Esta é a história de Inês de Castro, a bela aia galega que arrebatou o coração do príncipe D. Pedro, futuro rei de Portugal. Bisneta ilegítima do rei D. Sancho IV de Castela, chegara a Portugal no séquito de Dona Constança, futura mulher do príncipe, que viu o coração do noivo incendiado pela sua própria dama de companhia. Perdidamente apaixonado, o casal viveu um amor proibido, até que, após a morte de Dona Constança, passou a partilhar o mesmo tecto.
Dando largas à paixão que por tanto tempo haviam escondido, Pedro e Inês viveram dias idílicos, de paço em paço, até se instalarem em Coimbra, já casados e com três filhos.
Esta ligação desagradou ao rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro. As intrigas políticas com que os conselheiros reais o sobressaltavam, alegando que os irmãos de Inês alimentavam pretensões à coroa portuguesa, contribuíram para que o rei não descansasse enquanto não libertasse, da forma mais trágica e terrível, o filho da influência da bela galega.
Maria João Fialho Gouveia é filha dos anos 60 e do Estoril. Cursou Comunicação Social, Línguas e agora História. Jornalista há quase 40 anos, passou pelas várias áreas da imprensa.
Hoje abraça a literatura, definindo a aventura da escrita como uma doce e viciante solidão que lhe completa a alma. Mulher de causas, mantém ainda afincada a militância pelos direitos humanos e dos animais.
Tem doze livros publicados: Fialho Gouveia – Biografia sentimental, Dona Francisca de Bragança – A princesa boémia, As Lágrimas da Princesa, Sob os Céus do Estoril, Maria da Fonte – Rainha do povo, Os Távoras – Entre a virtude e o pecado, Dona Filipa e Dom João I – Unidos pelo reino e pelo amor, O Primeiro Amor de Dom Carlos, A Templária, Inês, As Asas de Ritam, e ainda o imperdível A Última Imperatriz – Zita de Bragança, a princesa que enfrentou Hitler.
A forma como este amor é contada neste romance histórico deixou-me completamente envolvida e emocionada com o seu desfecho, que já se conhecia à partida, mas que não deixa por isso de ser arrebatador! https://sermaisdoqueapenas.blogspot.p...
O romance de D. Pedro e Inês é uma história que sempre me encantou. Por isso mesmo, já li inúmeros livros sobre o tema, pelo que achei que sabia tudo sobre o mesmo. No entanto, tenho de confessar, que este livro me surpreendeu com factos de que nunca tinha ouvido falar. Só por isso já valeu a pena a sua leitura. Mas não foi só... Maria João Fialho Gouveia apresenta um trabalho muito cuidado, onde se evidencia a grande pesquisa que fez e que transmite nas páginas de “Inês”.
4* *Aviso * Este livro não é feito para quem não gosta de historia ! Eu comprei este livro , 1º porque a capa chamou muito a minha atenção , 2º eu sou fascinada pela historia de Portugal , principalmente pela historia de D.Pedro e D.Inês e em seguida pela dinastia de Avis ,tudo o que envolve esta época eu sou capaz de ficar horas a conversar! Sobre o livro , Inês, foi o primeiro contacto que tive com este autora nacional e posso dizer que fiquei muito satisfeita ,o livro em si envolve todo envolta de muita pesquisa , sobre o rei D.Afonso IV , o seu irmão bastardo D.Afonso Sanches, como também envolve a historia de D.Pedro I e de D. Inês ,posso dizer que aprendi algumas coisas novas , sobre reinos , sobre reis , e sobre como as leis eram vividas naquela época ! E adorei esta parte histórica toda ! So tenho uma coisa apontar , queria um bocadinho mais de romance entre D.Pedro I e D. Inês , e queria ter visto mais de D.Pedro na corte Portuguesa! Mas se gostam de historia isto é definitivamente um must read :)
Romances históricos não são o meu tipo de leitura favorita, mas este está simplesmente soberbo. De leitura fluida e interessante, vai narrando os factos e a ficção que envolvem Pedro e Inês, desde que nascem até que morrem. Muito bem escrito!
