De repente, Bidu deixou as ruas e passou a ter um dono. Mas essa nova emocionante realidade vai trazer muitas dúvidas e problemas, tanto para ele quanto para o pequeno Franjinha. E é isso que os autores Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho contam em Juntos, mais uma divertida e emocionante Graphic do cãozinho azul criado por Mauricio de Sousa.
Bidu now has a home and someone to care for him. However, adapting can prove challenging for a dog who has spent his entire life on the streets. How will Bidu adjust to his new life?
This premise sets the stage for the second volume of Bidu by MSP.
Just as in the first volume, the atmosphere here radiates warmth and sweetness. It's impossible not to adore Bidu and empathize with his emotions.
If you found joy in the first volume, there's every reason to expect the same enchantment here.
Mais um trabalho da coleção Graphic MSP que classifico como “bonitinho, mas ordinário”. A edição anterior, “Caminhos”, mostrou como Franjinha conheceu Bidu. Agora, em “Juntos”, quando apresentam as primeiras semanas do Bidu na casa do seu dono, os autores novamente fracassaram na tentativa de sensibilizar, simplesmente porque não dominam a associação da arte com roteiro. Apesar de o traço e as cores voltarem a merecer meu respeito, o enredo é desenvolvido de forma muito pobre, às vezes até apelativa. Lamentável a reutilização dos balões “inception” (com conversas ilustradas), quebrando o ritmo da leitura e obrigando o leitor a procurar sentido em imagens minúsculas que contam uma historinha dentro da história principal. E dessa vez conseguiram a proeza de piorar este que é um recurso fundamental numa HQ. Não satisfeitos com as ilustrações dentro dos balões, os autores tiveram a infeliz ideia de sobrepor todo esse minestrone com uma onomatopeia “AU”, enorme, sobre cada desenho. Como se o leitor realmente precisasse ser informado que o Bidu estava tentando “explicar” as coisas que foram desenhadas, latindo. Seria como? Cacarejando?? Sério mesmo que não pensaram numa solução mais inteligente? No meu entender, ela começaria com um roteiro em que o Bidu interagisse de outra forma. Nas HQs de Mauricio de Sousa, o cachorro eventualmente se expressava por imagens. Mas não era o tempo todo e, quando ocorria, era UMA imagem por balão, e não uma mini-história completa com desenhos microscópicos sobrepostos por enormes “AUs”.
De fato, é uma história toda “bonitinha” e “fofinha”, mas - curta e com poucos diálogos - não foi bem desenvolvida. Travando nos balões, a mensagem não me sensibilizou, muito menos me emocionou. A promessa de “encher os olhos” no editorial introdutório não se cumpriu. Aliás, aquelas cartinhas pedantes a cada início de livro convencem alguém?
Algo se salva? Pouco. A presença de Titi, Jeremias e do cachorro Manfredo foram bem-vindas. E pude perceber uma boa redução nas onomatopeias (mas ainda em excesso) que poluíram demais a edição anterior. O final enseja uma terrível continuação. Fico imaginando o que farão com as chatíssimas conversas do Bidu com a Dona Pedra. Blergh!!
Poucos artistas tiveram mais de um álbum na série “Graphic MSP”, as graphic novels dos Estúdios Maurício de Sousa , (a esta altura, maio de 2017, com 15 álbuns), e entre estes está a releitura de Bidu feita por Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho , agora na segunda aventura. Certamente dever ter pesado na decisão editorial o sucesso junto ao público.
Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho são quadrinistas. Criaram o site "Quadrinhos Rasos", de webcomics a partir de letras de músicas, ganharam o Troféu HQ Mix em 2012 na categoria "Homenagem especial" pela graphic novel Achados e Perdidos, e publicaram em 2013 a graphic novel infantil Cosmonauta Cosmo. Garrocho publica o blog de tiras Bufas Danadas.
Outras publicações de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho
Que história mais linda! Eu me apaixonei por Bidu: Caminhos e estava animada para a continuação. Mas, mesmo sabendo que a mesma daria um foco maior na relação entre Bidu e Franjinha, me surpreendi com o foco que o menino teve e como ele lidou com essa nova realidade - com direito a diário científico e histórias de super heróis e robôs caninos. A delicadeza da primeira hq continua presente aqui, assim como as cores lindas e o estilo tão diferente (amei principalmente ver o Jeremias nesse traço!!), mas não cheguei a chorar lendo essa hq como fiz com a primeira - talvez por que eu mesma nunca passei por essa situação. Ainda assim, gostei bastante dela, assim como de todas as outras hqs da Graphic MSP que já li, e continuo animada para ler outras adaptações lindíssimas desses personagens que, assim como muita gente, cresci lendo :')
Nesse volume Bidu e Franjinha vivem um lindo início de amizade; um aprendendo que deve ser mais que um "dono",mas sim um amigo. E o outro aprendendo a ser companheiro. Outra linda edição da msp graphics, recheado de ilustrações lindas e cores vibrantes. Adoro as expressões do Bidu aqui!
