O dezbatere între Olavo de Carvalho și Aleksandr Dughin
„Cred că sunt greu de imaginat două viziuni mai diferite decât aceea susţinută de ideologul eurasiatist cu înclinaţii naţional-bolşevice Aleksandr Dughin şi cea universalistă, de inspiraţie iudeo-creştină, a filozofului brazilian Olavo de Carvalho. Este exact ceea ce face din această carte un document intelectual fascinant, o invitaţie la reflecţii informate şi responsabile despre culturi, civilizaţii, revoluţii şi imperii în lumea de azi şi, mai ales, în aceea de mâine.“ (Vladimir TISMĂNEANU)
Olavo de Carvalho, nascido em Campinas, Estado de São Paulo, em 29 de abril de 1947, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros. Homens de orientações intelectuais tão diferentes quanto Jorge Amado, Arnaldo Jabor, Ciro Gomes, Roberto Campos, J. O. de Meira Penna, Bruno Tolentino, Herberto Sales, Josué Montello e o ex-presidente da República José Sarney já expressaram sua admiração pela sua pessoa e pelo seu trabalho.
A tônica de sua obra é a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia "científica". Para Olavo de Carvalho, existe um vínculo indissolúvel entre a objetividade do conhecimento e a autonomia da consciência individual, vínculo este que se perde de vista quando o critério de validade do saber é reduzido a um formulário impessoal e uniforme para uso da classe acadêmica. Acreditando que o mais sólido abrigo da consciência individual contra a alienação e a coisificação se encontra nas antigas tradições espirituais — taoísmo, judaísmo, cristianismo, islamismo —, Olavo de Carvalho procura dar uma nova interpretação aos símbolos e ritos dessas tradições, fazendo deles as matrizes de uma estratégia filosófica e científica para a resolução de problemas da cultura atual. Um exemplo dessa estratégia é seu breve ensaio Os Gêneros Literários: Seus Fundamentos Metafísicos, onde se utiliza do simbolismo dos tempos verbais nas línguas sacras (árabe, hebraico, sânscrito e grego) para refundamentar as distinções entre os gêneros literários. Outro exemplo é sua reinterpretação dos escritos lógicos de Aristóteles, onde descobre, entre a Poética, a Retórica, a Dialética e a Lógica, princípios comuns que subentendem uma ciência unificada do discurso na qual se encontram respostas a muitas questões atualíssimas de interdisciplinariedade (Uma Filosofia Aristotélica da Cultura — Introdução à Teoria dos Quatro Discursos). Na mesma linha está o ensaio Símbolos e Mitos no Filme "O Silêncio dos Inocentes" ("análise fascinante e — ouso dizer — definitiva", segundo afirma no prefácio o prof. José Carlos Monteiro, da Escola de Cinema da Universidade Federal do Rio de Janeiro) que aplica a uma disciplina tão moderna como a crítica de cinema os critérios da antiga hermenêutica simbólica. Sua obra publicada até o momento culmina em O Jardim das Aflições (1995), onde alguns símbolos primordiais como o Leviatã e o Beemoth bíblicos, a cruz, o khien e o khouen da tradição chinesa, etc., servem de moldes estruturais para uma filosofia da História, que, partindo de um evento aparentemente menor e tomando-o como ocasião para mostrar os elos entre o pequeno e o grande, vai se alargando em giros concêntricos até abarcar o horizonte inteiro da cultura Ocidental. A sutileza da construção faz de O Jardim das Aflições também uma obra de arte.
É grande a dificuldade de transpor para outra língua os textos de Olavo de Carvalho, onde a profundidade dos temas, a lógica implacável das demonstrações e a amplitude das referências culturais se aliam a um estilo dos mais singulares, que introduz na ensaística erudita o uso da linguagem popular — incluindo muitos jogos de palavras do dia-a-dia brasileiro, de grande comicidade, praticamente intraduzíveis, bem como súbitas mudanças de tom onde as expressões do sermo vulgaris, entremeadas à linguagem filosófica mais técnica e rigorosa, adquirem conotações imprevistas e de uma profundidade surpreendente.
