Obra de referência indispensável para o estudo dos nomes mais importantes do pensamento filosófico ao longo da história, esta História da Filosofia, que tem como principal objectivo romper com a anterior historiografia filosófica e recusar as interpretações tendenciosas, surge agora com uma nova apresentação gráfica e com doze volumes apenas. Através de um discurso claro, pedagógico e acessível, este segundo volume incide sobre ´Escola Peripatética´, o´ Estoicismo´, o´ Epicurismo´, o ´Cepticismo´, o ´Ecletismo´, o ´Neoplatonismo´, a ´Filosofia Patrística´, ´A Gnose´ e sobre S. Agostinho.
Leading Italian existentialist, Abbagnano studied in Naples and taught at Turin. His ‘philosophy of the possible’ condemned other existentialists for either denying human possibility (because all our efforts are futile in a hostile and meaningless universe) or exaggerating it, imagining us capable of things which actually lie outside our potential. In his later work he tended to adopt a more naturalistic and scientific approach to philosophy, although still condemning the ‘myth of security’ implicit in a complacent scientific world view. His major works include the monumental three-volume Storia della filosofia (‘History of Philosophy’, 1946–50) and Possibilità e libertà (‘Possibility and Liberty’, 1956).
In this second volume, we follow the different stages of Greek and Roman philosophy. Again, Christian thought underlines Protestantism, including the Roman Catholic Apostolic Church and Paganism.
Neste segundo volume, Abbagnano percorre a restante Filosofia da Antiguidade: Estoicismo, Epicurismo, Cepticismo, Ecletismo, Neoplatonismo, e, com o surgir do Cristianismo, tem-se ainda a Filosofia Patrística, os Gnósticos, e o “Santo” Agostinho, entre muitos outros. É essencialmente um período triste da Filosofia, em clara decadência após a profundeza e rigor do pensamento de Platão e de Aristóteles. Além da falta de originalidade da maioria dos filósofos, o emergir da Teologia no seio da Filosofia torna-se num enorme obstáculo. É a lepra no desenvolvimento da investigação do Homem. Tertuliano é um excelente exemplo da degradação do pensamento deste período. Uma das questões idiotas desta altura (do meu ponto de vista) é a da tentativa de resolver a concordância entre a Trindade cristã e o monoteísmo desta religião. Outras questões mais interessantes abordadas são a origem do mal (e como é que este é “permitido” por Deus), a liberdade do Homem, e ainda o livre arbítrio. Escolas consecutivas andam em círculos em torno destas questões, sem grande sucesso. “Santo” Agostinho acaba por finalmente trazer alguma clarividência, e também alguns temas diferentes, como seja a natureza do tempo. Como se compreende, não gostei muito deste volume, embora a “culpa” não seja do autor, mas antes da História que ele tinha que contar.