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MACHAMBA

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Romance vencedor do 1º Prêmio Kindle de Literatura Machamba cresceu numa fazenda em Minas Gerais, em meio a cavalos e pés de laranja, lendo as Enciclopédias das Antigas Civilizações com o pai. Agora é uma mulher em Londres que se sente perdida. Nem ela mesma sabe o que aconteceu com a própria história. Até que começa uma viagem pelas antigas civilizações do planeta, Grécia, Turquia, Israel, Egito, e quanto mais caminha pelas ruínas do mundo, mais viaja em direção ao seu passado e ao Elo Perdido, o episódio fatídico que mudou para sempre o curso de sua vida.

120 pages, Kindle Edition

Published November 2, 2016

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About the author

Gisele Mirabai

12 books2 followers

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Community Reviews

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6 (8%)
1 star
6 (8%)
Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for Fernando Hisi.
693 reviews9 followers
March 4, 2020
Quase um ano pra ler isso, parei e voltei várias vezes, esperando toda vez que ele engatasse, mas não vai. Se esse é o objetivo, de retratar um estado blasé de viver, à deriva dos ventos, talvez possa ser chamado de bem sucedido, mas o que fica depois de tudo é só vazio, a vida como experimentação estilística, muito mais que uma história, uma personagem. Parece estudo pra primeiro livro, esboço de idéia que foi batido e rebatido e reescrito, mas sem uma conclusão, tivesse 50, 70 páginas a menos e algum final, ia ser muito bonito.
O que é pior algo que você é indiferente que é ruim ou algo que tinha potencial e foi mal realizado?
Profile Image for Ale.
63 reviews1 follower
December 28, 2020
Surpreendente última leitura do ano. Escolhi sem pretensões, pra ser um livro leve, que nem é meu só pra fechar esse ano louco sem trazer pensamentos pesados, e simplesmente fui embalada pela narrativa poética e inesperadamente diferente dessas páginas.

É um romance, um livro escrito pelo coração com o olhar confuso da mente que flutua enxergando sentimentos nas persianas, nas plantas, no umbigo, e vê claramente a diferença do Tempo dos olhos de criança para os olhos de adulta. São os caminhos tortuosos da mente que foge de onde dói e existe sem palavras enquanto espera a cura vir, ou a mudança de tempos lavar a alma despedaçada e remendar a cabeça confusa.
Foi um livro que me transportou para tempos mais simples, mas que transbordavam em dramas meus, quando eu ainda escrevia, e compartilhava palavras por aí, palavras confusas, poéticas, que mudavam de sentido conforme os olhos que liam, e que carregavam toda a dor dramática de coração de adolescente que acreditava ainda que o amor era raro, único, e que se podia confundir ou perder para nunca mais encontrar, caso não prestasse atenção. Uma adolescente que olhava o mundo com olhos dolorosamente românticos, e acreditava em coisas diferentes, e transbordava em páginas que seriam largadas num mar virtual em garrafas que talvez alguém fosse encontrar.

Esse romance me trouxe nostalgia, e a leveza da nuvem escura sobre o coração de romances bem sentidos. É um pouco naturalmente poesia, um pouco confusão compreensível de sentimentos, um pouco putaria como forma de extravasar, e um pouco diário de viagem guiada por enciclopédias e conhecimentos que uma vez em outro tempo, eu também já mergulhei fascinada.

