Fazer rir é difícil. A arte da comédia deve ser das mais difíceis porque é demasiado ténue a linha que separa uma pessoa que tem verdadeiramente graça de outra que faz figuras ridículas.
No entanto, uma cara engraçada, um tom de voz adequado, podem fazer com que o ridículo e torne engraçado.
Quando se tenta fazer comédia num livro, onde o tom de voz não existe, a personagem não existe, os adereços não existem, a tarefa é, a meu ver, um milhão de vezes mais árdua.
O Guilherme é sublime nisso. Consegue fazer-nos rir de livro na mão. Sempre o fez no "Por falar noutra coisa", mas escrever num bloque é muito diferente de escrever num livro. Parece a mesma coisa, mas não o é.
Estruturar um livro, rever, ler, rever, corrigir é trabalho que pode impactar na parte cómica da obra.
Parabéns ao Guilherme e obrigado por nós fazer rir com as coisas mais simples.