Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2013, Jacques Fux estreia na José Olympio com este intenso e profundo mosaico de histórias sobre o povo judeu e a ideia de loucura frequentemente relacionada a ele. Recheadas de humor e ironia, a compilação de novelas mescla histórias reais com muitas pitadas de ficção. O cineasta Woody Allen e a enteada, a filósofa Sarah Kofman e o enxadrista Bobby Fischer são alguns dos personagens que passeiam por estas páginas. “Meshugá”, além de envolver alguns temas clássicos (neurose, hipocondria, mães invasivas e superprotetoras etc.), desvela os mistérios da insanidade, do auto-ódio, do olhar perverso do outro e do erotismo tão característicos da produção intelectual desses judeus geniais.
Jacques Fux é graduado em matemática e mestre em ciência da computação pela UFMG, doutor e pós-doutor em literatura pela UFMG, pela Universidade de Lille 3 (França) e pela Unicamp, além de pesquisador visitante na Universidade de Harvard. Sua tese de doutorado, versão do livro Literatura e Matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o OULIPO (Perspectiva, 2016), recebeu em 2011 o Prêmio CAPES de melhor tese de Letras e Linguística do Brasil e foi finalista do Prêmio APCA de 2016. Antiterapias (Scriptum, 2012), seu romance de estreia, venceu o Prêmio São Paulo de Literatura 2013 e o manuscrito de Brochadas: confissões sexuais de um jovem escritor (Rocco, 2015), recebeu Menção Honrosa no Prêmio Cidade de Belo Horizonte. Foi finalista do Prêmio Barco a Vapor 2016. Publicou ainda Meshugá: um romance sobre a loucura, que saiu pela prestigiosa Editora José Olympio, e recebeu o Prêmio Manaus de Literatura 2016, e Nobel (José Olympio, 2018) em que realiza o sonho de todo escritor: ser laureado com um Nobel de Literatura.
Comprei o livro após assistir a uma brilhante palestra do autor. O seu humor refinado, inteligência colocada, me levou a adquirir tal romance, que não é um "romance" propriamente dito como gênero literário. Trata-se de uma coletânea de artigos e contos históricos/ficcionistas de pessoas consideradas genias ou loucas (depende do ponto de vista), todas com relação à descendência judia. Interessante como relato (como o caso do matemático e do representante da KKK), mas não cativante.