Apreender a duração e a mudança em si, independentemente de tudo aquilo que dura e de tudo aquilo que muda. Desdobrar o tempo, seus afetos e experiências, e descobrir a liberdade que a ele está vinculada. O livro as 'Potências do Tempo', de David Lapoujade, é uma leitura atenta e sensível da obra de Henri Bergson. Nela, Lapoujade, filósofo francês e professor da Sorbonne, parte de três aspectos emoção, simpatia, apego para retratar um outro Bergson. Pouco a pouco, veremos se revelar um Bergson matemático, um Bergson perspectivista ou ainda um Bergson médico da civilização. Se com muita frequência, esses termos só foram considerados como concessões feitas à pedagogia ou à elegância, aqui serão considerados como conceitos de fato, de modo que seja possível resgatar a relação indissolúvel que existe entre tempo e afeto. Como afirma o autor, é para o lado da vida que iremos nos voltar, para aquilo que faz de nós viventes, ou melhor, para aquilo que nos faz sentir viventes.
David Lapoujade is a French philosopher and a professor at the Université Paris-I Panthéon-Sorbonne. In addition to editing the posthumous collections of Deleuze's writings, Desert Islands and Two Regimes of Madness (both published in English by Semiotext(e)), he has written on pragmatism and the work of William James.
explorations of Bergson, very much influenced by Deleuze: I can heartily recommend this as a point of access to the latter's Bergsonism, or Diff & Rep, or even his work with Guattari. more than just holding a bright candle for Deleuze's monographs, though, Lapoujade sits with them at the table and charms them right off their feet. I can't wait for him to gift us with a philosophy fully his own - which I reckon must be happening any time now.
quando as representações morrem e a duração nos é dada, finalmente podemos experimentar o atravessamento dos fluxos da matéria e a força inumana da criação. fodaço!