A obra de Olavo de Carvalho tem ainda uma vertente polêmica, onde, com eloqüência contundente e temível senso de humor, ele põe a nu os falsos prestígios acadêmicos e as falácias do discurso intelectual vigente. Seu livro O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras (1996) granjeou para ele bom número de desafetos nos meios letrados, mas também uma multid
Pobre dugin foi obliterado neste debate(humilhação) com o olavo. Nunca imaginei que o debate fosse como foi. Esperava muito mais do Dasein do dugin. Infelizmente, o Ser ainda não se revelou o suficiente ou ele ainda não ouviu o chamado do Ser. Um ser-aí perdido no tempo e espaço.
Some say Jair Bolsonaro got inspiration from Carvalho. The Brazilian philosopher and polemicist is based in Petersburg, Virginia, USA; ...and holds a lot of guns. He'll vote for Bolsonaro, the only "nationalist" of the candidates.
Este é um debate entre tradicionalistas, e ao que parece, também foi organizado por um círculo desse meio com o qual Dugin e Olavo mantêm contato. Por isso, quando Dugin se define a certa altura do debate como "um tradicionalista de direita", há que entender que este debate ocorreu não somente no nível político, nem se destinou a ser uma experiência dedicada em primeira mão para um plateia apenas politizada. Dugin é um tradicionalista mundialmente conhecido e celebrizado; Olavo, ao contrário, trata-se de um ilustre desconhecido no exterior, e mesmo no Brasil ninguém o conhece para além da sua agitação neoconservadora (e certamente a sua atuação política, com a qual ganha o seu peixe, se veria moralmente poluída caso fosse mais aberto quanto a esse assunto).
O debate ziguezagueou ao sabor das misérias individuais de Olavo e Dugin. Olavo encontrou aqui a oportunidade para provar a que veio, e as suas intervenções resultaram quilométricas e entediantes. Dugin demonstrou completa apatia pelos rumos do debate, não encarou o Olavo com seriedade, e em mais de um momento deixou o seu adversário assumir o protagonismo.
Quanto ao assunto do debate, os sujeitos são dois doidos varridos. Há um revisionismo dos valores eurocentristas liberais; os trejeitos autoritários nos dois são óbvios; o Olavo, aderindo de forma dissimulada ao projeto neoliberal guiado pelos EUA (pois critica a nova ordem mundial criada pela elite financeira ao mesmo tempo que recomenda um projeto de prática política e econômica que foi obviamente criado por e para estes), e o Dugin, convocando a guerra entre oriente e ocidente, para derrubar de uma vez por todas a ordem liberal e criarmos uma nova ordem mundial multipolar, antiliberal, regida pela fricção no encontro de um equilíbrio de poder entre civilizações autocráticas e militaristas.
O livro é entretido ao mesmo tempo que nauseabundo; mas é importante a sua leitura, especialmente para entender que em política (em poder) o assunto nunca se resume a esquerda e direita.
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O livro é excelente, porém o desempenho do prof. Dugin ficou aquém do esperado. Proposto um debate, recebemos propaganda. Para os mais emocionados, as incitações do Dugin podem convencer alguns, porém sua argumentação filosófica é deveras fraca e impugnada da mentalidade revolucionária e propagandística. Não parece ter nele o interesse a/ou capacidade de explicar ao leitor o porquê devemos aderir ao Eurasianismo, somente propõe um plano messiânico e maniqueísta de salvação do mundo, onde podemos lutar ao seu lado ou aliar-nos ao grande Satã. Ao leitor atento, entretanto, não passa despercebido o caráter imperialista de seu projeto. Em contrapartida, o prof. Olavo não poupa esforços para destrinchar toda a teoria duginiana e expressar inequivocamente sua filosofia, evitando interpretações erradas de seu pensamento. Sua teoria de 3 grandes potências parece mais crível, pois, desprovida da intenção aliciadora, pode concentrar-se na investigação da realidade. Por fim, o livro é uma ótima porta de entrada para a compreensão das forças atuantes do mundo moderno.
Conceptul de „Noua Ordine Mondiala" a fost popular intr-un avant istoric concret — si anume la sfarsitul Razboiului Rece (la finalul anilor '80, in era Gorbaciov), cand cooperarea globala dintre Statele Unite si Uniunea Sovietica a fost considerate aproape si foarte probabila. Baza Noii Ordini Mondiale era, se presupune, realizarea teoriei convergentei, care prezicea sinteza formelor politice ale socialismului sovietic si capitalismului occidental si o stransa cooperare a Uniunii Sovietice cu Statele Unite in chestiunile regionale, ca de exemplu Razboiul din Golf, la inceputul anului 1991. Dat fiind ca Uniunea Sovietica s-a destramat in perioada imediat urmatoare, proiectul Noii Ordini Mondiale a fost desigur lasat deoparte si uitat. Dupe 1991 s-a considerat ca o alta Ordine Mondiala aparea sub ochii nostri — cea a unei lumi unipolare, cu o evidenta hegemonie globala a Statelor Unite.
