Todas as Sextas, o livro de estreia da chef Paola Carosella, combina um relato autobiográfico arrebatador e uma seleção de mais de 90 receitas que fizeram o sucesso dos menus especiais da chef às sextas-feiras em seu restaurante Arturito, em São Paulo. A prosa poética de Paola revela uma mulher batalhadora, determinada e vitoriosa, que transcendeu os percalços da vida com a ajuda da cozinha. Suas receitas, com histórias e comentários instigantes, transbordam excelência técnica, generosidade, gratidão e amor.
As belíssimas imagens do premiado fotógrafo britânico Jason Lowe completam o livro de forma natural – como Paola tanto gosta.
Quando eu comecei "Sinto saudades dos tempos em que tudo o que eu tinha a fazer na vida era cozinhar.", eu sabia que estava lendo algo diferente. Paola tem um raro perfil de combinar talento na cozinha e na escrita. Na primeira metade do livro ela o conduz para a experiência da sua vida, com uma voz narrativa aconchegante de uma contadora de estórias. Muito mais do que aprender receitas ou escolher ingredientes, ela mudou a perspectiva da minha relação com a cozinha e os alimentos; deslocou minha atenção do glamour dos chefs para a experiência íntima e multissensorial de uma cozinheira. O espaço da cozinha ganhou uma dimensão diferente, mais parecida com o ateliê de um artista e a sua relação com o mundo.
É muito legal poder ler as palavras escritas por Paola e quase escutá-la contando sua história pra gente. As receitas têm a cara dela, tanto enquanto pratos mas especialmente na maneira como elas parecem conversar e nos aconselhar na cozinha. Mal posso esperar para fazer algumas.
Um belo livro que mistura receitas e histórias. Algumas receitas realmente são muito complexas, mas Paola já deixa isso claro, então não dá pra reclamar. Outras, por experiência própria, já testamos em casa e não deram muito certo, algo que não perdoamos, já que no canal da Paola no YouTube tem a mesma receita com outras proporções de ingredientes que funcionam. Enfim, achei o livro legal para saber um pouco da vida dela, mas sem muita profundidade e com fotografias muito belas.
“Segundo Bernard, eu, por ser uma jovem de classe média e sobretudo por ser mulher, acabaria massacrada pelos cozinheiros brutos que trabalhavam naquela cozinha.
Para eles, a cozinha era um trabalho como outro qualquer. Não um sonho de vida, apenas um meio de sobreviver. Ninguém compartilharia conhecimento comigo nem teria paciência nem entenderia por que uma menina como eu, com tantas possibilidades de escolha, queria trabalhar ali. Mas eu queria muito. E a cada segundo queria mais.”
Paola Carosella escreve de forma simples, linda e gostosa. Ela conta sobre seus avós, seus pais, o primeiro trabalho e como chegou até o Arturito. Custa caro, mas vale pra caramba ;)
no livro, que se propõe a trazer algumas das receitas dos menus executivos do arturito, restaurante da paola, a chef abre contando um pouco da história de sua relação com a cozinha e com a gastronomia!
as receitas também são entremeadas com comentários da cozinheira sobre sua vida, o processo de criação da receita e as afetividades por trás dela. é um livro super sensível, lindo demais, que vale a leitura! o primeiro livro de receitas que li em toda a vida e li rapidinho! amei!
Tengo una gran admiración por Paola, en varios sentidos. Leyendo este libro me hizo sonreír y llorar, y trajo a mi casa un montón de recetas maravillosas que espero poder realizar con la conexión y la generosidad que ella ve en la cocina.
É muito bacana ler a trajetória da Paola por ela mesma e as receitas são finíssimas. Já fiz algumas poucas, mas fiquei com vontade de fazer todas. Todas as receitas são muito elegantes, até uma farofa a Paola deixa elegante.
Paola relata a história dela na cozinha de uma forma muito intensa e apaixonada. Ela descreve com muitos detalhes os cheiros, sensações e espaços, você se sente dentro da cozinha com ela.
Esse livro, além de receitas, contém a história dela, da forma mais íntima, sensível e visceral. Paola é uma mulher forte, independente, batalhadora, generosa, cuidadosa, profunda, inteligente e, de quebra, uma das melhores cozinheiras que já vi na vida. E não só por seu conhecimento na cozinha, mas porque ela faz o que ela faz porque ela AMA! Porque é o que a da prazer, vontade de viver e, como ela fala, tesão.
Suas receitas são acompanhadas de histórias contadas da forma mais afetuosa e cuidadosa possível. É como se ela escrevesse com a alma. Nunca vou conseguir entender como alguém consegue usar tão bem as palavras como ela. As receitas são generosas, cheias de amor e conhecimento. Paola já trabalhou em muitos lugares, já estudou muito, já viveu muitas coisas que fizeram ela ser a mulher que ela é. O livro é cheio de técnicas e dicas que eu acho que muitos livros de cozinha nunca irão ter. São conhecimentos apenas adquiridos por aqueles que viveram da cozinha, que estudaram, que procuram entender mais, que sabem o que fazem e que, obviamente, são apaixonados e fascinados pela arte de cozinhar. E essas receitas apenas podem ser recitadas por alguém que ame e honre tanto a cozinha como ela.
Eu amo o Todas as Sextas. E acho que nenhum livro que eu possuo consegue despertar em mim o que esse livro desperta. Por mim, eu levaria esse livro para onde eu fosse, a todo momento. As vezes pego ele a noite e fico lendo até pegar no sono. As vezes acordo com aquela vontade de ler algo que me desperte algum sentimento, e leio a parte em que ela conta sua história. As vezes só preciso escutar a voz da Paola na minha cabeça enquanto narra receitas.
Posso dizer com segurança: esse é o meu “comfort book”. Esse livro me mudou. Me muda. E continuará a me mudar.