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A Escada de Istambul
Em Istambul, confluência de mundos, uma estranha escada desperta a atenção do autor deste romance, que decide ir atrás da sua história. Ela confunde-se, porém, com a saga dos seus construtores. Conhecidos como os «Rothschild do Oriente», os judeus Camondo erraram pela Europa até se instalarem em Istambul, onde viriam a tornar-se banqueiros do sultão e grandes filantropos. Abraham-Solomon, o patriarca, era o judeu mais rico do Império Otomano e combateu a maldição do judaísmo na Turquia fundando escolas que respeitavam todos os credos e legando ao filho e aos netos a importância da caridade e do mecenato.
Já em Paris, o seu bisneto Isaac, amigo dos pintores impressionistas, doaria ao Museu do Louvre mais de cinquenta quadros de Monet, Manet e Degas; e o seu primo Moïse, devastado pela morte do filho na Primeira Guerra Mundial, abriria um museu que ainda hoje pode ser admirado e visitado na capital francesa. E, porém, apesar do seu poder e da sua influência, poucos conhecem a história desta família magnânima.
O mistério explica-se: sobre a dinastia Camondo abateu-se uma fatalidade – a sua fortuna e o seu sangue eclipsaram-se nos campos de extermínio de Auschwitz. Em "A Escada de Istambul", Tiago Salazar resgata do esquecimento várias gerações desta família e compõe, a partir de factos e documentos reais, uma ficção na qual ele próprio deambula como personagem.
Já em Paris, o seu bisneto Isaac, amigo dos pintores impressionistas, doaria ao Museu do Louvre mais de cinquenta quadros de Monet, Manet e Degas; e o seu primo Moïse, devastado pela morte do filho na Primeira Guerra Mundial, abriria um museu que ainda hoje pode ser admirado e visitado na capital francesa. E, porém, apesar do seu poder e da sua influência, poucos conhecem a história desta família magnânima.
O mistério explica-se: sobre a dinastia Camondo abateu-se uma fatalidade – a sua fortuna e o seu sangue eclipsaram-se nos campos de extermínio de Auschwitz. Em "A Escada de Istambul", Tiago Salazar resgata do esquecimento várias gerações desta família e compõe, a partir de factos e documentos reais, uma ficção na qual ele próprio deambula como personagem.
312 pages, Paperback
First published January 1, 2016
About the author
Tiago Salazar
21 books16 followersTiago Salazar nasceu em 1972. Eterno finalista de Relações Internacionais, debutou no Semanário como jornalista, em 1991. Escreveu sobre artes plásticas, livros, cinema, pessoas célebres (e menos célebres), política, economia, sociedade, desporto e obituários. Mantém-se no activo como promitente escritor e andarilho profissional, ofício a que ninguém reconhece seriedade.
No Paleolítico Superior publicou contos no «DN Jovem» e no «DNa», do Diário de Notícias, no Expresso e na revista Ficções. Fez guiões para televisão, foi assessor do gabinete de imprensa do Instituto Camões e co-comissário de um salão internacional de artes plásticas. Colaborou ainda (orgulhosamente) com o Jornal de Monchique, onde assinou a coluna «Pirilampo Trágico», fez parte da equipa fundadora da revista Blue Travel e assinou a rubrica «Escapadas» do jornal Correio da Manhã. Tem ainda colaboração eclética e dispersa por outras revistas e jornais, da elegante defunta Grande Reportagem ao eterno Borda d'Água.
É autor de livros de viagens, Viagens Sentimentais (2007), A Casa do Mundo (2008), As Rotas do Sonho (2010), e ainda Endereço Desconhecido (2011), Hei-de Amar-te Mais (2013), Crónica da Selva (2014), O Baú Contador de Histórias (2014), Quo Vadis, Salazar? (2015), o romance A Escada de Istambul (2016),
O Moturista Acidental (2017) e A Orelha Negra (2017)
No Paleolítico Superior publicou contos no «DN Jovem» e no «DNa», do Diário de Notícias, no Expresso e na revista Ficções. Fez guiões para televisão, foi assessor do gabinete de imprensa do Instituto Camões e co-comissário de um salão internacional de artes plásticas. Colaborou ainda (orgulhosamente) com o Jornal de Monchique, onde assinou a coluna «Pirilampo Trágico», fez parte da equipa fundadora da revista Blue Travel e assinou a rubrica «Escapadas» do jornal Correio da Manhã. Tem ainda colaboração eclética e dispersa por outras revistas e jornais, da elegante defunta Grande Reportagem ao eterno Borda d'Água.