Apesar das profundas animosidades entre os dois debatedores, que ficam claras à medida que se lê este livro de debate, vale a pena ler esta obra. Admito francamente que, para mim, Olavo de Carvalho saiu como vencedor claro, sobretudo porque ele, ao contrário de Dugin, de facto respondeu aos pontos referidos pelo seu adversário. Ademais, os enunciados proferidos por Dugin são cheios de contradições, falsas alegações e ataques ad-hominem, segundo evidenciado à fartura por Olavo de Carvalho. De qualquer forma, o livro contém algumas informações bem interessantes, ilustrando a mundivisão dos dois contendores. Leitura instrutiva e bem divertida, principalmente devido aos ataques acirrados e bem acertados lançados por Olavo de Carvalho.
Em entrevista (ver https://www.youtube.com/watch?v=A0bxo...) ouvi comentários absolutamente espetaculares sobre como Olavo de Carvalho solapou os argumentos de Alexandre Dugin (nada mais, nada menos que supra-influente mentor intelectual de Putin). Claro que tive de ler (admito, com ceticismo) apenas para concluir que a inteligência do Sr. OC é avassaladora. Como, aliás, o filósofo Romeno Horia-Roman Patapievici comenta com indisfarçada admiração.
Imagino o choque do Sr. Patapievici se conversasse com alguns amigos meus sobre suas impressões sobre OC...
El libro es malo como él solo y los dos pensadores son bastante inútiles, favoreciendo explicaciones conspirativas sobre análisis de la realidad social. Además, se pasan la mitad del "debate" insultándose y acusándose el uno al otro de "globalista". Lo único útil que se puede rescatar de la obra es que muestra de forma bastante nítida una de las divisiones clave de la ultraderecha contemporánea: la pro-rusa y la pro-OTAN.
Esperava aprender alguma coisa sobre o Holismo Oriental e o Catolicismo Ortodoxo, mas o Dugin vacilou e se deixou ser humilhado pelo Olavo. No final, o debate se torna algo entre a ascese e a baixaria.
Lucrarea reprezintă sinteza modului de raportare politică a două personalități atât de diferite precum Olavo de Carvalho si Aleksandr Dughin. cei doi reusesc sa prezinte cititorului câteva sinteze interesante cu privire la modul de gândire și de acțiune a blocurilor ruso-chinez, Occidental si Islamic. De asemenea, cei doi prezintă, într-o manieră clară, specificitatile gândirii politice a celor doua blocuri pe care Duggin si Carvalho le reprezintă - Blocul Occidental fiind reprezentat de specialistul brazilian in timp ce Blocul Ruso-Chinez fiind reprezentat de profesorul moscovit Aleksandr Dughin. Dincolo de anumite remarci si replici fara sens, precum si de atacurile la persoană realizate, pe alocuri, de ambii participanți la dezbatere, aceasta lucrare reprezintă o buna incercare a editurii Humanitas de a familiariza publicul român cu elementele gandirii politice, geopolitice și filosofice a unor cunoscuți purtători de cuvânt precum Aleksandr Dughin si Olavo de Carvalho. Recomand această carte tuturor celor ce sunt interesati sa studieze Noua Ordine Mondială din perspectivă comparată, precum si celor ce doresc sa afle cat mai multe despre gândirea politică a lumii in care trăim!
Aprender com o professor Olavo é sempre algo edificante, além de aprendermos como se dá uma argumentação escolástica podemos até nos dar o luxo de aprimorar-nos na técnica do debate. O debate é interessantíssimo, mas admito, não fossem os trechos em que o professor Olavo dá palmadas no bumbum de Aleksandr o livro não seria por mim tão estimado. Excelente!
Azi, în anul 2022, cartea poate fi considerată datată. Ideile nu mai corespund. Devine interesantă modul argumentării și tenacitatea lui Olavo de Carvalho.