Esta é a história de um grande e trágico amor que arrebatou os corações de D.Pedro I e Dona Inês de Castro. Foi um amor que venceu o tempo e ultrapassou fronteiras. Foi um amor maior do que tudo, inclusivé do ódio de outros. Foi um amor que transpôs a morte e tornou-se eterno, sendo ainda hoje uma inspiração para os românticos deste mundo. Esta é uma das maiores histórias românticas que alguma vez existiu e que nos mostra que no jogo da vida e da morte, o único vencedor é o amor.
Depois de ter assistido a uma sessão de autógrafos da autora Maria João Fialho Gouveia resolvi pegar no seu romance Inês. Não conhecia a sua escrita ficcional pois apenas tinha lido a biografia sobre o seu pai. De qualquer forma um livro sobre o amor de Pedro e de Inês tinha de ler, depois de ter lido quase todos os que foram publicados em Portugal. Nesta obra acompanhamos a vida de Inês desde a sua infância em casa de uma prima de seu pai, viúva de um meio irmão de D. Afonso IV, até ao final dos seus dias. Inês acaba por abandonar a casa a que chama lar, para vir para Portugal acompanhando D. Constança, noiva de D. Pedro, príncipe herdeiro de Portugal. De referir que Inês de Castro já era aia da jovem Constança anos antes de se deslocarem para o reino vizinho. Esta é uma história bastante conhecida. escrita e reescrita, o que poderia tornar o livro repetitivo, sem surpresas ou mesmo entediante. Mas não foi. A investigação feita pela autora leva-nos a um tempo e a uma história com alterações ao que é usualmente contado. Inês e Pedro são-nos, aqui, apresentados como duas personagens além do seu tempo, onde o amor impera sobre a politica e a guerra. Na verdade, penso que neste livro a grande novidade é a imagem que nos é dada do príncipe herdeiro. Enquanto que em outras obras se explora a imagem sanguinária do rei, neste é-nos justificado as suas atitudes, e as suas ações. Pedro não é mais do que uma figura dúbia da nossa história pois para uns é o Cru, enquanto que para outros se trata do Justiceiro. Também Inês aparece como uma jovem apaixonada, mas ciente da complexidade da sua posição perante a corte portuguesa. Ela sabe que os portugueses a temem, temem a sua família e as relações que esta última mantém com o príncipe herdeiro, bem como o ascendente que o amor, supostamente, lhe daria sobre D. Pedro. Mais, existe um pormenor na sua vida, ainda na infância, que influência negativamente a sua imagem perante D. Afonso IV. E essa particularidade faz toda a diferença. Para além disso está muito bem escrito, com uma narrativa fluida em que o rigor da época histórica acaba por interagir com a destreza de um narrador que desenvolve a ação de uma forma soberba, que prende o leitor do primeiro capitulo à ultima página. Trata-se, pois, de uma leitura que recomendo sem hesitações enquanto aguardo o lançamento de Maria da Fonte, A rainha do povo, a sair em novembro.
A autora deve ter despendido de muitas horas em pesquisas de todos os factos e pormenores que tivessem a mínima relação para com a história e eu não hesitaria em recomendar este livro a alguém que estivesse a fazer um estudo da época. Contudo, para uma obra romanceada, somos constantemente bombardeados com informações sobre arquitetura, lendas e ordens religiosas que não contribuem em nada para a história de amor de Pedro e Inês. Esta, pareceu cair sempre em segundo plano apesar de ser o elemento principal da narrativa. Confesso que fiquei desiludida.