É autor de livros de viagens, Viagens Sentimentais (2007), A Casa do Mundo (2008), As Rotas do Sonho (2010), e ainda Endereço Desconhecido (2011), Hei-de Amar-te Mais (2013), Crónica da Selva (2014), O Baú Contador de Histórias (2014), Quo Vadis, Salazar? (2015), o romance A Escada de Istambul (2016),
O Moturista Acidental (2017) e A Orelha Negra (2017)
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Community Reviews
Displaying 1 - 13 of 13 reviews
December 11, 2016
A verdade é que este livro não se revelou nada do que eu estava à espera.
Começo por confessar que nunca tinha ouvido falar da família Camondo. A ignorância nem sempre é uma coisa má (principalmente quando é ultrapassada), e a descoberta do percurso dos judeus Camondo tornou esta leitura muito especial.
A originalidade da narrativa surpreendeu-me. Apesar de conseguir encontrar o Tiago Salazar viajante nas páginas deste livro, até porque nele participa como personagem que viaja (pois claro), descobri o romancista que conta uma história verdadeira (assumo eu devido à ignorância já referida) de forma ficcional. Confusos? Também eu, mas vou tentar deslindar isto.
Contar a história de uma família ao longo de mais de cem anos, por muito interessente que seja (e é), e por muitos feitos que haja a revelar, pode resultar num livro de História igual a tantos outros. Mas não é isso que acontece n’A Escada de Istambul, e ainda bem. Neste livro temos o tal viajante (que por acaso é o autor) que, em deambulações por Istambul, encontra uma escada. Sobe e desce, desce e sobe, e instala-se a curiosidade, e desejo imenso, enfim, a necessidade de saber a história da escada. A casualidade leva-o a encontrar Mehte, um turco que vive numa casa no cimo da dita escadaria. O viajante é convidado para a casa do novo amigo e, ao mesmo tempo que Mehte vai desembrulhando o novelo de uma história que são muitas, a família Camondo vai sendo revelada, entre conversas e raki, num leque de personagens que, imagino eu, viveram com o autor até serem páginas deste romance. E, talvez, até depois disso.
A estreia de Tiago Salazar no romance é, a meu ver, bem sucedida. Apreciei muito a forma como a narrativa se desenvolve na casa de Mehte, mantendo sempre presente o contador da história e o viajante seu ouvinte. Mas ao mesmo tempo, e com uma habilidade admirável, o leitor é transportado para o passado, para o seio da família Camondo, como se efectivamente estivesse na europa de outros tempos, na casa (ou casas) desta família de negociantes, banqueiros, filantropos e amantes do saber e das artes. Não é um relato ou uma descrição do que aconteceu, é um romance à séria, com personagens que convencem, envolvem, e que se tornam maiores do que o narrador.
Para mim representa uma descoberta e uma aprendizagem, lida com o prazer que um romance bem pensado e bem escrito proporciona. Recomendo.
http://planetamarcia.blogs.sapo.pt/a-...
Começo por confessar que nunca tinha ouvido falar da família Camondo. A ignorância nem sempre é uma coisa má (principalmente quando é ultrapassada), e a descoberta do percurso dos judeus Camondo tornou esta leitura muito especial.
A originalidade da narrativa surpreendeu-me. Apesar de conseguir encontrar o Tiago Salazar viajante nas páginas deste livro, até porque nele participa como personagem que viaja (pois claro), descobri o romancista que conta uma história verdadeira (assumo eu devido à ignorância já referida) de forma ficcional. Confusos? Também eu, mas vou tentar deslindar isto.
