Pânico! Morte! Carnificina! Não, este não é um filme trash. Esqueça tudo o que você sabe sobre a lenda urbana dos jacarés nos esgotos das grandes cidades. Agora é hora de ver o lado cômico dessa história. Em seu romance mais ousado, Santiago Nazarian nos traz um jacaré urbano, frustrado e existencialista, que usa sua bocarra não apenas para mastigar, como também para dissertar sobre sua infeliz condição de réptil que perdeu o reinado sobre a Terra. Convivendo com ratos autoritários, sapos boêmios, tonéis sedutores e outros seres absurdos, ele procura seu lugar na metrópole, logicamente sempre tentando comer alguém. Nesse caldo estão referências tão díspares como música brega, literatura gótica, ciências biológicas e alta gastronomia, com pitadas apimentadas de um erotismo animal. "Mastigando Humanos" é um livro para quem tem trauma da escola, mas sobreviveu ao underground. É um romance hilário, apetitoso, onde contestação adolescente e ideais filosóficos fluem pela veia sarcástica de Nazarian.
O livro é quase todo metáforas, o que eu amei. Em vários momentos parei para refletir sobre a minha própria vida e minhas ações. É um livro inteligente, que te faz rir, se surpreender e ficar um pouquinho confusa. O fim foi o que me decepcionou. Não sei, mas por enquanto as melhores histórias que li iam da normalidade ao fim do posso, era tipo THAAAAAM, e quando o livro não tem um THAAAAAAAAAM eu fico meio "ta, e aí?". No fim acabou e eu não entendi nada. Mesmo
Um jacaré... Um jacaré existencialista que vive no esgoto... ------------------------------------------- Título lido: Mastigando Humanos Título original: Mastigando Humanos: Um Romance Psicodélico Autor: Santiago Nazarian Lançamento: 2013 Esta edição: 2013 Páginas: 142 Edição: Record
O tempo suaviza, esses produtos químicos amaciam a carne, a mente corroída se lembra de tudo mais belo, aventuras passadas, contadas com orgulho quando deixadas para trás. Ah, mas passar por elas... É preciso perder alguns neurônios para que os neurônios sobreviventes se esforcem mais. Esquecer os nomes dos pais, para recitar os poetas franceses. Contanto que eu não perca minha censura, tudo do que eu me lembrar pode ser usado ao meu favor. Concordo que poderia ser tudo diferente, eu poderia ter seguido outros caminhos, não ter me lesado tanto. Mas vai saber o que uma simples friagem não pode fazer em mentes demasiadamente protegidas, ou o efeito, tóxico da noz-moscada na comidinha caseira. ~~~~Se a destruição é inevitável, que ao menos seja saborosa~~~~ .