"Solvitur ambulando. Tudo se cura caminhando".
Profile Image for Alan Henrique.
136 reviews2 followers
March 7, 2020
Machamba é, sem dúvidas, um dos melhores livros que li nos últimos tempos! E pra variar não sei muito bem o que dizer sobre ele, explicar o que é que me fez gostar tanto - talvez meu medo seja falar demais e criar expectativas irreais em quem ler isso, ou também de não conseguir falar direito e não fazer jus à história - mas vou tentar.
Machamba, a protagonista, é uma mulher machucada - física e emocionalmente. Machamba sente-se perdida, mas parece não perceber isso, "gente como ela" - expressão recorrente durante a narrativa - tem aos montes por aí (como temos várias Macabéas. Sim, A hora da estrela ainda ressoa em mim). Toda a jornada que ela faz, partindo do interior de Minas Gerais em busca das ruínas das Antigas Civilizações é também uma jornada interior, a busca pelo seu coração que caiu em alguma esquina. A narrativa não linear dá uma fluidez a leitura e, segundo a autora afirmou em entrevista, aconteceu naturalmente durante a sua escrita, acredito que isso foi uma das coisas que me fez gostar ainda mais e devorar com mais vontade a história. As lindas metáforas, as descrições das mitologias e culturas diferentes, e ver como tudo vai se encaixando a cada capítulo são outros dos detalhes que prendem a atenção até a última linha.
Enfim, não poderia ter entrado melhor no mês das mulheres! Brasileira, contemporânea, vencedora do primeiro Prêmio Kindle de literatura, Gisele Mirabai conseguiu - peço licença para parafrasear Taty Leite, do canal Vá Ler Um Livro -me atropelar com essa história!
Nota: 5/5. Favorito da vida!
7 reviews1 follower
February 12, 2019
A protagonista cresceu numa fazenda do interior de Minas. Agora adulta e perseguida por memórias do passado, ela viaja por Londres, Atenas, Capadócia, Jerusalém, Luxor e outros, buscando por algum tipo de redenção.

A história é muito simples, mas a escrita é incrível. Os acontecimentos da viagem se entrelaçam às lembranças intrusivas de Machamba de maneira cativante e a autora consegue transmitir vivamente a angústia e alheamento da personagem. Meu episódio preferido foi o em que ela visita a suposta casa da Virgem Maria em Éfeso na Turquia, me emocionei.

O livro excedeu minhas expectativas, achei que ia ser só mais uma narrativa superficial sobre uma jovem mochileira, mas foi muito melhor que isso.
Profile Image for Caio Silva.
38 reviews1 follower
February 23, 2019
O livro foi me surpreendendo desde o começo, mas pecou no final.
A escrita de Gisele Mirabai é muito bonita, me tocou bastante. O modo de narrar, dando voltas na memória, me agradou muito - apesar de não ser nada inovador.

Outra coisa interessante é conseguir deixar as cenas de sexo suaves a ponto de parecerem o que realmente são: naturais. Além, é claro, de dividir o tempo em "Tempo Pequeno" e "Tempo Grande", coisas sobre as quais venho refletindo desde quando comecei a ler Joyce.

Para mim, excedeu muito na clareza e na previsibilidade. O final acabou parecendo com o final de "O alquimista", de Paulo Coelho: algo que pensamos ser tão previsível que o autor não faria mas faz.
Profile Image for Mariucha Vieira.
111 reviews3 followers
June 15, 2024
3,5

Eu achei Machamba um livro muito interessante. O início pode ser um pouco confuso, pois a autora viaja entre passado e presente de Machamba, desde sua infância em uma fazenda no interior, até sua vida levemente instável em Londres. O leitor percorre toda a história sem saber o que levou a vida da personagem chegar onde está no presente, quais os eventos traumáticos que transformaram aquela garotinha do passado nessa mulher cínica de agora. Achei a escrita da Gisele muito bonita e poética, mas no momento que estou vivendo agora em minha vida, isso foi o que me afastou um pouco da história. Estou sem paciência para histórias e conversas que me soam como se quisesse dizer algo sem dizer. Me senti assim o tempo inteiro, como se a autora estivesse mais envolvida com a forma, com a poesia das palavras do que o que precisava ser dito. Eu normalmente gosto da subjetividade desse tipo de escrita, mas não era o que eu estava esperando, então não me conectei, não por problema na escrita, na construção da narrativa, no plot, mas porque não foi a leitura certa para o que eu precisava no momento.
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