Contar a história de uma família ao longo de mais de cem anos, por muito interessente que seja (e é), e por muitos feitos que haja a revelar, pode resultar num livro de História igual a tantos outros. Mas não é isso que acontece n’A Escada de Istambul, e ainda bem. Neste livro temos o tal viajante (que por acaso é o autor) que, em deambulações por Istambul, encontra uma escada. Sobe e desce, desce e sobe, e instala-se a curiosidade, e desejo imenso, enfim, a necessidade de saber a história da escada. A casualidade leva-o a encontrar Mehte, um turco que vive numa casa no cimo da dita escadaria. O viajante é convidado para a casa do novo amigo e, ao mesmo tempo que Mehte vai desembrulhando o novelo de uma história que são muitas, a família Camondo vai sendo revelada, entre conversas e raki, num leque de personagens que, imagino eu, viveram com o autor até serem páginas deste romance. E, talvez, até depois disso.
A estreia de Tiago Salazar no romance é, a meu ver, bem sucedida. Apreciei muito a forma como a narrativa se desenvolve na casa de Mehte, mantendo sempre presente o contador da história e o viajante seu ouvinte. Mas ao mesmo tempo, e com uma habilidade admirável, o leitor é transportado para o passado, para o seio da família Camondo, como se efectivamente estivesse na europa de outros tempos, na casa (ou casas) desta família de negociantes, banqueiros, filantropos e amantes do saber e das artes. Não é um relato ou uma descrição do que aconteceu, é um romance à séria, com personagens que convencem, envolvem, e que se tornam maiores do que o narrador.
Para mim representa uma descoberta e uma aprendizagem, lida com o prazer que um romance bem pensado e bem escrito proporciona. Recomendo.
http://planetamarcia.blogs.sapo.pt/a-...
April 29, 2020
Não obstante ser um livro de ficção, Tiago Salazar conduz-nos em mais uma viagem sentimental, desta vez por Istambul e Paris na companhia da família Camondo.
Partindo de uma escadaria estranha, o autor conta-nos a história de uma família judia, extremamente rica, que utilizou a sua fortuna para promover a tolerância e o bem, especialmente com a criação de um conjunto de escolas, onde todas as religiões eram ensinadas. Como é óbvio, a fortuna dos Camondo gerou invejas em muitas faixas da sociedade e a família teve de mudar de lar muitas vezes. Mas, apesar de muita tragédia pelo meio, o legado continua hoje, num bonito museu parisiense.
O “problema” de Tiago Salazar é que descreve os locais com tanta sensibilidade que me apetece ir a correr vê-los. Fiquei super curiosa com a escadaria em Istambul e tenho vontade de descobrir mais sobre o legado da família Camondo. Os livros são fantásticos quando nos abrem horizontes!
Partindo de uma escadaria estranha, o autor conta-nos a história de uma família judia, extremamente rica, que utilizou a sua fortuna para promover a tolerância e o bem, especialmente com a criação de um conjunto de escolas, onde todas as religiões eram ensinadas. Como é óbvio, a fortuna dos Camondo gerou invejas em muitas faixas da sociedade e a família teve de mudar de lar muitas vezes. Mas, apesar de muita tragédia pelo meio, o legado continua hoje, num bonito museu parisiense.
O “problema” de Tiago Salazar é que descreve os locais com tanta sensibilidade que me apetece ir a correr vê-los. Fiquei super curiosa com a escadaria em Istambul e tenho vontade de descobrir mais sobre o legado da família Camondo. Os livros são fantásticos quando nos abrem horizontes!
June 30, 2019
Foi uma leitura que me fez entrar na história de uma poderosíssima (e real) família judia - Os Camondo. Foi igualmente a minha estreia com as letras deste autor e gostei bastante.
Depois explico melhor.
Entre as 3 e as 4 estrelas
#bookbingoleiturasaosol2019
14. Um livro recomendado por booktuber, blogger ou instagrammer (Márcia Balsas - PlanetaMárcia)
Depois explico melhor.
