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Da Diáspora - Identidades e Mediações Culturais
Formado na Jamaica e em Oxford para fazer parte da elite colonial, Stuart Hall mora na Grã Bretanha desde 1951 e considera que ser migrante é a condição arquetípica da modernidade tardia . Escreve a partir da diáspora pós-colonial, de um engajamento com o marxismo e com teóricos culturais contemporâneos e de uma visão de cultura impregnada pelos meios de comunicação. Sua obra é delicada em sua empatia com interlocutores teóricos e atores na cena cultural e incisiva em sua afirmação da importância social de pensar, para deslocar as disposições do poder e democratizá-las. O pensamento de Hall passa por convicções democráticas e pela aguçada observação da cena cultural contemporânea. A maioria de seus textos teóricos é ligada a uma conjuntura específica, incluindo aí um momento da discussão teórica sobre cultura.
434 pages, Paperback
First published January 1, 2003
About the author
Stuart Hall
185 books414 followersStuart Hall was an influential Jamaican-born British sociologist and cultural theorist. He was Professor of Sociology at the Open University, the founding editor of New Left Review, and Director of the Centre for Contemporary Cultural Studies at the University of Birmingham.
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Displaying 1 - 1 of 1 review
July 29, 2026
Hall oferece uma das análises mais sofisticadas sobre as transformações políticas e culturais da modernidade tardia, ao demonstrar que a diversidade não é exceção, mas condição estrutural das sociedades contemporâneas. O autor desloca o debate ao distinguir entre o multicultural (condição social) e o multiculturalismo (respostas políticas), evidenciando que se trata de um campo de disputa, e não de uma doutrina única.
O grande mérito do texto está na articulação entre globalização, pós-colonialidade e formação das identidades, mostrando como a diferença é continuamente produzida e reorganizada. Conceitos como hibridismo, diáspora e proliferação da diferença permitem compreender a instabilidade das identidades e a crise das noções tradicionais de nação, cultura e cidadania.
Outro ponto forte é a crítica ao universalismo liberal e ao comunitarismo, propondo uma política que articule igualdade e reconhecimento sem reduzir uma à outra. A ideia de uma democracia multicultural agonística amplia significativamente o horizonte teórico.
Como limitação, a elevada densidade conceitual pode dificultar a leitura inicial. Ainda assim, trata-se de uma obra basilar e referência central para pensar cultura, poder e democracia no mundo contemporâneo.
O grande mérito do texto está na articulação entre globalização, pós-colonialidade e formação das identidades, mostrando como a diferença é continuamente produzida e reorganizada. Conceitos como hibridismo, diáspora e proliferação da diferença permitem compreender a instabilidade das identidades e a crise das noções tradicionais de nação, cultura e cidadania.
Outro ponto forte é a crítica ao universalismo liberal e ao comunitarismo, propondo uma política que articule igualdade e reconhecimento sem reduzir uma à outra. A ideia de uma democracia multicultural agonística amplia significativamente o horizonte teórico.
Como limitação, a elevada densidade conceitual pode dificultar a leitura inicial. Ainda assim, trata-se de uma obra basilar e referência central para pensar cultura, poder e democracia no mundo contemporâneo.
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