A história de Pedro e Inês, que se confunde entre História e Mito, sonho e tragédia factual, há muito que fascina toda uma nação. Se o que é destacado quase que por obrigação é o grande amor (algo doentio, diriam alguns), a dor egoísta e a desfaçatez da vingança imputada por D. Pedro, já enquanto rei, aos que não aceitaram D. Inês, em vida, a verdade é que esta história de amor foi também (e essencialmente) política. Engane-se quem achar que estamos a lidar com um rei desagradado per si, e julguem alguém toda uma cadeia de interesses e especulações que saía muito do âmbito do país e das fronteiras tão arduamente defendidas por D. Dinis, avô de D. Pedro I. A verdade, é que o real conhecimento deste acontecimento infame exige conhecer as trocas e guerrilhas políticas ocorridas na Península Ibérica até duas gerações antecedentes, de forma a compreender a intrincada e frágil dança efectuada entre os reinos de Portugal, Castela e Aragão. No entanto, resumir esta história ao jogo político é retirar poder e personificação a um amor, forte como os poucos que ficam registados na História. É principalmente inibir a análise da fuga à regra, do amor que não foi só político, pelo menos aos olhos de D. Pedro I. E embora toda a gente fale de Inês (do poder sedutor, da família ambiciosa, da intromissão na vida do príncipe herdeiro), ninguém fala realmente sobre ela. Esta foi a proposta de Maria João Fialho Gouveia quando nos trouxe mais uma abordagem romanceada a um período histórico visitado pela mão de uma das mulheres com maior destaque nos anais da História de Portugal (independentemente de ter ou não feito algo para isso). Este livro começa precisamente pela apresentação de uma árvore genealógica, sem a qual também a narrativa pudesse ser mais confusa. E a narrativa pretende também acompanhar um processo evolutivo ao colocar Inês inicialmente desde jovem sob o olhar do leitor. A ideia é precisamente humanizar esta personagem e torná-la mais real e palpável para quem pretende conhecê-la. Apesar de já não estar habituada aos diálogos exemplificados em registo dito histórico, e por esse motivo me ter custado a entrar na leitura, retirei prazer da narrativa e foi uma oportunidade de mergulhar num outro tempo e retirar pormenores (que ainda desconhecia) para o meu leque de aprendizagens. Julgo que ninguém fará indiferente a esta jovem, que de um percurso tranquilo e límpido, foi arrastada para um furacão de desavenças, inveja, tragédia e superação. - Cláudia
Que desilusão. Já li vários livros sobre Pedro e Inês e este é capaz de ter sido o pior de todos. E não é por estar mal escrito ou cheio de erros. Não. Pelo contrário. O livro está escrito de forma a emular a forma de falar do Português do século XIV - o que demora um bocadinho a entranhar-se - e a pesquisa histórica da autora é extensa.
Mas aí reside o grande grande problema deste livro. É que é um livro que não sabe o que quer ser. Está cheio de descrições de arquitectura, paisagens, costumes...e cheio cheio cheio de exposição, alguma dela muito mal disfarçada de conversas. Por exemplo, a páginas tantas, D. Pedro I e o irmão de Inês de Castro estão a conversar sobre tricas políticas de Castella. O problema é que, porque a autora quer passar para o leitor toda a informação necessária à compreensão destas, D. Pedro acaba por passar por idiota alheado do que se passa no jogo político ibérico...algo que é factualmente errado.
Este livro não sabe se quer ser um romance, se quer ser um manual de História de Portugal. E esse é o seu grande problema. Ao tentar ser um equilíbrio entre ambos, falha em ser um bom livro em qualquer dos géneros. Para livro de História, a informação aparece demasiado dispersa e interrompida por descrições supérfluas. Para romance, encontra-se de tal forma afogado em exposição que os personagens praticamente não têm qualquer desenvolvimento. Tirando Inês de Castro, diria mesmo que são todos extremamente unidimensionais. E o grande romance entre Pedro e Inês? Pouquinho releva. Tirando constantes tentativas de descrever cenas de sexo com floreados e eufemismos, o grande romance não existe. E num livro sobre Pedro e Inês, para mim, isso é grave.
