¿Quién es la mujer nueva? ¿Existe? ¿No es producto de la imaginación creadora de escritores modernos que buscan sensacionales novedades? Mirad en torno vuestro, observad, meditad, y os convenceréis: la mujer nueva está aquí, existe.
Alexandra Mikhailovna Kollontai (Russian: Александра Михайловна Коллонтай — née Domontovich, Домонтович was a Russian Communist revolutionary, first as a member of the Mensheviks, then from 1914 on as a Bolshevik. In 1923, Kollontai was appointed Soviet Ambassador to Norway, one of the first women to hold such a post (Diana Abgar was earlier).
Existe um paradoxo nesse livro. As reações que a sua leitura provoca se alternam entre "bem, há que se levar em conta que isso foi escrito há quase 100 anos" e "não acredito que isso foi escrito há quase 100 anos". Porque, ao mesmo tempo que algumas posturas de Kollontai se mostram um tanto conservadoras, no essencial os problemas que ela apresenta e as soluções que propõe são extremamente atuais.
Uma parte desnecessariamente longa do livro é um comentário a "A crise sexual", escrito pela austríaca Grete Meisel-Hess em 1917. É nesse ponto que Kollontai parece se perder na defesa do que considera um comportamento virtuoso de homens e mulheres, ainda que a sua virtude não seja a virtude cristã ou burguesa. A coisa melhora em seguida, quando ela parte para o confronto aberto com o sexismo e o identifica com a sociedade burguesa. A sua conclusão é que, se é verdade que a mudança do papel da mulher só se dará de fato com a transição para o socialismo, não se pode entretanto esperar chegar ao socialismo para mudar a condição da mulher. Pelo contrário: para ser efetivamente revolucionário é preciso ter a consciência da discriminação da mulher e lutar contra ela como se luta contra a exploração da classe trabalhadora.
O capítulo dedicado à "nova mulher" na literatura é menos interessante porque, como a própria autora admite, os romances analisados por ela são em geral pouco relevantes literariamente. Assim, para o leitor contemporâneo, fica uma lista de autores e obras quase desconhecidos. Vale como ponto de partida para quem quiser se aprofundar no tema.
Habe die deutsche Asugabe unter dem Titel "Die neue Moral und die Arbeiterklasse" gelesen. Kam in den '70ern mit langem historischen Nachwort von Monika Israel raus, in dem die wirklichen Maßnahmen der Frauenbefreiung und ihre theoretischen Grundlagen in den ersten 11 Jahren der Sowjetunion untersucht werden.
Der Text von Kollontai ist methodologisch fragwürdig und bezieht offen Anleihen aus der Eugenik. Aber dennoch finden sich nicht wenige wichtige Anschauungen, nur ist Kollontai keine große Theoretikerin gewesen. Zumal sie auch noch deutliche Reste des mechanischen Materialismus der II. Internationale mitschleppt.
Das Nachwort ist sehr interessant. Methodologisch ein Umschlagpunkt schon hin zur neuen postmodernen Ideologie. Aber dennoch wichtiges historisches Material und auch in der Kritik nicht einfach so beiseite zu schieben.
Trotz der Schwächen sind beide Texte lesenswert und sollten bei einem grundlegenden Studium der Frauenbefreiung ernst genommen werden.
A autora parece precursora do feminismo e nos faz perceber que a luta árdua por igualdade pode desembocar em um "novo ciclo de padrões", aos quais não devemos nos submeter, já que a ideia da evolução pode ser o respeito à individualidade em equilíbrio com o bem da comunidade. Reflexões profundas sobre a sociedade burguesa podem ser aprimoradas por outras de viés psicanalítico.
O livro tem aquela pegada de valor histórico, em que você nota ao mesmo tempo algo que deu o pontapé inicial em muita coisa importante, e algo muito datado
É uma análise das relações humanas sob a perspectiva socialista e feminista, escrita por Alexandra Kollontai, uma das mais proeminentes figuras da Revolução Russa. Achei o livro interessante e respectivamente fácil de ler e compreender comparado a outros livros da literatura feminista. No entanto, a tradução apresenta algumas falhas que comprometem a clareza em alguns trechos.
O começo do livro a autora dedica uma parte excessivamente longa para comentar sobre A Crise Sexual, de Grete Meisel-Hess, escrito em 1917. Nesse ponto em que a autora parece se perder na defesa do que considera um comportamento virtuoso de homens e mulheres. Porem o texto vai melhorando e Kollontai argumenta que, embora a transformação plena do papel da mulher só ocorra com a transição para o socialismo, a luta pela emancipação feminina não pode esperar. Para ela, a consciência das discriminações de gênero contra mulher é tão essencial quanto a luta contra a exploração de classe.
O capítulo final, intitulado "Irmãs", foi o mais emocionante e impactante para mim. Nele, Alexandra narra a história de uma mulher que decide abandonar o lar após não suportar mais as humilhações e os abusos do marido. Agora, ela se vê sem meios de sustento próprio, e sua única alternativa para sobreviver pode ser a prostituição.
A decisão de deixar sua casa surge de um momento inesperado: ao encontrar na cozinha a prostituta que o marido trouxe, chorando. Os olhos daquela mulher, carregados de uma dor profunda, despertam nela uma empatia que a move. Após uma noite de insônia e desespero, com as mãos pressionadas contra os ouvidos para não ouvir os sons torturantes, ela se vê consumida por pensamentos conflitantes. A princípio, sentiu raiva da mulher prostituída, mas, ao ouvir sua história (na qual a mesma foi forçada à prostituição para não morrer de fome e cuidar de sua mãe idosa) sua raiva se volta para o marido.
''Quando estava na cama, atormentada por meus pensamentos, havia sentido raiva dela, mas essa cólera mudava agora e se voltava contra meu marido. Como se atrevia a explorar a desoladora situação de uma mulher?..... Em vez de ajudar uma camarada sem trabalho, compra-a!'' E foi assim que ela encontrou forças para deixar a casa lhe trazia tanto sofrimento e tormento.