4,5 estrelas! <3 Como sempre, a arte dessa MSP está fantástica! Os traço do Damasceno e do Garrocho, como sempre, então de cair o c* da bun**!! Nesse volume a gente vai ver mais sobre como é difícil domesticar um animal de estimação, já que agora o Bidu está morando com o Franjinha. A história é muito rápida, e em alguns momentos você dá risada, outros momentos você fica triste, e tem uma parte que o Bidu faz igual o Gato de Botas em "Shrek", fica com aqueles olhos grandes, fazendo cara de choro. Nessa parte da até vontade de recortar e colar na testa! Hahahahah Acho que por causa dela ser tão rápida, eu não consegui me conectar tanto com os personagens, e isso me deixou um pouco incomodado. Quando chegou no final eu fiquei tipo: "não acredito que acabou!!!!", por que é realmente muito rápido. Acho que eles deveria explorar mais a relação dos dois. Recomendadíssimo!! <3
Quem já leu “We3” ou a edição silenciosa de “New X-Men”, já viu o poder do ilustrador Frank Quitely.
Quadrinhos é muito mais que imagens em quadros sequenciais. E nem precisa de balões com diálogos. Mas contar uma história de forma majoritariamente visual é algo que poucos conseguem. Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho podem agora ser comparados ao gênio Frank Quitely, pois aprimoraram o que já estava ótimo no primeiro álbum, e conseguiram contar uma história maravilhosa usando o mínimo de diálogos.
A HQ mostra como o Franjinha tem que cuidar do Bidu, só que o cachorro é uma PESTE e o menino tem que aprender a controlá-lo, só que não dá muito certo e os dois ficam tristes.
Aí eles dois vão ter que tentar se resolver.
O traço dos desenhos são lindos, as cores também, mas o melhor é o Franjinha com a chinela (sério, gente, é muito fofo, olhem as páginas 20 e 23!!!!!!AAAAAAA). Eu acho que quem gosta de cachorro vai gostar mais, e como eu sou time gato, quero ver logo a graphic msp do Mingau.
Continuação de Bidu: Caminhos, essa GN trata do relacionamento do Franjinha e do Bidu.
Continuando com uma arte única e belíssima, o quadrinho aborda a convivência inicial de dois amigos, o humano e o peludo, algo que muitos de nós vivemos e podemos relacionar.
Adorei... em forma de graphic novel, conta como foi a adaptação do Bidu ao seu novo lar. Quem adota um cão de rua com certeza vai se reconhecer nessa estória. Muito bacana mesmo.
Em Bidu: Caminhos a mesma dupla tinha mostrado o quotidiano de Bidu como cachorro que vivia abandonado na rua, vivendo uma vida de liberdade mas carregada de perigos, entre a possibilidade de terminar num canil e a insegurança da próxima refeição.
Mas Bidu encontrou um dono e ambos estão num complicado período de habituação. A criança tenta controlar Bidu sem ser bem sucedida em parte das suas tentativas, o que resulta numa série de desastres em casa que levam a restrição o espaço de Bidu ao quintal. Com menor interacção com o seu dono e restrito ao quintal, Bidu deixa de comer!
No mesmo tom que Bidu: Caminhos, este volume explora as alterações que se seguem à adopção de um animal, criando condições para que este se integre e para que os elementos da família o possam acolher. O período de habituação é complicado e carregado de episódios menos positivos.
"Ainda não dá pra saber se eu tô certo ou errado, mas acho que tô começando a entender como é cuidar de um cachorro. Eu não sou o dono do Bidu. Eu quero ficar com ele, mas não sou eu que decido isso sozinho. Nós estamos juntos nessa."
Essa graphic novel foi uma bomba de nostalgia. Não somente por causa dos personagens presentes (que marcaram a infância de praticamente todas as crianças brasileiras), mas por causa da história em si e de todas as experiências e emoções que ela retrata. Todo dono de cachorro consegue se identificar totalmente com o Franjinha nessa história delicada e emocionante. Retrataram de uma maneira perfeita a experiência de ter pela primeira vez um cachorro e o desbravamento desse novo mundo. O quanto você não sabe direito se está cuidando daquele ser tão especial da forma certa ou errada. As lutas invisíveis que temos que travar com nós mesmos e com o mundo para continuar com o nosso melhor amigo ao nosso lado. Todo o trabalho, esforço e perseverança que você tem que ter pra continuar treinando o bichinho e fazer com que ele entenda tudo o que ele pode (e não pode) fazer. Ao contrário da graphic novel anterior, Bidu: Juntos mostra não somente a história de um cachorro, mas da relação dele com seu melhor amigo e o mundo que o cerca .
Parece que a série Graphic MSP se rendeu ao caminho fácil do fofinho e sentimental. A segunda história de Bidu e Franjinha apresenta pouca coisa além de alguns planos amplos que permitem a Garrocho falar mais com as imagens que seu colega damasceno com as palavras. O enredo é escrito sob medida para tentar arrancar lágrimas de adultos que romantizam a infância.
É sempre uma alegria e uma emoção ter uma graphic MSP nova na estante para ler, eu sou muito fã desse projeto e já era fã do Eduardo Damasceno e do Luís Felipe Garrocho.
É um quadrinho visualmente lindo, com uma história tocante. Muito bem feito, como sempre.