Vier maanden op zijn meest, voorspelt de dokter die ongeneeslijke kanker bij José Maria constateert. Hij is opgevoed in het geloof, doch heeft het al in zijn jongensjaren verloren. Zoals hij eigenlijk alles heeft verloren wat er op aankomt in zijn leven: de kinderlijke argeloosheid eerst, dan later de vrouw waar hij hartstochtelijk van hield, en de zoon die slechts een product van haar ontrouw blijkt te zijn, vreemd aan zijn eigen steriele liefde. Zijn hele leven is zó steriel geworden, dat zijn ziel is toegeschroefd tegen elk diep-menselijk contact.
De gedachten van de man die sterven gaat, die zijn sterfelijkheid leert kennen niet als een wijsgerige stelling, maar als een innig besef, dwalen omlaag in de diepte van de dood, keren terug tot het leven dat achter hem ligt, en dat we zo, geleidelijk aan, in brokstukken, leren kennen.
Scènes van jaloerse achtervolging komen voor zijn geest terug, de ontdekking van de ontrouw van zijn vrouw. Eens, in een echtelijke ruzie, heeft hij een oude klok van de schoorsteen geslagen. Gebroken, verwrongen, ligt het ding op de grond, als een stom verwijt. Zou het nog te herstellen zijn?
En dit wordt de vraag van de laatste weken, vóór de sluipende ziekte hem voorgoed neerslaat, de vraag over de hele zin van zijn mislukt en verwrongen leven: zou het nog te herstellen zijn?
Gustavo Corção foi um escritor e pensador católico brasileiro, autor de diversos livros sobre política e conduta, além de um romance. Foi membro da antiga União Democrática Nacional (UDN) e um expoente do pensamento conservador no Brasil. Sua obra é influenciada pelo Distributismo, a apologia católica do escritor inglês G.K. Chesterton, influência extensamente explicada no seu ensaio Três Alqueires e uma Vaca. Entretanto, uma outra influência sobre o seu pensamento veio do filósofo Jacques Maritain. Formado engenheiro, Corção só obteve notoriedade no campo das idéias aos 48 anos, ao publicar o livro A Descoberta do Outro, narrativa autobiográfica de sua conversão ao catolicismo (influenciado por Alceu Amoroso Lima). Como engenheiro, era um apaixonado pela eletrônica. Foi durante anos professor dessa disciplina na Escola técnica do Exército, atual Instituto Militar de Engenharia. O amor à eletrônica e à música sacra levou-o a ser um estudioso e intérprete de órgão Hammond. Este instrumento musical tornou-se uma de suas paixões, tanto pela engenhosidade de sua construção como por sua sonoridade. Sua produção literária e seu estilo foram considerados por muitos na mesma altura da de Machado de Assis, autor que o inspirou a produzir e publicar uma antologia (de Assis). Sobre Gustavo Corção, Raquel de Queiroz afirmou em 1971: “A maioria dos brasileiros conhecem duas faces de Gustavo Corção. Uma, a do escritor exímio, a usar como ninguém a língua portuguesa, o autor que, vivo ainda, graças a Deus, é um indiscutível clássico da literatura nacional. [...] A segunda face é a do anjo combatente, de gládio na mão, a castigar os impostores que vivem a gritar o nome de Deus e da Sua Igreja, não para os louvar, antes para apregoar na feira inocente-útil do ‘progressismo’. O pensamento de Gustavo Corção caracteriza-se por uma postura política conservadora, inimiga do catolicismo liberal e favorável ao diálogo com a esquerda, representado por Alceu Amoroso Lima, Sobral Pinto, e Dom Hélder Câmara, e pela defesa do tradicionalismo litúrgico e doutrinário, o que o colocou em posição de antagonismo em relação à Igreja que emergiu do Concílio Vaticano II; concílio convocado pelo Papa João XXIII e encerrado pelo Papa Paulo VI. Corção apoiou a derrubada do governo de João Goulart pelo movimento encabeçado pelos militares, em 1964, pois entendia que esse governo abria as portas para o comunismo e, consequentemente, para a influência soviética no Brasil, implicando no fim da democracia e das liberdades individuais, incluindo a liberdade de possuir uma fé religiosa. Suas polêmicas com católicos menos conservadores e com as esquerdas, ocorriam em grandes jornais como O Globo, Rio de Janeiro e O Estado de São Paulo.
Corcao was een katholieke Braziliaanse auteur. Het gegeven in deze roman is dat een man van zijn arts te horen krijgt dat hij nog drie tot vier maanden te leven heeft. Hij heeft kanker en er is geen hoop meer op herstel. Alleen door bloedtransfusies is nog enig uitstel mogelijk. De man stort zich op filosofie en geloof, er staat druk op hem om niet alleen de wereld maar vooral ook zichzelf te begrijpen. Door de tijdsdruk is die zoektocht niet vrijblijvend. Daarin zit de kracht van dit boek, dat je de urgentie voelt. Blijkens andere reviews is niet iedereen van de filosofische passages gediend, maar ik stoorde mij hier niet aan.