana é uma leitura lenta, com muitos personagens e narração descritiva demais. Contudo, é uma obra de fantasia rica e cativante, com uma mitologia única e fascinante e protagonistas que soam muito humanos. Por mais que não tenha sido uma leitura fácil, valeu a pena conhecer o universo de Dartana, que além de me emocionar com intrigas, mistérios e batalhas, conseguiu ainda me fazer refletir bastante sobre o valor do saber e da fé. Acima de tudo, um livro sobre ter esperança e acreditar em si mesmo, Dartana não é uma obra fácil, mas é uma obra que vale a pena. Contudo, só a recomendo para os leitores mais corajosos, que gostam muito de histórias fantásticas e que não se intimidem com as quase 800 páginas dessa obra.
Onde está o Vianco que havia me conquistado desde o primeiro livro que li dele? Dartana é tão cheio de blá blá blá que fico me perguntando se foi ele mesmo que escreveu. Um livro que poderia, perfeitamente, ter umas 350 a 400 páginas, mas tem 784, pois o autor fica repetindo várias vezes as mesmas coisas. Que pena. Depois desse e de Estrela da Manhã vou pensar duas vezes antes de ler outro dele. Dei duas estrelas pela ideia que o livro contém que é bem bacana. Mas, tirando isso, não me agradou em nada mais.