Eu forcei-me a acabar de ler o livro. Porque o andava a arrastar desde 2018 e já estava farto de o ver sobre a mesa-de-cabeceira, inacabado. Portanto não recomendaria a ninguém perder tempo com ele, a menos que saiba exactamente ao que vai. Por outro lado, conheço quem o tenha adorado. Portanto é bem capaz de ser um livro cuja apreciação dependerá mesmo mesmo muito do leitor.
Não conhecia bem a história de Pedro e Inês, este livro maravilhoso conseguiu transportar-me até aquela data e viver o grande amor por eles vivido. Sem dúvida que viveram um grande amor, Pedro amou Inês de tal forma, que nunca mais a conseguiu esquecer apartir do momento em que lhe pôs a vista em cima. Tudo fez para conseguir torná-la sua e sua rainha. Tive imensa pena de tudo pelo que a Inês teve de passar, mas conseguiu sempre ser uma verdadeira rainha, sem coroa. O romance, no meu entender, foi muito bem escrito, contando todas as intrigas palacianas, através de conversas entre as personagens. Em suma, adorei o Inês. 🥰
Este livro não é feito para quem não gosta de historia ! Antes de mais, 1º este livro foi-me oferecido, 2º a capa chamou muito a minha atenção e 3º sou fascinada pela historia de D.Pedro e D.Inês. Uma história de amor e trágica ao mesmo tempo. Bastante óbvio o trabalho de Maria João Fialho Gouveia, onde se evidencia a grande pesquisa que fez e que o transmite na leitura. Tão fã que fiquei desta autora!!!
Embora seja uma leitura densa, assim que o leitor se adapta, começa a ver uma beleza incrível em cada palavra, em cada frase, em cada diálogo. A escrita da autora transporta o leitor para a época sobre a qual está a ler.
Adorei este livro. De início custa um pouco a entrar no enquadramento histórico, mas depois de uma primeira fase mais factual o livro torna-se estupendo. Conhecia muito pouco acerca da história de Inês e D. Pedro, só mesmo o que é apresentado no plano de estudos de Português do secundário e com este livro pude conhecer ao pormenor toda a história desde a infância à morte de Inês de Castro. Aconselho vivamente este livro a quem seja amante de História.
Opinião: A História de Pedro e Inês é das que mais amo em toda a nossa rica história de Portugal. Já li diversos livros, vi filmes e curtas metragens, li documentos históricos. Este livro é apenas um bónus enorme e maravilhoso narrado de forma exímia e clara, com extrema facilidade de leitura da tragédia pela qual Inês de Castro passa, e a dor de Pedro, que permanece até falecer. Inês e Pedro não são inocentes, mas a violência e motivos pelos quais a vida de Inês é brutalmente ceifada parte o coração até aos mais duro dos leitores. Este foi dos livros que mais gostei de ler baseado nesta história, sendo que várias gerações são mencionadas (acompanhamos por exemplo a vida de Inês desde pequena) e retratadas e os eventos são descritos de forma romantizada mas fiel e verdadeira aos acontecimentos fidedignos. Foi a minha estreia com a autora, fiquei muito fã, vou ler mais com certeza da mesma. Recomendo, e acreditem que eu só comecei a ler romances históricos no ano passado e já somei vários! Tornou-se um dos meus géneros literários favoritos principalmente se forem acerca da nossa vasta História. @bibliotecamil_insta
For me the greatest representation of true love is not Juliet and Romeo but Inês and D. Pedro. So when I saw this book in Bertrand's bookstore I knew that I needed to read it. I think it is a good representation but it could be better. Some parts were rushed. Nevertheless, it was a great book.
A história de Pedro e Inês que todos conhecemos muito bem contada e aprofundada, mostrando este grande amor que foi vivido e que ao que tudo indica marcou aqueles que o presenciaram e que chegou até aos dias de hoje, tendo por palco vários cenários portugueses e espanhóis.