Entre as 3 e as 4 estrelas
#bookbingoleiturasaosol2019
14. Um livro recomendado por booktuber, blogger ou instagrammer (Márcia Balsas - PlanetaMárcia)
April 28, 2017
Um livro sobre a história da família Camondo, uma família judaica que atravessa, pelo menos, 3 séculos entre Istambul, Veneza e Paris. Um livro sobre o desenraizamento na própria terra, sobre o poder do dinheiro e a filantropia assumida como a promoção do bem comum ou como uma forma de desculpar a própria riqueza. Um livro sobre o destino fatal das dinastias - o fim! - sobre as tragédias familiares e sobre a ambição do homem de sobreviver a si mesmo.
O estilo é, por vezes, pouco atraente e os diálogos pouco naturais, algo forçados.
O estilo é, por vezes, pouco atraente e os diálogos pouco naturais, algo forçados.
October 17, 2018
Nunca li nenhum livro do Tiago. Este foi o primeiro, e logo a sua primeira incursão no universo do romance. Não gostei especialmente. A ideia, sim, é boa. A prosa é que não me cativou, densa, difícil. Mas será uma questão de gosto.
Read
April 13, 2023Tiago Salazar iniciou-se no romance histórico com esta bela narração da família Camondo, num longo período compreendido entre o séc. XVIII e a segunda guerra mundial. A narrativa divide-se em duas partes, a primeira acontece em Istambul e a segunda em Paris e é narrada pelo turco Mehte que encontrou um Tiago Salazar curioso que subia e descia uma escada que tinha descoberto durante as suas deambulações por Istambul. Mehte convidou-o para sua casa e aí lhe contou a vida destes judeus filantropos e amantes de negócios, do saber e da arte.
De forma cativante o autor conduz o leitor até ao passado, e fá-lo viver no seio desta família, ao longo de várias gerações. Gostei muito.
August 30, 2020
Adorei conhecer a história da família Camondo ao longo de várias gerações, família essa que acabaria extinta em Auschwitz. Gosto da maneira como Tiago Salazar escreve e consegue envolver o leitor na trama. Neste romance histórico, ele próprio é uma personagem, aliás é a personagem que faz despoletar toda a narrativa ao deparar-se com uma escadaria em Istambul e deseja saber "de onde vem e para onde vai". Uma ótima viagem no tempo!
January 9, 2018
This is one of those books that you cannot put it down. A fictionalized version of the Camondo family story. How sad to see a family and a name totally disappear. I particularly enjoyed the metaphor of the stairs.
Want to Read
September 4, 2021S/LP(J)0002-SAL
November 12, 2022
A biografia da família talvez fosse interessante, na forma de romance nem tanto.
July 27, 2020
O livro resultou numa agradável leitura e fazendo uma analogia com outras histórias de famílias ricas desde os Roschild, até aos Gulbenkian passando pela família Camondo, que não conhecia.
O escritor de viagens Tiago Salazar colocou as crónicas da família Camondo no itinerário de uma viagem histórica por Istambul no tempo dos sultões da Turquia.
O escritor de viagens Tiago Salazar colocou as crónicas da família Camondo no itinerário de uma viagem histórica por Istambul no tempo dos sultões da Turquia.
Read
December 9, 2016Tiago Salazar habita este romance como se fosse um turista em permanente descoberta, o realizador de um documentário que recolhe junto de Mehte pedaços de uma história que regista em livro.
De escrita elegante, cativa facilmente o leitor, e tem a amplitude de envolver no interior dos personagens a imensidão do mundo que as rodeia.
A Escada de Istambul, é a auspiciosa estreia de Tiago Salazar na arte do romance, uma escrita com o poder de conquistar leitores fiéis.
Ler mais em Acrítico - leituras dispersas
De escrita elegante, cativa facilmente o leitor, e tem a amplitude de envolver no interior dos personagens a imensidão do mundo que as rodeia.
A Escada de Istambul, é a auspiciosa estreia de Tiago Salazar na arte do romance, uma escrita com o poder de conquistar leitores fiéis.
Ler mais em Acrítico - leituras dispersas
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